<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255</id><updated>2012-01-18T13:49:51.589-02:00</updated><title type='text'>Textos do Jolac</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4810113612712780842</id><published>2012-01-18T13:46:00.002-02:00</published><updated>2012-01-18T13:49:51.619-02:00</updated><title type='text'>Crônica de um almoço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cBMygtHcU_k/TxbqGCo_n-I/AAAAAAAAAIU/VZYOCqeZSvM/s1600/Restaurante.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 173px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cBMygtHcU_k/TxbqGCo_n-I/AAAAAAAAAIU/VZYOCqeZSvM/s320/Restaurante.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698999767992868834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eles chegaram em silêncio e ocuparam uma das mesas de entrada, mais próximas da cozinha, no restaurante do bairro.&lt;br /&gt;Era intencional. Seriam atendidos mais rapidamente, sem interrupção no consumo.&lt;br /&gt;Pareciam um tanto cansados, talvez chegando de alguma viagem. Notava-se o apetite reprimido em suas feições. Não sorriam, apenas aguardavam.&lt;br /&gt;Aos poucos, as demais áreas foram ocupadas por outros estranhos.&lt;br /&gt;Mas, logo se percebeu que os pratos solicitados demoravam muito tempo para&lt;br /&gt;chegar às mesas de tais áreas.&lt;br /&gt;Havia, sem dúvida, um motivo imperioso que justificava tais inaceitáveis atrasos nas&lt;br /&gt;mesas de – digamos - terceiros.&lt;br /&gt;O descontentamento era geral. Alguns, menos tolerantes, se levantaram e deixaram&lt;br /&gt;o restaurante. É verdade que a fome, inimiga do ser humano, provoca ações tempestivas,nem sempre justificadas.&lt;br /&gt;Criou-se um clima de tensão. Senhoras idosas com princípio de desmaio, crianças&lt;br /&gt;chorando um pranto triste, garçons desorientados. Fora-se a alegria do domingo.&lt;br /&gt;A exceção, todavia, se concentrava em uma única mesa, logo ali na entrada do restaurante,ocupada pelo trio, ainda em silêncio. Muitos eram os pratos que jaziam na angustiante espera de consumo pelo grupo. Fartavam-se, alheios aos anseios de seus semelhantes, dispersos pela área contígua. A palavra trocada pelo acepipe de entrada, de mais valia.&lt;br /&gt;O ser humano tem esse lado egoísta, que se revela amiúde, principalmente quando surgem situações de confronto: o egoísta de um lado e o resto da humanidade de outro.&lt;br /&gt;E, em seu consciente, o egoísta sempre tem presente a vitória iminente. Ele espera por ela e saboreia seus resultados.&lt;br /&gt;Assim era, naquela mesa ali na entrada. Um quadro que negava, através do silêncio absoluto, o sentimento de irmandade que deveria conviver com seres humanos.&lt;br /&gt;Devorados os pratos, retiraram-se, mantendo o silêncio inicial. Missão cumprida.&lt;br /&gt;O restaurante, gradativamente, voltou ao seu ritual de atendimento eficiente. A conversa amiga ecoando sobre os pratos ainda vazios.&lt;br /&gt;Ficou claro que aquela mesa, em posição estratégica, consumira tanto que obrigara os garçons a atendê-la com quase exclusividade.&lt;br /&gt;Mais um domingo que poderia ter acontecido dentro de certa normalidade.&lt;br /&gt;Não fora aquela mesa, ali logo na entrada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4810113612712780842?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4810113612712780842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4810113612712780842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4810113612712780842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4810113612712780842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2012/01/cronica-de-um-almoco.html' title='Crônica de um almoço'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cBMygtHcU_k/TxbqGCo_n-I/AAAAAAAAAIU/VZYOCqeZSvM/s72-c/Restaurante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-410749656764791047</id><published>2011-12-21T18:50:00.002-02:00</published><updated>2011-12-21T18:55:49.286-02:00</updated><title type='text'>O valor da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jyx3hxLXT0M/TvJHrM1ZtuI/AAAAAAAAAH8/MvoKKvPYDvg/s1600/Corredeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jyx3hxLXT0M/TvJHrM1ZtuI/AAAAAAAAAH8/MvoKKvPYDvg/s320/Corredeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688688086827513570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embora a vida seja um atributo extensivo a todos os seres humanos, há, porém, sérias divergências em seu significado, conforme a conduta de cada um.&lt;br /&gt;Recentemente, um esportista saltou de avião sobre uma prancha de "skate", nova modalidade de esporte aéreo por ele defendida. Já adulto, com esposa e filhos, além de pais, irmãos e amigos, o esportista mergulhou e perdeu a sua vida, caindo no mar. Seu paraquedas não abriu e lhe custou caro.&lt;br /&gt;Fica a pergunta: esse esportista tinha consideração pela vida? Amava a esposa e filhos, pais e parentes? Quando saltou do avião, colocou a vida em alto risco - e sabia disso. Entretanto, era de mais valia a ambição de ser líder naquele esporte suicida. Ambição que colocou acima da família, acima de sua própria vida.&lt;br /&gt;Outro esportista brasileiro sumiu numa avalanche durante escalada solitária. Ao sair de casa, deixando a família, sabia que esse tipo de aventura deve ser praticado em equipe, pois sempre há imprevistos. Foi só e entregou a vida, que deveria preservar por amor aos seus.&lt;br /&gt;Equilibristas se apresentam atravessando praças públicas sobre cabos de aço, sem rede de proteção. Esquadrilhas da fumaça fazem manobras não recomendadas pelas leis da física e alguns se projetam contra o solo. Outros adultos buscam destaque descendo em cachoeiras pendurados numa corda. Ou fazem navegação em rios de corredeiras traiçoeiras.&lt;br /&gt;Não se consegue imaginar que esses humanos tenham apreço por suas próprias vidas, e respeitem suas famílias, preservando suas integridades físicas para conviver com elas.&lt;br /&gt;E o momento de glória é efêmero, pois logo surge outro mais intrépido para quebrar o recorde conseguido até então.&lt;br /&gt;Por outro lado, há aqueles velhos maduros, que se mantiveram longe dos perigos, e hoje são motivos de orgulho de seus familiares, a quem dedicaram suas vidas. Vidas longas, valorizadas e respeitadas por todos. Verdadeiros sábios disseminando o saber.&lt;br /&gt;A campanha contra o fumo está em sua fase final, pela televisão. Uma boa iniciativa, sem dúvida, ainda que os resultados nacionais sejam pífios. Quando o jovem decide fumar, para ser aceito por sua turma, dá o primeiro passo para abandonar o cuidado com sua própria vida.&lt;br /&gt;Fumantes desde tenra idade colhem os frutos – altamente perniciosos – de seu vício após os cinquenta anos, padecendo com doenças de todo tipo, não raramente fatais. Ou, quando não levam suas vidas, levam sua vontade de viver, pois doenças são os fantasmas da vida de todos.&lt;br /&gt;Alcoólatras e drogados seguem o mesmo caminho dos fumantes. Também não prezam o valor de suas vidas e pagam um alto preço pelos abusos cometidos.&lt;br /&gt;Porque há tantos que agridem a si mesmos, desprezando o benefício da vida, o prazer de viver sem riscos e sem doenças?&lt;br /&gt;Fernando Pessoa já dizia: "Correr riscos reais, além de me apavorar, não é por medo que eu sinta excessivamente - perturba-me a perfeita atenção às minhas sensações, o que me incomoda e me despersonaliza." Ao se aceitar um risco, as sensações ficam alteradas e se perde o juízo da vida. O ser humano se despersonaliza para viver um momento que pode leva-lo à morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-410749656764791047?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/410749656764791047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=410749656764791047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/410749656764791047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/410749656764791047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/12/o-valor-da-vida.html' title='O valor da vida'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jyx3hxLXT0M/TvJHrM1ZtuI/AAAAAAAAAH8/MvoKKvPYDvg/s72-c/Corredeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-8556076239727218871</id><published>2011-11-22T22:51:00.002-02:00</published><updated>2011-11-22T22:53:56.217-02:00</updated><title type='text'>Tudo cabe num sonho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-3unO1UVD6Zk/TsxD_LiSJmI/AAAAAAAAAHw/kbCltl7y-FE/s1600/USP.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3unO1UVD6Zk/TsxD_LiSJmI/AAAAAAAAAHw/kbCltl7y-FE/s320/USP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677987982914758242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após ser retirado da Reitoria pela polícia, junto com outros tantos colegas, foi para casa descansar. Afinal, havia noites que não dormia direito, comendo mal, deitado em chão frio, sem o conforto de sua casa. E ainda houve um confronto com policiais, ida à delegacia, pagamento de fiança. Muito desgaste em tão pouco tempo. Teve que ligar para o pai, pedindo o dinheiro que o manteria em liberdade. &lt;br /&gt;Fez um lanche rápido e foi deitar para se recuperar. O cansaço venceu, o sono veio rápido. Dormiu. Sonhou.&lt;br /&gt;O sonho é uma bênção, em várias situações. Nele, os fracassados se transformam em vencedores, os inconformados vêm seus ideais realizados. Ainda que, ao acordar, tudo não passe de mero sonho.&lt;br /&gt;Foi assim com ele. Em seu sonho, voltou à praça de guerra da universidade, ao prédio da Reitoria que, junto com outros tantos como ele, ocupara, pichara as paredes, destruíra patrimônio público, instalara a baderna mostrada pela televisão. &lt;br /&gt;Agora, ao menos em seu sonho, idealizou a universidade perfeita, aquela por quem estava lutando na vida real. Não essa que aí está, mas a que sentia ser realmente perfeita.&lt;br /&gt;Deslocou-se para cada unidade de ensino, e, pelo caminho, teve a felicidade de ver pequenas bancas montadas por terceiros, vendendo a tão necessária maconha, em pequenos pacotes. Valeu-se de um deles, acendeu, e já começou a se sentir melhor, realizado. Em sonho, tudo se pode, tudo se transforma. &lt;br /&gt;Na porta de cada faculdade, mais bancas oferecendo bebidas alcoólicas e drogas. Não se furtou ao prazer e comprou dois pacotinhos de crack. Usaria após terminar a maconha, certamente.&lt;br /&gt;Seus colegas de ocupação, exatamente os mesmos, surgiram em seu sonho perfeito, todos fumando maconha, outros já tomados pelos efeitos do crack. Saudaram uns aos outros, com gestos característicos da juventude. Ali, decidiram não entrar em aula. Os professores, temerosos, não registrariam a ausência do grande grupo de alunos. Todo professor, em sonho de aluno ocupante, é medroso. Fica mais fácil, assim.&lt;br /&gt;Foram para o prédio da Reitoria, mais adiante. No caminho, flagraram estranhos assaltando colegas, armas em punho, ameaçadores. No sonho, a polícia não entrava no campus, facilitando – e muito – os crimes de terceiros. Era a tão sonhada universidade aberta, o povo indo e vindo em seu domínio, a liberdade levada ao seu nefasto extremo. O grupo sonhador fingiu que não viu. Achavam isso parte do contexto pretendido.&lt;br /&gt;Um braço ensanguentado escapava pela porta entreaberta de um carro parado. Um dos jovens do grupo foi olhar mais de perto. Era um assassinato, apenas. Nada de monta. Um aluno certinho a menos, pensou. Mesmo assim, era melhor não ter polícia dentro do campus, segundo eles. Alunos são muitos, este não faria falta.&lt;br /&gt;Continuaram caminhando em direção à Reitoria. A caminhada não foi tão longa, ainda mais em sonhos de ocupantes idealistas.&lt;br /&gt;Finalmente, o grupo chegou ao prédio onde fica a mais alta autoridade da universidade. Sem proteção alguma, sentiram-se à vontade para subir à sala do Reitor. Foram entrando, usando o direito de todo aluno ocupante, e dentro da linha de conduta própria de sonhos irreais.&lt;br /&gt;O professor nomeado Reitor os esperava. No sonho, estava amedrontado. Queimaram os papéis sobre a mesa, quebraram computadores e impressoras, picharam as paredes com "palavras de ordem". O Magnífico foi quase arrastado para o lado de fora da reitoria, achincalhado por todos os membros do grupo, e expulso do campus. Os ideais do grupo se materializavam no sonho desenhado com cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, os professores foram abandonando suas salas de aula, cruzando, ao sair, com dezenas de vendedores de drogas e bebidas alcoólicas. Aquela universidade foi ficando vazia de cultura e cheia de ocupantes idealistas, cada um com sua bandeira-tema, muitas com graves erros de idioma.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação elogiando, no sonho, os ideais dos ocupantes. Entrevistado, cada aluno dizia, em seu linguajar peculiar de drogado, que, enfim, aquela universidade estava livre, agora dirigida pelos elevados objetivos dos ocupantes, sem policiamento ostensivo, cada um fazendo o que achava melhor.&lt;br /&gt;Quando tudo parecia perfeito, eis que a natureza prega uma peça no ocupante-sonhador. Ele acorda. E vê que há um colossal abismo entre um sonho de ocupante e a realidade, para a felicidade de todos os que buscam outros ideais, na mais importante universidade do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-8556076239727218871?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/8556076239727218871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=8556076239727218871' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8556076239727218871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8556076239727218871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/11/tudo-cabe-num-sonho.html' title='Tudo cabe num sonho'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3unO1UVD6Zk/TsxD_LiSJmI/AAAAAAAAAHw/kbCltl7y-FE/s72-c/USP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5917629083444299299</id><published>2011-11-05T20:13:00.001-02:00</published><updated>2011-11-05T20:18:55.815-02:00</updated><title type='text'>Terceiro Mundo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-mO3ZncLWVIg/TrW2RTeA9lI/AAAAAAAAAHk/rGdiO5sgE8k/s1600/SP%2Ba%25C3%25A9rea.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mO3ZncLWVIg/TrW2RTeA9lI/AAAAAAAAAHk/rGdiO5sgE8k/s320/SP%2Ba%25C3%25A9rea.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671639714143204946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um demógrafo francês, Alfred Sauvy, propôs o nome Terceiro Mundo, levando em conta o Terceiro Estado, termo este surgido durante a Revolução Francesa. A ideia por trás desse Terceiro Mundo era provocar uma revolução global através dos países alinhados dentro desse novo conceito. &lt;br /&gt;Mas, com o surgimento da Guerra Fria (1945-1989), passou-se a entender, indevidamente, como Terceiro Mundo, todos os países que não se aliaram aos Estados Unidos, nem à União Soviética. Em poucas palavras: o que sobrou, de menor importância, países economicamente subdesenvolvidos, pobres e com sérios problemas sociais, como violência, miséria extrema e corrupção (Conferência de Bandung, Indonésia, 1955).&lt;br /&gt;O mundo, porém, dá muitas voltas e, mesmo os mais diferenciados cientistas, não poderiam prever, na metade do século passado, o que aconteceria com a economia global ainda na primeira década deste novo século.&lt;br /&gt;Uma das primeiras medidas tomadas pelos estudiosos foi trocar o termo Terceiro Mundo por Países em Desenvolvimento. Não se usa mais aquela denominação depreciativa, até porque muitos dos tais países pobres – e o Brasil esteve entre eles – evoluíram e passaram a ocupar melhor posição no mundo atual.&lt;br /&gt;Ainda assim, é comum ver jornais norte-americanos se referirem ao Brasil como "terceiro mundo". &lt;br /&gt;Nós sabemos o que temos de bom e o que grassa por aqui como indesejável e vergonhoso.&lt;br /&gt;Hoje, o Brasil tem uma política econômica invejada por aquele Primeiro Mundo, mesmo com os problemas no judiciário, na política, na educação e na saúde. Há vagas sobrando na indústria e no comércio, temos um PIB elevado, não devemos nada ao Banco Mundial, somos destacados exportadores de bens de tecnologia, produtos agrários e serviços.&lt;br /&gt;Isso sem falar na beleza de nossas lindas praias, no mar de águas tépidas, na paisagem exuberante em seu verde tropical, e na comunicabilidade do povo, sorridente e amigo, tratando os mesmos americanos, que ainda nos qualificam como terceiro mundo, com todo carinho e simpatia que eles jamais terão a oferecer. &lt;br /&gt;Nossa indústria automobilística bateu recorde de produtividade, enquanto as colossais empresas de antanho fecham sua fábricas, algumas chegando a falir. &lt;br /&gt;E, nesse momento de equilíbrio econômico que ora desfrutamos, vemos países como Itália, Espanha e Grécia enfrentando crises severas, com revolta do povo nas ruas, e ausência de luz para uma saída rápida dessa indesejável e traumática situação. &lt;br /&gt;Enquanto isso, viajamos nos feriados, tomamos nossa água de coco sob o sol, ali naquela bela praia, falamos de futebol, vemos shows internacionais na vizinha e culta Paulínia, temos ocupação remunerada, e até esquecemo-nos de agradecer a Deus por tudo isso, mesmo sendo apenas um país em desenvolvimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5917629083444299299?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5917629083444299299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5917629083444299299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5917629083444299299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5917629083444299299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/11/terceiro-mundo.html' title='Terceiro Mundo?'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mO3ZncLWVIg/TrW2RTeA9lI/AAAAAAAAAHk/rGdiO5sgE8k/s72-c/SP%2Ba%25C3%25A9rea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4767056714558079762</id><published>2011-10-20T20:17:00.003-02:00</published><updated>2011-10-20T20:18:30.456-02:00</updated><title type='text'>Bons argumentos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-i3EvHnoj_oc/TqCeIG_uI0I/AAAAAAAAAHE/-KRDhJDc4Uk/s1600/Patrulha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-i3EvHnoj_oc/TqCeIG_uI0I/AAAAAAAAAHE/-KRDhJDc4Uk/s320/Patrulha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665702193386103618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O policial rodoviário fez sinal para o seu veículo parar no acostamento.&lt;br /&gt; Obedeceu. Nada tinha a temer. Estava com cinto de segurança, dentro do limite de velocidade, seu carro era novo, extintor carregado.&lt;br /&gt; - “Documentos, por favor”, disse o policial, relativamente novo, aí na casa de seus trinta e poucos anos de vida.&lt;br /&gt; Como acreditava estar com tudo em ordem, resolveu testar o policial, para ver até onde poderia ir, com seus argumentos. Era conhecido por ser forte negociador. Sempre levava a melhor em casa, discutindo com seus irmãos.&lt;br /&gt; Deu ao policial o seu CPF.&lt;br /&gt; O policial meneou a cabeça e repetiu:&lt;br /&gt; - “Eu disse documentos, senhor!”.&lt;br /&gt; - “E eu lhe dei um documento. Sem o CPF não se abre crédito em lojas, nem se vendem imóveis, ou passa-se procuração, abre-se conta em banco, e tudo o mais. Além disso, é emitido por um órgão federal. Logo, é documento sim senhor!”.&lt;br /&gt; O policial parou por alguns segundos, fez cara de quem estava meio aborrecido de ter que lidar com um indivíduo com tantas palavras.&lt;br /&gt; - “Tudo bem, tudo bem! Por favor, eu quero ver sua carteira de habilitação”, disse o policial.&lt;br /&gt; Ele entregou o seu registro no CREA.&lt;br /&gt; O policial se impacientou.&lt;br /&gt; - “O senhor não entende português? Eu disse carteira de habilitação!”.&lt;br /&gt; - “E foi isso que eu lhe dei, senhor policial! Como engenheiro, só estarei habilitado a exercer atividades profissionais se tiver esta carteira do CREA! Logo, é uma carteira de habilitação, não é mesmo?”.&lt;br /&gt; O policial estava chegando ao limite da paciência. Pediu:&lt;br /&gt; - “O senhor pode descer do veículo, por favor?”.&lt;br /&gt; - “Sim”, respondeu, mas continuou ao volante, sentado.&lt;br /&gt; O policial começara a ficar vermelho de raiva. Suava, até porque o dia estava muito quente. Era véspera de feriado longo e tinha ainda muitos carros para parar.&lt;br /&gt; - “O senhor me ouviu?”.&lt;br /&gt; - “Sim, mas como o senhor fez uma indagação perguntando se eu podia descer do carro, eu o atendi respondendo que sim. Ou seja, sim, eu posso descer do carro. Nada me impede, não sou paraplégico, nem velho a ponto de não conseguir me levantar e descer. O que mais o senhor quer saber?”.&lt;br /&gt; - “Eu estou lhe dando uma ordem, senhor! Desça do carro”, quase gritou o policial.&lt;br /&gt; - “Bem, como autoridade de trânsito, o senhor pode pedir o que achar melhor, mas eu devo lhe dizer que não sou obrigado a atender, pois não estou cometendo crime algum, estou em dia com minhas obrigações civis, e se o senhor insistir serei obrigado a denunciá-lo por uso abusivo de autoridade!”.&lt;br /&gt; O jovem policial começou a roer uma de suas unhas, impaciente.&lt;br /&gt; Resolveu entrar na linha de argumentos do outro:&lt;br /&gt; - “O senhor poderia fazer a gentileza de sair de seu veículo, sem se sentir obrigado a fazê-lo, localizar sua carteira de habilitação de motorista e o documento de propriedade do veículo, para que eu, como mera rotina, e sem levantar qualquer suspeita infundada, cumpra minha obrigação de patrulheiro rodoviário?”, caprichou o jovem policial.&lt;br /&gt; - “Se o senhor de nada suspeita, como acaba de declarar, e não me conhece, terá que acreditar em minha palavra. Estou com os documentos em ordem, no espírito da lei. Se, ainda assim, insistir em ver tais documentos, eu serei obrigado a entender que me acusa de algo que não fiz, como ter documentos vencidos, por exemplo. Perante a lei, cabe ao acusador fornecer as provas de qualquer crime, por mais leve que este seja. Logo, lhe peço para provar que tenho documentos vencidos, antes de vê-los e conferi-los. Se não tiver provas da evidência do crime, vou processá-lo por crime de calúnia!”.&lt;br /&gt; O policial roeu outra unha. A primeira já estava curta demais para ser mordida.&lt;br /&gt; - “E o que o senhor espera que eu faça?” disse o policial, dando-se por vencido.&lt;br /&gt; - “Peça desculpas por ter, levianamente, suspeitado de um cidadão decente e honesto, deixe-me ir, pois estou atrasado, e prometo não denunciá-lo aos seus superiores”.&lt;br /&gt; O policial devolveu o cartão do CREA ao motorista, bateu continência, afastou-se e fez sinal liberando o veículo para prosseguir viagem.&lt;br /&gt; Chegando ao Guarujá, onde iria passar os feriados com o irmão Américo, o engenheiro constatou que tinha pegado o carro do outro irmão, não tinha qualquer documento provando a propriedade do veículo, sua carta estava vencida há 38 anos, pois fora morar no Canadá, há muito tempo atrás, o CPF fora cancelado, seu CREA estava igualmente vencido, pois parara de pagar as anuidades desde que se mudara para o exterior. &lt;br /&gt; Mas, reconheceu satisfeito, que seus argumentos ainda eram muito bons.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4767056714558079762?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4767056714558079762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4767056714558079762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4767056714558079762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4767056714558079762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/10/bons-argumentos.html' title='Bons argumentos'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-i3EvHnoj_oc/TqCeIG_uI0I/AAAAAAAAAHE/-KRDhJDc4Uk/s72-c/Patrulha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-6183379415607690165</id><published>2011-10-12T15:48:00.002-03:00</published><updated>2011-10-12T15:50:55.476-03:00</updated><title type='text'>O cão nosso de cada dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-gOXbeXJ_wHY/TpXhYKvuv2I/AAAAAAAAAGU/bF5m1YI4tnE/s1600/SANY1505.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-gOXbeXJ_wHY/TpXhYKvuv2I/AAAAAAAAAGU/bF5m1YI4tnE/s200/SANY1505.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662679911805927266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase todo mundo tem, ou teve, um cão em casa. Ou mais de um, em vários casos.&lt;br /&gt;Eu já tive vários e passei a respeitar o cão como sendo um animal superior. Até mesmo acima de muitos seres humanos que conheço, ou vejo seus nomes no noticiário, especialmente lá em Brasília. Os cães são inteligentes e só fazem aquilo que querem.&lt;br /&gt;Justifico: um cão, desde tenra idade, sabe onde e como se alimentar. Nada de ficar procurando o seio materno, pois muitos são afastados da mãe, logo ao nascer. O olfato desenvolvido localiza o saco de ração, onde quer ele esteja (e, não raramente, alguns empregados guardam a ração em lugares pouco recomendáveis, como o freezer, ou atrás da máquina de lavar). Os bichinhos vão direto ao local e choram, pedindo ajuda para pegar a comida.&lt;br /&gt;Para os cães, nada de dentista, escova de dente, ou seus complementos. Desenvolvem seus pequenos dentinhos, até ficarem no tamanho final, roendo nosso televisor de 47 polegadas, as caixas de alto-falantes de nosso recém-comprado home theater, ou nossa cristaleira de época, em madeira de lei. Na falta de coisas mais nobres, roem os batentes de portas.&lt;br /&gt;Banheiro? Nem pensar! Isso, pensam os cães, é coisa de humano complicado. Eles, os cães, fazem suas necessidades biológicas sobre o tapete novo da sala de visitas, sobre o conjunto de sofás estofados com aquele lindo tecido clarinho, agradável, aconchegante. Ou no meio da cozinha, com nossa serviçal pisoteando, distraída, sobre montículos pastosos, ou pequenas poças amareladas, enquanto prepara o nosso almoço do dia. Um aconchegante clima de lar!&lt;br /&gt;Em certas áreas, o cão imita o homem, e chega mesmo a superá-lo. É quando, após comerem uma porção significativa de ração, deitam, dormem e... roncam. E roncam alto, muito alto, com aquelas lindas bochechinhas vermelhas tremendo sob o impacto da respiração ofegante. &lt;br /&gt;O espaço que ocupam quando dormem, pernas esticadas, em geral é área de grande trânsito na casa, com crianças saindo para ir à escola – ou chegando. Todos tentando saltar sobre aquele lindo serzinho, que acabara de sair do estado de "coma-e-beba", e entrando no estado de total desligamento. E ninguém diz nada para o imberbe cãozinho, que se sente em seus direitos de membro da família. &lt;br /&gt;Sabe aquele dia de grandes atividades, quando se quer deitar e dormir para esquecer os problemas do dia e o vizinho barulhento? Sim, é nessa noite que o cãozinho decide ficar acordado e uivar, latir e correr no quintal, sob nossas janelas, atrás de corujas ou morcegos navegando em nosso espaço aéreo. Talvez ele pense que isto nos faria esquecer os problemas humanos, trocando-os por problemas animais.&lt;br /&gt;Aí, chega o dia daquele esperado churrasco de seu aniversário. Tudo providenciado, carvão na churrasqueira, carnes esperando a vez, bolotinhas de provolones na fila dos tostados, e aquela deliciosa caipirinha, feita com a aguardente trazida lá da República Dominicana, e que aguardou muito tempo até ser servida. Convidados chegam, vão sentando e conversando. Eis que, saindo do nada, aparece o cãozinho, trôpego em seu andar de garoto novo, quase se arrastando pelo gramado. Um dos convidados nos informa que a jarra de caipirinha estava tombada e vazia, lá na mesinha de apoio, perto do fogo.  Não demoramos a adivinhar quem tinha tomado a bebida e derrubado a jarra. Cãozinho bêbado é uma gracinha, mesmo!&lt;br /&gt;Pagamos um preço para ter um cãozinho lindo na casa e, em certas ocasiões, perdemos a paciência com ele. Mas, ao vê-lo deitado, olhando fixamente para nós, passando uma carência colossal de afeto, esquecemos o home theater cheio de ruídos, a tevê de "quase" 47 polegadas, os tapetes cheios de manchas e a cozinheira saltitante, pegamos o bichinho no colo e o enchemos de carinho, alisando aquele pelo bonito, falando uma linguagem que os humanos criaram especialmente para os cães, cheia de "che-che-che". Ele nos faz feliz, e o resto que se dane!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-6183379415607690165?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/6183379415607690165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=6183379415607690165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6183379415607690165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6183379415607690165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/10/o-cao-nosso-de-cada-dia.html' title='O cão nosso de cada dia'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gOXbeXJ_wHY/TpXhYKvuv2I/AAAAAAAAAGU/bF5m1YI4tnE/s72-c/SANY1505.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7123875373334505603</id><published>2011-10-12T15:46:00.000-03:00</published><updated>2011-10-12T15:47:47.033-03:00</updated><title type='text'>Erros de interpretação</title><content type='html'>Os jornalistas bem sabem que, não raramente, são criticados por matérias que escreveram sobre determinado assunto. Porém, nem sempre as críticas são procedentes, principalmente quando partem de leitores desacostumados com interpretação de textos.&lt;br /&gt;Há diferenças entre o que se escreve e o que um leitor desavisado interpreta.&lt;br /&gt;Cito um exemplo. Um empresário contratou uma especialista em recursos humanos com o objetivo de avaliar seus funcionários e introduzir novas medidas disciplinares que aumentariam a produtividade da empresa, como um todo.&lt;br /&gt;A especialista tinha uma figura fora do padrão. Era enorme, com seus 1,95 metros, e  excessivamente obesa. Fora contratada por sua renomada capacidade em recursos humanos e para a adoção de medidas corretivas na empresa problemática.&lt;br /&gt;Após três meses, como nada mudara na empresa, o proprietário enviou à especialista uma mensagem comentando, em bom tom, o seu descontentamento com os resultados do trabalho daquela senhora: "Suas medidas não agradaram meus mais íntimos desejos! Estou encerrando nosso relacionamento!"&lt;br /&gt;Qual não foi sua surpresa ao receber uma intimação para comparecer a uma audiência com juiz, pois fora denunciado por assédio sexual e discriminação por obesidade. A especialista interpretou de forma errada a frase eminentemente profissional do empresário. &lt;br /&gt;Um jornal do interior foi acionado judicialmente por ter publicado na primeira página a chamada "Matou a cadela da esposa por puro ciúme". A esposa de um funcionário público, que dedicava mais tempo à sua cachorrinha poodle do que ao marido, recebeu inúmeras ligações telefônicas de familiares e amigos para confirmar se ela estava mesmo morta. O marido, enciumado, atirou a cadela pela janela do décimo andar. Mas, muitos leitores apressados interpretaram de forma diferente.&lt;br /&gt;Fiéis, consternados, foram até a igreja lá da praça, após lerem a manchete do jornal local:&lt;br /&gt;"Fogo destrói parcialmente órgão do padre recém-chegado". Constataram, aliviados, que&lt;br /&gt;um pequeno incêndio destruíra o instrumento musical da igreja. O padre estava intacto.&lt;br /&gt;Em Brasília, a chamada de capa de outro jornal levou muitos eleitores a duvidarem da real paternidade de seu político preferido: "Deputado alega inocência diante da esposa grávida". A companheira do político, em adiantado estado de gravidez, questionara o marido sobre um caso de corrupção conhecido, que envolvia o nome dele. Nada a ver com o estado dela.&lt;br /&gt;A notícia: "Professor ensina seus alunos a colarem os resultados da prova", levou diversos pais&lt;br /&gt;até a diretora da escola, para protestarem contra o ato do professor. Ela explicou que se tratava de aula de trabalhos manuais, e que o professor ensinara aos alunos como deveriam colar os trabalhos de prova de cada grupo no mural da escola, para exposição futura. Os pais voltaram para casa mais calmos com a explicação.&lt;br /&gt;Na capital, um conhecido jornal publica, na sessão de Entretenimentos: "Sai de cena o famoso ator de teatro Fulano de Tal". Seus fãs se aglomeraram na porta da casa do ator, querendo participar de seu velório, mostrando o grau de apreço pelo falecido. O próprio ator os recebeu, corado, cheio de vida e explicou que estava deixando uma peça de teatro em cartaz, para participar de uma nova novela. &lt;br /&gt;Enfim, recomenda-se não ficar apenas na leitura dos títulos de matérias, mas ler, atentamente, até o final o texto correspondente. Isso evitará taquicardias, infartos e outros males desnecessários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7123875373334505603?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7123875373334505603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7123875373334505603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7123875373334505603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7123875373334505603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/10/erros-de-interpretacao.html' title='Erros de interpretação'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-1167402688459850456</id><published>2011-10-12T15:45:00.001-03:00</published><updated>2011-10-12T15:45:46.722-03:00</updated><title type='text'>Campanha Nacional</title><content type='html'>Vimos, há algum tempo, notando o efeito nocivo do uso indiscriminado do etc (et cetera).&lt;br /&gt; Usado sem critério pela maioria dos escritores, e de seus supostos, esta abreviação latina, originária na idade média para certos atos jurídicos, passou a ser motivo de incertezas. &lt;br /&gt; Por exemplo, quando alguém recebe uma missiva com o seguinte teor: “Caro Pedro, lamento informar que sua esposa tem cometido atos inaceitáveis como traição, etc".&lt;br /&gt; Uma esposa que chega ao ato de traição e vai além, cometendo o etc, não pode, jamais, ser perdoada pelo marido. Pois, no etc cabem tantas coisas, todas elas fruto da imaginação do marido traído, que o perdão seria inconcebível.&lt;br /&gt; Outro exemplo: Prezado Sr. Luiz Roberto, vimos solicitar sua imediata intervenção junto ao seu filho Wesley, considerando que o mesmo tem atacado a professora Celeste, etc. Um pai inconformado vai ficar imaginando o que seria o tal etc! Violência sexual, agressão física, ou meras bolinhas de papel atiradas sorrateiramente, enquanto a profissional do ensino escreve no quadro dito negro? Coitado do Wesley, quando chegar à casa! Será massacrado pelo pai furioso... e pode apenas ter jogado uma bolinha de papel na inocente Celeste! O etc levou o pai à fúria repressora...&lt;br /&gt; Lemos, quase todo dia, na mídia, notícias sobre patrimônios acumulados indevidamente por funcionários públicos, em especial políticos. Na listagem divulgada, vem algo como: fazendas, terrenos urbanos, cabeças de gado, castelos, etc. Eis aí, novamente, o etc que tanto encanta os redatores! Se alguém tem acesso ao dinheiro público, a somas de bilhões de reais, o etc pode abranger iates, aviões, usinas de açúcar, edifícios inteiros de mais de 20 andares, e outras posses exorbitantes. O culpado de imaginarmos tantas coisas, exageradamente? É ele, o etc.&lt;br /&gt; Assim, resolvemos criar a CNEE, abreviatura de Campanha Nacional de Eliminação do Et cétera. Precisamos de milhares de assinaturas de adesão para que o fim seja atingido: solicitarmos ao Ministério da Educação que o dito etc seja sumariamente eliminado de nossas redações, e até mesmo proibido, como palavra obscena, passível de processo por atentado ao pudor.&lt;br /&gt; Quando isso acontecer, todos os textos seriam mais claros, mais explícitos, evitando a fúria dos que “interpretam o etc de maneira exagerada”.&lt;br /&gt; Fica, aqui, nosso pedido de adesão.&lt;br /&gt; Estamos certos de que você, como bom cidadão, bom marido e bom pai, saberá entender e apoiar a eliminação radical dessa inútil abreviação antiga e obsoleta, que os advogados inseriram em nossa escrita, e que serve apenas e tão somente ao exercício negativo da criatividade de quem lê.&lt;br /&gt; A hora é agora! Adira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-1167402688459850456?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/1167402688459850456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=1167402688459850456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/1167402688459850456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/1167402688459850456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/10/campanha-nacional.html' title='Campanha Nacional'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7435317679839955256</id><published>2011-10-12T15:40:00.002-03:00</published><updated>2011-10-12T15:44:06.033-03:00</updated><title type='text'>O poder do futebol</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-VgLggLMfqiU/TpXf17CQv1I/AAAAAAAAAGI/2avXQ_m0pps/s1600/Camisa%2Bfutebol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VgLggLMfqiU/TpXf17CQv1I/AAAAAAAAAGI/2avXQ_m0pps/s200/Camisa%2Bfutebol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662678223961505618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é reconhecido, em todo o mundo, pela qualidade de seu futebol. Afinal, não é qualquer país que chega ao quinto título mundial nesse esporte tão popular. &lt;br /&gt;Isso, como tudo na vida, tem um preço, que não é dos menores.&lt;br /&gt;A saga da grande maioria dos jogadores de futebol que ficam famosos é, basicamente, a mesma: vêm de família humilde, começam a jogar em pequenos clubes, são descobertos por "olheiros" de clubes maiores e são contratados com bons salários.&lt;br /&gt;Seria bom se parasse por aí. Mas, não para!&lt;br /&gt;Atrás da fama, crescem os salários e, atrás desses, crescem os problemas.&lt;br /&gt;A revista Veja desta semana publica matéria sobre o jogador Ronaldinho Gaúcho e o que ele faz em sua mansão, num condomínio de luxo do Rio de Janeiro. Festas de grande porte, com muitas mulheres arrebanhadas com promessas, bebidas, e músicas de pagode em alto volume. Os moradores, com perfil diferenciado, em sua maioria, como empresários, advogados e magistrados, se sentem prejudicados pelos excessos do "camisa 10" e constatam o descaso da polícia em relação às inúmeras queixas já registradas. E ainda são desafiados pelo jogador de dentes protuberantes que diz, a quem quiser ouvir: "Daqui não saio!". Ele já era socialmente renegado em Barcelona e Milão pelo mesmo comportamento. E, não por coincidência, também ficava impune.&lt;br /&gt;Outro jogador, igualmente famoso, foi filmado em companhia de traficantes fortemente armados, andando por morros cariocas, e, novamente, sem ação policial que o coibisse.&lt;br /&gt;A relação de abusos de jogadores de futebol, não apenas no Brasil, mas principalmente aqui, é imensa, e tende a crescer regularmente, à sombra da impunidade.&lt;br /&gt;Enquanto os excessos se traduziam em barulhos, bebidas, drogas e mulheres, podia-se creditar os mesmos à fama e à imaturidade dos jogadores envolvidos. Não que sejam justificados, mas são menos prejudiciais do que o caso do jogador Edmundo, por exemplo, conhecido pela alcunha de "Animal".&lt;br /&gt;Em 1999, o jogador Edmundo provocou sério acidente de trânsito quando dirigia seu carro de luxo importado, no Rio de Janeiro. Foi condenado por homicídio e lesão corporal, causando a morte de três pessoas e deixando outras três feridas. A pena declarada em juízo era de quatro anos e meio de prisão. Todavia, como o processo foi se arrastando por muitos anos, por artimanhas jurídicas da defesa, um juiz do Supremo Tribunal Federal declarou a pena extinta, com base em detalhes da complexa e falha legislação brasileira. E, novamente, o futebol brasileiro saiu ganhando. Até crimes comprovados, documentados, podem ser esquecidos por uma excrescência da lei. Os familiares dos mortos poderão um dia cruzar com o Edmundo e vê-lo feliz da vida, embora seja culpado, por imprudência e irresponsabilidade.&lt;br /&gt;O goleiro Bruno está preso por acusação de homicídio. Provavelmente, sairá da prisão em breve, salvo pela "Lei de Desagravo do Futebol Brasileiro".&lt;br /&gt;Uma conhecida psicóloga definiu esses atos ilegais dos jogadores de futebol como consequência direta da origem humilde, sucesso repentino, dinheiro em excesso e, principalmente, pela falta de orientação psicológica, ainda no começo da ascensão em busca da fama. &lt;br /&gt;Não parece haver qualquer tentativa dos clubes de futebol em prover tal tipo de apoio aos seus jogadores. Portanto, poderemos ainda ver muitos crimes envolvendo, direta ou indiretamente, os nossos famosos jogadores do esporte das multidões.&lt;br /&gt;Há, porém, uns poucos jogadores que optam pelo caminho do bem. O mais conhecido é o Kaká, hoje atuando no futebol europeu. Sua vivência religiosa, certamente, o manteve sempre fora do circuito festa-bebidas-drogas-crimes.&lt;br /&gt;Até que ponto um esporte efervescente, dinâmico e apaixonante, como o futebol, pode ser responsável pelo comportamento insensato de vários jogadores?&lt;br /&gt;Em verdade, vemos também abusos por parte de profissionais de outras categorias, como cantores, artistas em geral. Mas são casos isolados e não vítimas do sucesso, necessariamente.&lt;br /&gt;Tudo indica que os recém-galgados ao topo da fama no futebol correm o risco de trilhar esse caminho perverso, asfaltado pela vaidade pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7435317679839955256?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7435317679839955256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7435317679839955256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7435317679839955256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7435317679839955256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/10/o-poder-do-futebol.html' title='O poder do futebol'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VgLggLMfqiU/TpXf17CQv1I/AAAAAAAAAGI/2avXQ_m0pps/s72-c/Camisa%2Bfutebol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-8230726766504009659</id><published>2011-10-12T15:37:00.000-03:00</published><updated>2011-10-12T15:40:02.101-03:00</updated><title type='text'>Um caso raro</title><content type='html'>Desde o primeiro momento, não se sentira bem com aquilo.&lt;br /&gt;Poderia perguntar a qualquer um de que se tratava, mas, meio envergonhado, preferiu calar-se. &lt;br /&gt;Fechou-se em seu mutismo por mais de uma semana, mas aquilo vinha ao seu consciente, perturbando seu sono. Virara um meio-sonâmbulo, não prestava a atenção devida no trânsito, quase bateu o carro na avenida movimentada. Seus colegas de trabalho não o reconheciam.&lt;br /&gt;Antes, comunicativo, brincalhão, sempre tinha alguma piada nova para contar e era apreciado por seu bom humor.&lt;br /&gt;Agora, sentava-se defronte o computador, fazia seu trabalho, mas não mais levantava para o costumeiro cafezinho no meio do expediente.&lt;br /&gt;Resolveu procurar um especialista no assunto. &lt;br /&gt;Um amigo indicou um profissional de renome, considerado no meio e respeitado por seus conhecimentos.&lt;br /&gt;Marcou dia e hora e foi para a primeira consulta.&lt;br /&gt;O profissional o recebeu bem e deu ensejo para ele se abrir. Contou tudo, como se sentia e por que. Buscava explicações que o livrassem desse tormento.&lt;br /&gt;Sério, o especialista ouviu atentamente e logo diagnosticou, com palavras exatas:&lt;br /&gt;- "Trata-se de um palíndromo. Não há muito que fazer, a não ser aceitá-lo. Povos de outros países catalogaram casos similares ao seu, mas não se tem notícia de meios para eliminá-los!&lt;br /&gt;O seu, em especial, é caso meio antigo, um anacíclico, e é um dos maiores que eu já detectei. Sugiro que procure um especialista na área psiquiátrica como apoio ao seu caso. Ele o fará aceitar melhor e viver menos tensamente".&lt;br /&gt;Voltou para casa visivelmente transtornado. Começou a sentir, novamente, aquela insatisfação, aquele mal estar diante do caso.&lt;br /&gt;Era jovem ainda, mal entrado em seus trinta anos, ficara noivo recentemente e via uma nuvem negra se aproximando, em seu futuro.&lt;br /&gt;Aquele papel impresso o transtornava, a ponto de pensar em largar tudo, isolar-se, talvez, num monastério, deixar o convívio com amigos e familiares, ensimesmar-se. Ao lê-lo, sentia a presença do palíndromo, vivo, como que a debochar de sua insatisfação. &lt;br /&gt;Soube de um grupo de jovens que se ligavam nesse mesmo mal: o palíndromo contaminando a todos. Mantinham-se em contato pela Internet.&lt;br /&gt;Foi quando descobriu que havia uma leque acentuado de palíndromos, uns mais curtos, outros mais alongados. Veio uma pequena sensação de conforto ao saber que não era o único atingido, que havia outros.&lt;br /&gt;Teve, então, a ideia de fazer uma reunião de aproximação desses igualmente atingidos pelo palíndromo. Marcou data e local, contratou um pequeno serviço de bufê, e convidou os todos aqueles que se comunicavam pela Internet.&lt;br /&gt;No dia marcado, os internautas convidados foram chegando. Eram uns trinta ou mais.&lt;br /&gt;Uma mocinha loira, mais comunicativa, depois de comer uns salgadinhos e tomar uma cerveja em lata, propôs, em voz alta:&lt;br /&gt;-"Gente! Temos todos um elo em comum: o palíndromo! Sugiro que cada um fale do seu, aqui e agora, em voz alta, para melhor nos conhecermos! O que acham?"&lt;br /&gt;Os outros participantes do encontro concordaram, ruidosamente, aplaudindo a proposta da loirinha.&lt;br /&gt;Ela, então, tomou a palavra e disse:&lt;br /&gt;- "O meu palíndromo é este: Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!"&lt;br /&gt;Ela ouviu, meio encabulada, os aplausos. Sentou-se, dando espaço para aquele outro colega, o Júlio Cesar, que, ligeiramente, se colocou em destaque, já falando:&lt;br /&gt;-"Pessoal! Não sei como irão reagir, mas também tenho um palíndromo e digo, agora, qual é:&lt;br /&gt;A Diva em Argel alegra-me a vida!".&lt;br /&gt;Novos aplausos. Diante dessa reação, o anfitrião se sentiu confortado. Tomou fôlego, pediu a atenção de todos e, emocionado, contou sobre o seu palíndromo:&lt;br /&gt;-"Amigos! Como é bom tê-los aqui e poder compartilhar nossos casos de "palindromia". Sinto-me encorajado para lhes contar sobre o meu caso. É o seguinte: Luza Rocelina, a namorada do Manuel, leu na moda da romana: anil é cor azul!".&lt;br /&gt;Todos e cada um tiveram a sua chance de falar sobre o seu palíndromo. Foi uma noite especial, mesmo.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, voltou a ser quem era. O palíndromo não mais o incomodava. Tinha sido aceito por todos, sem restrição. Era um novo homem. Ligou para a noiva e marcou o casamento. &lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Nota: o termo palíndromo significa frase ou palavra que se pode ler da esquerda para a direita, ou vice-versa. Mas, por ser vocábulo pouco conhecido, resolvi usá-lo numa abordagem de moléstia. Volte às frases ditas pelos convidados e certifique-se de sua leitura nos dois sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-8230726766504009659?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/8230726766504009659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=8230726766504009659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8230726766504009659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8230726766504009659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/10/um-caso-raro.html' title='Um caso raro'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5554642016029842813</id><published>2011-07-18T17:03:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T17:05:57.512-03:00</updated><title type='text'>Via de mão dupla</title><content type='html'>Já muito se escreveu sobre a amizade entre pessoas.&lt;br /&gt;Nota-se que o próprio conceito de amizade varia, não apenas no tempo, mas também em termos geográficos.&lt;br /&gt;Países há, na Europa, onde a amizade é entendida como um bom relacionamento entre pessoas, mas sem qualquer cor mais intensa que nós, latinos, costumamos chamar de amor.&lt;br /&gt;Manter contato simpático com um vizinho já é suficiente, para tais europeus, como prova de amizade.&lt;br /&gt;Aqui, em nosso país, isso vai além, certamente, de um bom-dia, boa-tarde. Para considerarmos alguém nosso amigo, ele tem que ser algo que implique em muito respeito mútuo e em diálogo constante para eliminar – ou amenizar – as farpas que possam ocorrer durante o relacionamento.&lt;br /&gt;E essa preocupação deve ser bilateral. A amizade é, pois, uma via de duas mãos.&lt;br /&gt;Sempre que a intensidade de relacionamento começa a se caracterizar em apenas um dos sentidos, lá se vai a mão dupla, e nuvens escuras começam a se formar no horizonte dessa amizade.&lt;br /&gt;Um amigo verdadeiro jamais expõe o outro a uma situação crítica, julgando-o em aberto, dando pouco valor ao reservado.&lt;br /&gt;Os acertos devem ser feitos, sempre, em particular, preservando um a imagem pública do outro. E, sobretudo, chegado a um acordo, fazê-lo vigorar por tempo indeterminado.&lt;br /&gt;Há teorias que definem a amizade como algo finito, passível de acabar ao longo do tempo.&lt;br /&gt;Outras, cheias de exemplos na história universal, defendem as verdadeiras amizades como algo duradouro, mesmo após a morte de um – ou de ambos os amigos.&lt;br /&gt;Lembro ainda hoje a amizade que havia entre meu pai, experimentado professor, jornalista, poeta e escritor, e seus alunos. Em seu velório, eu soube, de viva voz, o quanto ele ajudou muitos de seus alunos, dedicando-lhes amizade profícua, e sem que jamais soubéssemos dos problemas de um sequer dentre eles. Meu pai os aconselhava em particular, orientando-os em suas vidas, preservado suas intimidades. Uma amizade de mão dupla, certamente, que lhe valeu o reconhecimento, por 17 anos consecutivos, através de sua escolha como paraninfo das turmas que formara.&lt;br /&gt;Entretanto, vejo que esse conceito de amizade tende a se modificar, com o passar do tempo, com os interesses imediatos das pessoas envolvidas num dado relacionamento.&lt;br /&gt;Como se o amor ao próximo esteja se tornando algo menos importante, o que traz, certamente, fendas às paredes que contêm os melhores sentimentos.&lt;br /&gt;Sabe-se, com frequência, de amizades que ruíram por razões de somenos importância, e nem por isso deixaram um saldo de tristeza. Como se fazer um amigo fosse algo trivial, e de natureza finita, de vida curta. Perde-se um hoje, ganha-se outro amanhã.&lt;br /&gt;Eu cultivo minhas amizades e busco manter as duas vias desses relacionamentos com trânsito regular. É verdade que vários supostos amigos já me pregaram suas peças, causando interrupção no trânsito, no sentido de uma das mãos. &lt;br /&gt;O tempo acaba, de forma inexorável, apontando a falsidade dessas amizades e colocando tudo em seu devido lugar.&lt;br /&gt;Continuo acreditando que somente a amizade com dupla mão de relacionamento, com um alto respeito mútuo, prevalece e traz a riqueza e o amor que tanto precisamos para nos diferenciarmos daqueles que nada sentem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5554642016029842813?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5554642016029842813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5554642016029842813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5554642016029842813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5554642016029842813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/07/via-de-mao-dupla.html' title='Via de mão dupla'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-8571209737166253702</id><published>2011-07-18T17:01:00.001-03:00</published><updated>2011-07-18T17:03:15.546-03:00</updated><title type='text'>Arte moderna</title><content type='html'>É comum ouvir comentários sobre quadros com pinturas modernas com um tom de desprezo: “Isso deve ter sido pintado com a cauda de uma vaca molhada em tinta!”&lt;br /&gt;Em parte isso se deve ao fato de não se poder entender o que ali está, o que o autor do quadro quis representar em sua arte.&lt;br /&gt;Não raramente, o autor de quadros modernos explica o que não entendemos na etiqueta ao lado do quadro, o que não significa, necessariamente, haver um ganho de aceitação por parte de quem vê o quadro. &lt;br /&gt;Recentemente fui a uma exposição de vários artistas aqui de Campinas, ali na Unicamp, e investi certo tempo tentando entender alguns quadros modernos expostos.  Nada mais frustrante!&lt;br /&gt;Numa das telas de maior tamanho, tinha no centro  uma mancha informe na cor vermelha e, acima dessa mancha, um triângulo feito com traços grosseiros. Nada vi ali que pudesse me passar a ideia do autor. Fui, então, à etiqueta ao lado e li o título do quadro: Deus vê com tristeza os crimes da humanidade.&lt;br /&gt;A mancha vermelha, no meu entender, deveria ser o sangue derramado nos crimes cometidos aqui em nosso planeta, e o triângulo sobre a mancha entendi como sendo a Santíssima Trindade.&lt;br /&gt;Resumindo, se não houvesse etiqueta explicando, eu teria saído da exposição sem ter entendido a obra do artista.&lt;br /&gt;Foi, portanto, a palavra contida na explicação da etiqueta que me valeu como muleta intelectual no exercício de entender a obra.&lt;br /&gt;Um livro escrito por Tom Wolfe, intitulado “A palavra pintada” vai fundo nesse tema de arte moderna de entendimento explicado pela palavra, e não pelo conteúdo da tela.&lt;br /&gt;O autor, jornalista e crítico de arte norte-americano, varre o século XX com sua ironia inteligente, sempre perseguindo a “arte nova” que se espalhou pelo mundo, trazendo telas de conteúdo e gosto duvidosos.  Alguns quadros ficaram tão famosos, e seu valor de mercado tão elevado, que o crítico de arte foi investigar como isso se fez possível.&lt;br /&gt;A partir da década de 20 do século passado, a sociedade mundial passou a achar muito chique adquirir quadros que fugissem do acadêmico. As principais capitais do mundo desenvolvido passaram a manter exposições e a mídia vem dando cobertura a essa nova interpretação da arte, distante do acadêmico. &lt;br /&gt;O que, para alguns críticos era uma evolução da arte, para outros, mais presos ao tradicional conceito desta, era pura expressão de pretensos artistas mal formados.&lt;br /&gt;Segundo Tom Wolfe, os novos artistas vieram para intrigar ou subverter a confortável visão burguesa da realidade. O importante era a interpretação dada a cada obra pela palavra do autor.&lt;br /&gt;Grandes exposições passaram a reservar espaços para os textos explicativos da origem e do conteúdo das obras modernas. Sem as explicações, um quadro poderia ser visto como um campo de centeio pós-colheita, ou como nuvens do Éden, dependendo de quem a via pela primeira vez. Todavia, com o texto ao lado, a arte se submete à palavra.&lt;br /&gt;Apreciadores da arte moderna poderão, certamente, discordar dessa abordagem direta e chamar em seu favor nomes como Picasso, Pollock e outros tantos que se imortalizaram. &lt;br /&gt;Mas muitos são os fatores que imortalizam a criatividade, e nem sempre tais fatores passam pela verdadeira arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-8571209737166253702?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/8571209737166253702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=8571209737166253702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8571209737166253702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8571209737166253702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/07/arte-moderna.html' title='Arte moderna'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5922762759921984001</id><published>2011-05-09T17:34:00.005-03:00</published><updated>2011-05-09T18:15:26.239-03:00</updated><title type='text'>Você conhece Barão?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ntj6ixxB5r0/TchYuJO3kDI/AAAAAAAAAFM/IpBwmkLV1oM/s1600/C%25C3%25A9uDezembro07.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ntj6ixxB5r0/TchYuJO3kDI/AAAAAAAAAFM/IpBwmkLV1oM/s200/C%25C3%25A9uDezembro07.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604827286038089778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-JJyfriU_FZ4/TchYtz1aKOI/AAAAAAAAAFE/GSVZxvH6WD4/s1600/C329Mar6.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JJyfriU_FZ4/TchYtz1aKOI/AAAAAAAAAFE/GSVZxvH6WD4/s200/C329Mar6.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604827280294160610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Yajjfflnh9c/TchYth_qYPI/AAAAAAAAAE8/728Yw5lgeEs/s1600/Abr07007.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Yajjfflnh9c/TchYth_qYPI/AAAAAAAAAE8/728Yw5lgeEs/s200/Abr07007.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604827275505328370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-13B25kzs5HE/TchYtd_qI_I/AAAAAAAAAE0/TPic8gbwgsk/s1600/C%25C3%25A9u002.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-13B25kzs5HE/TchYtd_qI_I/AAAAAAAAAE0/TPic8gbwgsk/s200/C%25C3%25A9u002.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604827274431570930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Z7Q7s1trOhk/TchS24rOEFI/AAAAAAAAAEM/v-I-YyykI58/s1600/000_0009.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Z7Q7s1trOhk/TchS24rOEFI/AAAAAAAAAEM/v-I-YyykI58/s200/000_0009.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604820839142658130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Barão Geraldo é um distrito da região metropolitana de Campinas, São Paulo. Muitos que aqui moram ainda não perceberam as vantagens de aqui morar.&lt;br /&gt;Outros, ainda, não voltaram seus olhares para as dádivas da natureza a esse distrito.&lt;br /&gt;Nesse sentido, resolvi publicar, aqui em meu blog, algumas fotos que fiz de momentos únicos da natureza, quando ela nos entregou algo maravilhoso para nos presentear.&lt;br /&gt;Se algum leitor deste blog tiver outras fotos para completar esta amostra, envie para mim e eu publicarei, dando crédito ao autor.&lt;br /&gt;Vamos às fotos. Primeiro, o céu de Barão Geraldo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5922762759921984001?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5922762759921984001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5922762759921984001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5922762759921984001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5922762759921984001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/05/voce-conhece-barao.html' title='Você conhece Barão?'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ntj6ixxB5r0/TchYuJO3kDI/AAAAAAAAAFM/IpBwmkLV1oM/s72-c/C%25C3%25A9uDezembro07.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-3417434560188604908</id><published>2011-04-18T16:45:00.002-03:00</published><updated>2011-04-18T16:53:21.727-03:00</updated><title type='text'>Uma vila histórica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-an_d3stC-gw/TayWjhvst-I/AAAAAAAAADc/h4H8g5-1kc8/s1600/SANY1439.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-an_d3stC-gw/TayWjhvst-I/AAAAAAAAADc/h4H8g5-1kc8/s320/SANY1439.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597013974012704738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-OMblHyuYj_s/TayWjW-kzoI/AAAAAAAAADU/C8vqZsWIRkU/s1600/SANY1398.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-OMblHyuYj_s/TayWjW-kzoI/AAAAAAAAADU/C8vqZsWIRkU/s320/SANY1398.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597013971122310786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fomos, alguns atrás, visitar uma pequena vila de nome Paranapiacaba. Ela fica ali na Serra do Mar, perto de Mauá.&lt;br /&gt;Antes de ir, ao planejarmos a visita, lemos o que há disponível sobre a vila. Ela não é uma cidade, pois não tem Prefeitura, nem vida como distrito.&lt;br /&gt;Havia a expectativa de encontrarmos casarios construídos pelos ingleses, há mais de cem anos, &lt;br /&gt;composições de trens da época, museus com peças históricas e outros detalhes que lembrassem o passado glorioso de Panapiacaba.&lt;br /&gt;Não foi, todavia, o que encontramos. &lt;br /&gt;Vale ressalvar que diversas casas estão muito bem conservadas, construídas em madeira e com verniz reluzente em suas fachadas. Outras, todavia, carecem de pintura, e mesmo de reforma completa.&lt;br /&gt;Os moradores são muito hospitaleiros e recebem os turistas com um largo sorriso nas faces. &lt;br /&gt;Há calma tangível nas ruas sem trânsito e de poucas pessoas.&lt;br /&gt;A igreja, no topo da cidade, predomina na paisagem, lembrando o tempo em que os moradores iam à missa, ladeira íngreme acima, pagando parte de seus pecados na escalada&lt;br /&gt;das ruas.&lt;br /&gt;Eis que, todavia, as composições se encontram abandonadas, dominadas pela ferrugem implacável, formando uma triste paisagem dentro da vila.&lt;br /&gt;Que me perdoem os ausentes, mas em verdade os trens não formavam composição alguma, mas sim verdadeira decomposição. &lt;br /&gt;A exuberante Mata Atlântica domina as colinas que envolvem a vila, dando rica coloração à paisagem. Os picos, recortados contra o anil celeste, são lindos e nos recebem com amplo sorriso de boas vindas.&lt;br /&gt;Fomos ao Museu e encontramos algumas peças antigas e quadros a óleo de pessoas da comitiva inglesa que construiu a vila. Um dos poucos lugares onde a história ganhou espaço para o futuro.&lt;br /&gt;Ficamos com a memória de uma vila de passado glorioso, mas que não soube preservar seus trens antigos, os vagões de luxo, as locomotivas maria-fumaça que tracionavam o café do interior paulista e traziam mercadorias importadas, a partir do porto de Santos.&lt;br /&gt;Onde estão os professores das duas grandes universidades do país? Quem, senão eles, poderão trazer novamente o brilho a essa vila tão bem plantada na mata e em nossa história?&lt;br /&gt;Fica o desafio, ainda que pouco valha, posto em coluna de blog pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-3417434560188604908?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/3417434560188604908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=3417434560188604908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3417434560188604908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3417434560188604908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/uma-vila-historica.html' title='Uma vila histórica'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-an_d3stC-gw/TayWjhvst-I/AAAAAAAAADc/h4H8g5-1kc8/s72-c/SANY1439.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4220992523313925</id><published>2011-04-18T16:16:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T16:16:36.762-03:00</updated><title type='text'>Non sense</title><content type='html'>Entende-se por “non sense” (sem sentido) tudo aquilo que não conseguimos entender, que fere os nossos princípios, não se enquadra em nossos padrões, é um absurdo.&lt;br /&gt; Para um ser humano honesto, “non sense” pode ser o desvio de verbas públicas para interesses pessoais, por exemplo.&lt;br /&gt; Para um cristão autêntico, “non sense” é não amar o seu próximo. &lt;br /&gt; Para um jovem, “non sense” seria desrespeitar os mais velhos.&lt;br /&gt; Para um Presidente da República, “non sense” é ter assessores corruptos, envolvidos em ações criminais.&lt;br /&gt; Parece, assim posto, que todo mundo deveria entender o significado de “non sense”. Mas, não!&lt;br /&gt; O que se vê, em qualquer lugar, é tudo aquilo que o termo define como errado.&lt;br /&gt; O simples fato de um jovem – ou mesmo adulto – estacionar em vaga reservada para deficientes, ou para idosos, já mostra o desconhecimento deste termo.&lt;br /&gt; Os crimes de colarinho branco, as propinas descaradas nas repartições públicas, a reeleição de candidatos com “ficha suja” e o descaso das autoridades no julgamento de processos criminais, tudo isso é “non sense”.&lt;br /&gt; O germe de muitas coisas sem sentido é inoculado, desapercebidamente, na criança, tanto no lar, em seus primeiros anos de vida, quanto na escola. Pais tolerantes são fontes geradoras de crianças – e adultos futuros – sem noção do permitido e do proibido&lt;br /&gt; Não precisamos ir muito longe. Vá a um shopping, numa tarde de sábado, e veja quantas crianças choram e batem os pés querendo algo que não deveriam ter – e acabam conseguindo através da pressão do choro. Essa criança se tornará um adulto que acredita ser possível tudo, desde que se faça uma chantagem emocional, como ele fazia nos shoppings quando criança. É no seio do lar que se estabelece no consciente da criança a escala adequada de valores da qual ela se valerá o resto da vida.&lt;br /&gt; Professores tolerantes, que se colocam sob o comando de alguns alunos agressivos, estão reforçando o “non sense” na formação dos jovens. E quantos professores fazem isso, achando que sua omissão manterá o interesse da turma em suas aulas. &lt;br /&gt; Há notícias de alunos que ameaçam fisicamente seus professores para obter notas que lhes permitam ser aprovados para a série seguinte. Agora, com o drama do crime na escola do Realengo, tão divulgado pelos meios de comunicação, muitos professores ficarão ainda mais submissos aos alunos que os enfrentam, temendo outra chacina em sala de aula. &lt;br /&gt; O que se conclui é que não há como controlar atos sem qualquer sentido lógico em adultos, pois, segundo os psicólogos, isso pode acontecer subitamente, sem qualquer aviso prévio, como no caso do Rio de Janeiro. Ou seja, uma vez formada a personalidade do indivíduo, se essa formação for incompleta, ou distorcida, tudo poderá acontecer.&lt;br /&gt; Portanto, essa formação que começa no ambiente familiar, deve ser muito  bem observada pelos pais, investindo tempo e inteligência para perceber pequenos desvios de conduta já no infante que começa a engatinhar.&lt;br /&gt; Uma criança que não se comunica com seus irmãos, ou pais, nem com colegas de escola, certamente deve ser mais bem acompanhada. Será um adulto problemático, e fonte de futuros problemas. Um infeliz, provavelmente.&lt;br /&gt; A chacina do Realengo deveria servir para muitos pais relapsos, tolerantes e despreocupados com seus filhos, como um cenário real e triste do que poderá acontecer com crianças mal preparadas para evitar o “non sense”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4220992523313925?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4220992523313925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4220992523313925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4220992523313925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4220992523313925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/non-sense.html' title='Non sense'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4906260441123133110</id><published>2011-04-18T16:15:00.000-03:00</published><updated>2011-04-18T16:16:02.597-03:00</updated><title type='text'>Coleira e chicote no consultório</title><content type='html'>A Austrália virou noticia nos meios acadêmicos com uma experiência realizada por um psicólogo, de nome Bruce Beaton, de 64 anos.      &lt;br /&gt; Em seu consultório, após haver tentado recuperar uma paciente com problema de bulimia, usando métodos tradicionais, e não ter conseguido qualquer resultado, o psicólogo decidiu tentar outros recursos.&lt;br /&gt; Assim, a partir de uma determinada sessão, o doutor Bruce levou para o seu consultório uma coleira de cachorro e um pequeno chicote.&lt;br /&gt; Convenceu a paciente, de 22 anos de idade, que se ela se submetesse ao novo tipo de tratamento os resultados logo apareceriam.&lt;br /&gt; Vendo suas chances diminuírem, após um certo período de visita ao psicólogo, a jovem decidiu aceitar o que o profissional sugeria.&lt;br /&gt; O doutor Bruce colocou a coleira no pescoço da jovem e informou que a paciente deveria passar a chamá-lo de “mestre”. O objetivo era criar um relacionamento “mestre-escrava”, com o qual o doutor pretendia ganhar a confiança da moça, o que lhe abriria caminho para curá-la da bulimia.&lt;br /&gt; E assim foi, durante quatro sessões.&lt;br /&gt; Mas, a polícia foi informada – talvez por algum parente inconformado com a abordagem “canina” adotada pelo psicólogo – e resolveu colocar uma câmera oculta no consultório e flagrar esse excêntrico tratamento ao vivo.&lt;br /&gt; Preso e processado, o doutor Bruce alegou ao juiz que estava usando método aprovado pela Sociedade Psicológica Australiana, e que, em momento algum, fora além do que permitem as regras médicas para tratamentos de seres humanos.&lt;br /&gt; O julgamento ainda vai levar um bom tempo para chegar a termo. O doutor Bruce garantiu jamais ter usado o chicote para magoar sua paciente, e que tal instrumento tinha apenas a finalidade de complementar o quadro onde um mestre ordenava a uma escrava fazer somente aquilo que ele lhe dissesse.&lt;br /&gt; O tema bulimia foi explorado em uma novela das oito da Rede Globo, onde uma moça de 15 anos lança mão do vômito provocado para se manter magra, dentro do padrão vigente na sociedade moderna.&lt;br /&gt; Não por acaso, alguns estilistas de moda da Europa decidiram não contratar modelos exageradamente magras para desfilarem suas criações. Coincidentemente, uma conhecida modelo brasileira faleceu em virtude de bulimia, tendo cobertura da revista Veja, algumas edições atrás.&lt;br /&gt; Enfim, espera-se que os exemplos fatais, acompanhados pelas restrições profissionais contra as “modelos-puro-osso”, despertem na mocidade a preocupação em não perseguir tão açodadamente os padrões de físico que a mídia tanto enfatiza e define, por meios subliminares, como marca do sucesso social e profissional.&lt;br /&gt; O maior cientista de nossos tempos, Stephen Hawkins, é tetraplégico. Einstein era gorducho. Não se conseguiu, jamais, relacionar a elegância com a inteligência. Logo, o sucesso não está em ser magrinho, com as assim chamadas barrigas de “tanquinho”, músculos bem formados e exuberantes.&lt;br /&gt; Todo dia se verifica a contratação de pessoas por empresas, baseadas única e tão somente em seu conhecimento, em seus cursos de pós graduação e, não em músculos à vista, ou medidas físicas ideais.&lt;br /&gt; Por ironia, os jovens de hoje perdem um tempo precioso em academias de ginástica e, no momento em que buscam entrar no mercado de trabalho, não têm qualificação suficiente para os cargos oferecidos. Investem seu tempo no aperfeiçoamento do corpo, em detrimento do conhecimento estendido.&lt;br /&gt; Não há mal algum em fazer exercícios, é evidente. &lt;br /&gt; Ao contrário, o sedentarismo é preocupante, pois atrai diversas doenças. Todavia, há que se equilibrar a saúde física com a saúde mental. O “tanquinho” passa, com a idade, a riqueza intelectual permanece bem além dele.&lt;br /&gt; Os profissionais que atingem o sucesso em suas respectivas carreiras, em geral passam muitas horas por dia sentados, defronte um computador, ou em infindáveis reuniões. E, aquele ritmo de ginástica em academia acaba ficando em segundo plano. Recomenda-se, nesses casos, a busca de um equilíbrio entre o necessário (sentar o dia todo) e o ideal (exercitar-se em caminhadas ou academias).&lt;br /&gt; Ou, em última instância, procurar o doutor Bruce e se sujeitar ao seu tratamento psicológico onde haverá um chicote e uma coleira, ainda que sem uso, necessariamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4906260441123133110?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4906260441123133110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4906260441123133110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4906260441123133110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4906260441123133110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/coleira-e-chicote-no-consultorio.html' title='Coleira e chicote no consultório'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-6358406106206446886</id><published>2011-04-18T16:14:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T16:14:26.831-03:00</updated><title type='text'>Onde foi parar?</title><content type='html'>Onde foi parar a classe do homem (e da mulher) de hoje?&lt;br /&gt; Por que bermudas desbotadas, longas, deselegantes em ambientes públicos?&lt;br /&gt; Por que tênis sujos, mal lavados, muitos até sem cadarços?&lt;br /&gt; Por que camisetas em igrejas e templos?&lt;br /&gt; Por que barba mal feita?&lt;br /&gt; Por que calça jeans estereotipadas, tornando todos iguais?&lt;br /&gt; Onde foi parar a classe, repito?&lt;br /&gt; Outro dia, a dona Irene, em seus setenta e poucos anos, conversava comigo, ali na esquina do Bradesco.&lt;br /&gt; O papo rolava solto, sob o sol escaldante e com a ameaça próxima das águas de verão.&lt;br /&gt; De repente, ela pára de falar e seu olhar, ainda eficiente, acompanha uma moça saindo do banco e vindo em nossa direção.&lt;br /&gt; Não pude deixar de acompanhar essa observação de dona Irene, que examinou a mocinha de alto a baixo, meticulosamente.&lt;br /&gt; Assim que a jovem entrou num carro estacionado, dona Irene não se conteve:&lt;br /&gt; -"O senhor viu? Que absurdo! Acho que ela não tem mãe para corrigir seus trajes!", disse a velha senhora, escandalizada.&lt;br /&gt; Realmente, a moça não estava lá essas coisas de bem vestida, mas não conseguiu me chocar, como fez com dona Irene.&lt;br /&gt; - "Bem! Eu confesso que não prestei atenção à roupa da moça, mas o que a chocou tanto?"&lt;br /&gt; - "Ela tinha uma blusa roxa, com calça marron. O sapato era vermelho claro, sem salto, deixando a menina ainda mais baixa do que era. Não tinha qualquer maquiagem, nem mesmo um lápis sombra nos olhos. O cabelo tinha jeito de que não via água, nem xampu, há muito tempo! Que moço vai olhar para ela, assim desse jeito? Vai morrer solteira!"&lt;br /&gt; A menos do choque cultural e de gerações, a moça estava chamando a atenção pelo ridículo. &lt;br /&gt; O gosto pela combinação de cores reflete um cuidado que o ser humano tem, desde milênios atrás. Arte etrusca, encontrada em poços seculares, mostra que os povos antigos já tinham perfeita noção de combinação de cores. E não havia Universidades, desfiles de moda, estilistas, muitos menos o São Paulo Fashion Week como referência.&lt;br /&gt; A frase "o que importa é a beleza natural" pode ter seu efeito filosófico, mas não justifica o desleixo que se vê nos corredores de shoppings, ou mesmo em festas de aniversário, ou de debutante. O jovem não percebe, talvez, quando está destoando no ambiente em que se encontra.&lt;br /&gt; Há casos em que o casal se caracteriza pela total desarmonia, a mulher bem trajada, devidamente maquiada, como exige a ocasião, e o companheiro com roupa adequada para uma partida de futebol na areia. E não se nota qualquer constrangimento, nem da mulher ao lado de um homem mal trajado, e muito menos do homem, com seu bermudão manchado, camiseta desbotada e tênis sem meia, em pleno domingo, num corredor de shopping elegante.&lt;br /&gt; Choque de geração? Que me desculpem os psicólogos de plantão, mas o bem trajar atravessou séculos e sempre deixando claro o que é melhor, e o que é bem aceito.&lt;br /&gt; Até mesmo os sarcófagos de múmias egípcias mostram pessoas com trajes elegantes.&lt;br /&gt;Quadros famosos retratam reis, ou mesmo pessoas do povo, com trajes ao menos normais, dentro do respectivo nível socioeconômico.&lt;br /&gt; Fica a esperança de que, como a sociedade é cíclica, um dia tenhamos os jovens e os adultos vestidos de maneira harmônica. Nada de chinelão de dedo, camiseta de algum time de futebol, bermuda enorme até o meio da perna, barba por fazer, cabelo revolto, de forma desleixada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-6358406106206446886?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/6358406106206446886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=6358406106206446886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6358406106206446886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6358406106206446886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/onde-foi-parar.html' title='Onde foi parar?'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-3040218281412120669</id><published>2011-04-18T16:12:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T16:12:42.115-03:00</updated><title type='text'>O julgamento</title><content type='html'>Como todos nós, era um pecador. Mas dos pequenos. &lt;br /&gt;Não era político de Brasília, nem administrava concorrências públicas.&lt;br /&gt;Sua vida era calma, morava na periferia, ainda devia prestações de sua pequena casa, filhos em escolas públicas, mulher costurando para fora. Recebia o Bolsa-Familia, mesmo não precisando disso.&lt;br /&gt;Nos finais de semana, uma cervejinha com churrasco. Filmes na tv aberta, nada de assinaturas de tv a cabo.&lt;br /&gt;Um dia, tem um ataque cardíaco e morre, antes que chegasse o 190. Convênio, nem pensar.&lt;br /&gt;Durante o processo de sua morte, já estava acionado o sistema celeste de avaliação de pecados.&lt;br /&gt;Os anjos de plantão levantaram seus dados pessoais e, diante da reduzida gravidade de seus pecados terrestres, decidiram enviar sua alma ao purgatório. Lá seria melhor avaliado, certamente.&lt;br /&gt;O esquife ainda estava aberto, a esposa e filhos chorosos, os convidados contando suas velhas piadas lá fora, no puxadinho, e sua alma já tinha pegado senha para atendimento no purgatório.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, uma voz suave, mas clara, diz seu nome:&lt;br /&gt;- Astrovaldo!&lt;br /&gt;Senha em riste, ele se aproxima do anjo e cumprimenta. Sempre cumprimentara todo mundo, lá no bairro e no serviço, na marcenaria. O nome - um tanto estranho - fora definido pelo pai, o Florisvaldo, que queria muito ver o filho como astro de televisão. Assim, o “astro” se antecipou ao radical “valdo”. Ninguém jamais o chamou pelo nome completo. Era simplesmente Valdo.&lt;br /&gt;O anjo pede que sente (ninguém sabe se alma senta, ou não, mas fica a liberdade de criação), e começa um diálogo entre os dois:&lt;br /&gt;- Seu Astrovaldo (o anjo, dissimuladamente torce o nariz diante do nome estranho). O senhor tem pecados, mas não em peso e número suficientes para impedir seu ingresso no paraíso. Logo, foi enviado para cá. No purgatório é que são avaliados os de poucos pecados, desde que todos leves. Vamos enumerar alguns deles, apenas, e ouvir suas justificativas.&lt;br /&gt;A alma do Valdo ficou um tanto nervosa, pois nunca imaginara que alguém ficava fazendo prontuário de pecados, enquanto ela andava aqui por baixo, na terra. Ainda assim, concordou, meneando a cabeça translúcida (outra liberdade criativa).&lt;br /&gt;- Então, vamos lá! O senhor, um dia, chamou sua sogra de megera. Porque? Ela merecia isso?&lt;br /&gt;- Bem, “seu” anjo! Que homem casado nunca chamou a sogra de megera? É melhor xingar a sogra e continuar casado do que se separar da esposa, né não?&lt;br /&gt;O anjo concordou, em silêncio. Não podia se pronunciar em voz alta, pois outras almas estavam ali sentadas, com senhas na mão, esperando ser atendidas e poderiam achar que o anjo estava errado, era simpatizante de genros.&lt;br /&gt;- Mas, em outra ocasião, o senhor disse que seu patrão, o Leonel, estava sendo injusto no pagamento de salário. Isso dito na frente de outros funcionários da marcenaria. Se arrepende disso?&lt;br /&gt;- Não, “seu” anjo. O Leonel sempre cobrava muito pelos serviços e pagava pouco para os funcionários. Eu apenas disse a ele o que todos pensavam.&lt;br /&gt;O anjo estava começando a prever um final pouco interessante para a entrevista com a aquela alma. O tal de Valdo sempre tinha bons motivos para tudo o que pecou. Eram pecados no varejo, e não por atacado, como aqueles outros vindos lá do planalto central.&lt;br /&gt;Tentou novamente pegar a alma pecadora num ato de arrependimento.&lt;br /&gt;- Quando a Ponte Preta caiu para a segunda divisão, há quatro anos atrás, o senhor disse que o presidente do clube era o responsável por isso e queria que ele se danasse. Não se diz isso de um presidente de clube, muito menos sendo a Ponte Preta, velha guerreira, orgulho dos campineiros. Está arrependido de ter acusado o homem?&lt;br /&gt;- Olhe, “seu” anjo! Se o senhor encontrar lá embaixo, no planeta Terra, algum torcedor que não concorde comigo, que não esteja sofrendo, até hoje, pelo rebaixamento da Ponte, eu peço perdão ao presidente. Pode crer!&lt;br /&gt;O anjo ficou em dúvida. Realmente, a alma do Valdo não era das piores. Nunca tinha se metido em grandes atos de suborno, nunca tinha preparado “dossiês” forjados de última hora, nunca tinha apoiado o MST... Era, ao tudo indica, um pecador classe A, dos bons, quase inocente.&lt;br /&gt;Resolveu, então, testar um último aspecto da vida daquela alma.&lt;br /&gt;- Se o senhor estivesse vivo até o final de 2010, em quem votaria para presidente do Brasil?&lt;br /&gt;- Na guerrilheira, “seu” anjo. Eu sempre achei ela uma mulher das bravas e, além de tudo, é amiga do “homem”. E o Bolsa-Família me ajuda na cachacinha dos sábados. Pena que morri! Ela merece meu voto!&lt;br /&gt;O anjo, pego de surpresa, não hesitou. Apertou o botão de liberação, sob o balcão do purgatório, o chão se abriu e o Valdo caiu para as profundezas do inferno.&lt;br /&gt;Ano de eleição tem isso!&lt;br /&gt;Nem anjo do purgatório perdoa os que não sabem votar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-3040218281412120669?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/3040218281412120669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=3040218281412120669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3040218281412120669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3040218281412120669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/o-julgamento.html' title='O julgamento'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-8314426364412182720</id><published>2011-04-18T16:09:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T16:09:30.120-03:00</updated><title type='text'>Nomes invulgares</title><content type='html'>Os nomes de pessoas estão ficando, a cada dia, mais estranhos.&lt;br /&gt;Nada mais de Maria, José, Rita ou Pedro... Os tempos são outros.&lt;br /&gt;Vejo, por exemplo, operadoras de telemarketing declinando  seus nomes - em horas impróprias, como sempre – na tentativa de prender nossa atenção:&lt;br /&gt;- “Bom dia! Meu nome é Jordelice e tenho uma excelente oferta para o senhor!...”.&lt;br /&gt;Como não sou pessoa de aceitar fatos gratuitamente, saí em busca de explicações para alguns nomes novos, desses estranhos.&lt;br /&gt;Comecei pela Jordelice, que queria me vender um título de sócio-proprietário num conhecido cemitério aqui de Campinas.&lt;br /&gt;Acho que a origem de seu nome seria “Jour de Nice”, que, em francês dos mais puros significaria “Dia de Nice”, uma festa comemorativa da fundação da linda cidade da França. Uma reverência ao país amigo! Justifica-se  a escrita incorreta.&lt;br /&gt;Semana passada, fui atender o DHL que me entregava uma encomenda de livros. Puxei um rápido diálogo com o motorista. Ele me disse que ser motorista era uma tradição de família. Perguntei o nome do alegre entregador e ele disse: “Vandeilton, às sua ordens!”.&lt;br /&gt;Outro nome que me fez pensar sobre sua origem. Ora, se a família era toda de motoristas, acredito que um antepassado tenha trabalhado num hotel da cadeia Hilton dirigindo uma van entre Viracopos e o hotel. Daí o nome invulgar Van-de-Ilton, desprezado o h. Uma recordação viva do membro da família, talvez já aposentado.&lt;br /&gt;O pintor que contratei para trabalhar em casa foi indicado por um vizinho. Ao chegar, perguntei seu nome. “Germando”, foi logo respondendo, mão cordialmente esticada. Veio com um ajudante a quem não parava de dar ordens. Soube, mais tarde, que viera do sul e seu avô era imigrante alemão. Avaliei o nome, com base nesses dados. Alemão sempre teve fama de mandão – e o neto pintor seguira a tradição. Logo, Ger – prefixo de germânico – e o sufixo de chefia mando, completava o nome do pintor. Muito claro!&lt;br /&gt;Uma vendedora de artigos de beleza tocou a campainha. Fui atender. Ela gritou lá do portão: “É a Evernice, senhor!”, como se o seu nome, uma vez pronunciado, dissesse a todos quem ela era e o que buscava. Fui tolerante. Mas não me escapou o nome que escapava ao habitual.&lt;br /&gt;E lá fui eu avaliar esse novo nome! Ever deveria vir do inglês e significando sempre, e nice, do mesmo idioma, com o sentido de bela, bonita. A mãe – sempre elas – deve ter achado que a filha seria sempre bela e lhe deu tal nome. Se enganara...&lt;br /&gt;Naquele supermercado ali da esquina, deparei com um repositor solícito, que logo me indicou onde estava a alcaparra. Agradeci e ele respondeu com um aperto de mão, declinando seu nome: “Astromar”. Continuei navegando entre as gôndolas (como em Veneza), mas me vi pensando no nome que acabara de ouvir. Talvez, na data de seu nascimento, a tv  tenha noticiado a queda de algum meteorito no Oceano Atlântico. Daí o nome, bem comemorativo.&lt;br /&gt;Acabei concluindo que nomes invulgares são os usuais. Ou alguém vê alguma origem lógica atrás de nomes como  Maria, José, Rita ou Pedro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-8314426364412182720?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/8314426364412182720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=8314426364412182720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8314426364412182720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8314426364412182720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/nomes-invulgares.html' title='Nomes invulgares'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-2570812926942250431</id><published>2011-04-18T16:07:00.000-03:00</published><updated>2011-04-18T16:08:10.374-03:00</updated><title type='text'>Um novo MST</title><content type='html'>Não tenho mais o terreno baldio ao lado de minha casa. &lt;br /&gt;Decidi vendê-lo, alguns anos passados. &lt;br /&gt;Vendo o que fazem os integrantes do MST, invadindo fazendas produtivas, arrasando plantações e destruindo experiências cientificas, tudo em razão de não possuírem terra própria, sem que a policia, ou a justiça, façam nada para puni-los devidamente, achei que teria o igual direito de criar o meu Movimento dos Sem Terrenos.&lt;br /&gt;Há muitos terrenos baldios aqui em Barão Geraldo. Vai ser fácil invadir um qualquer dentre os muitos.&lt;br /&gt;Primeiro, pretendo comprar umas tendas de plástico amarelo de segunda para acampar sem tomar chuva. Depois, vou pegar emprestados com o Barreto uma enxada usada e um regador velho que ele usa lá no sítio dele.&lt;br /&gt;A bandeira já está criada na tela do meu computador: o mapa do subdistrito de Barão Geraldo tendo dois estudantes da Unicamp sobre ele, um rapaz e uma moça, cada um erguendo uma garrafa “long neck” de cerveja em uma das mãos. Afinal, isso é o que mais se vê por aqui, ao cair da tarde, nos bares que circundam a douta universidade.&lt;br /&gt;Vou derrubar cercas de arame farpado, caso as encontre. Isso dá um bom tema para fotos, caso as façam. A cerca ao chão mostra que a invasão foi concretizada e que o dono do terreno baldio não tem mais a propriedade da terra. Tudo como ensina o figurino do outro MST, o verdadeiro.&lt;br /&gt;Vou ter que fazer comida usando lenha. E aí começam os problemas. Não há lenha em Barão Geraldo! Talvez possa usar os galhos de arbustos cortados no próprio terreno baldio. Nenhum proprietário, afinal, mantém o seu terreno baldio limpo, como todos sabem por aqui, e não irá se importar se eu cortar alguns galhos.&lt;br /&gt;Há, ainda, a necessidade de um banheiro fechado. O outro MST está  acostumado com o uso de matagais adjacentes. Mas, não será o meu caso. Terei que voltar para casa, nessas horas. Retornando no dia seguinte, é claro, para continuar a invasão.&lt;br /&gt;Terei que plantar algo para comer. Isto também dá bom tema em fotos de jornais.&lt;br /&gt;Finalmente, terei que atrair a atenção da imprensa para consolidar a ocupação de vez.&lt;br /&gt;A Constituição de 1988 diz que todos temos os direitos sociais à propriedade rural e urbana, entre outros. Portanto, no caso de um terreno baldio – sem produzir coisa alguma – caberia a invasão.&lt;br /&gt;Fica fácil notar que o uso indevido de conceitos, ainda que estes sejam válidos sob certo aspecto, pode nos levar a uma falácia descabida. Foi o que fiz, neste texto, até o momento.&lt;br /&gt;Vou devolver a enxada e o regador ao Barreto. Meu passeio pela ideologia do MST termina aqui.&lt;br /&gt;Estou pensando em comprar um outro terreno aqui em Barão Geraldo. Sem invasão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-2570812926942250431?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/2570812926942250431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=2570812926942250431' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2570812926942250431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2570812926942250431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/um-novo-mst.html' title='Um novo MST'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-8105198828351716687</id><published>2011-04-18T16:05:00.000-03:00</published><updated>2011-04-18T16:06:58.278-03:00</updated><title type='text'>Ser velho</title><content type='html'>As estatísticas mostram que cresce o número de idosos em todo o mundo.&lt;br /&gt;Dia haverá em que a terceira idade estará presente em todas as atividades da vida moderna.&lt;br /&gt;Mas, como existe hoje a dificuldade de aceitação dos idosos por parte dos mais jovens, certamente surgirá a mesma problemática na terceira idade ao lidar com os jovens.&lt;br /&gt;Outro dia, na fila de supermercado, dei lugar na fila a um jovem, com jeito de estudante daquela universidade ali no fim da rua. Ele me lançou um olhar suspeito. Deve ter pensado: “Porque um ancião desses daria seu lugar a mim, um jovem na flor da idade?”.&lt;br /&gt;Simples: ele tinha apenas uma escova de dente para passar pelo caixa, e eu tinha um carrinho cheio de itens. Logo, o lógico seria dar lugar a ele, e foi o que fiz, mesmo angariando o olhar de viés do garotão.&lt;br /&gt;A lógica vem antes dos sentimentos.&lt;br /&gt;Respeitar os idosos implica em respeitar, também, a sua lucidez (daqueles que ainda a têm), sua experiência, seu bom senso. &lt;br /&gt;Há muitas formas, em nosso cotidiano, de respeitar um ancião, sem ser em filas.&lt;br /&gt;Por exemplo no trânsito. Sempre que vejo um cidadão de cabelos brancos esperando a oportunidade para atravessar uma faixa de pedestre, paro e lhe aceno para atravessar.&lt;br /&gt;No banco, na fila de atendimento preferencial, não raramente cedo o meu lugar para alguém mais velho, embora todos tenham o mesmo direito. &lt;br /&gt;Funcionários de empresas comerciais, de modo geral, não estão despertados para a obrigatoriedade legal de prioridade para os mais velhos.&lt;br /&gt;É comum ver idosos em filas de padarias, de farmácias e de supermercados sendo atendidos sem qualquer prioridade. Sempre se prioriza a fila, em detrimento do Estatuto do Idoso, que é lei federal. &lt;br /&gt;O que recomendo é que todos os idosos aqui do nosso Barão Geraldo adotem uma atitude firme de reclamar seus direitos, quando verem os mesmos usurpados.&lt;br /&gt;Sem violência, se consegue repreender os donos de estabelecimentos que, inadvertidamente, deixam seus funcionários agirem por simplicidade, desprezando aqueles idosos que estão na fila, à sua frente, fazendo suas negligências obnubilarem a visão do certo.&lt;br /&gt;Há tantas campanhas para adoção de cães abandonados, mas não vejo esforço algum para “adotar um idoso”. Não no primeiro sentido da palavra adoção, mas em sentido figurado. Cada jovem deveria ser preparado por seus pais a “adotar” uma pessoa da família que esteja na terceira idade.&lt;br /&gt;Essa adoção implicaria em respeitar as cãs do adotado, sua experiência de uma longa vida cheia de percalços, e saber entender o ocaso da virilidade, que impõe limites de várias tonalidades.&lt;br /&gt;Cora Coralina, a poetisa falecida em 1985, publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade. E continuou escrevendo até os 96. Quantos jovens jamais terão livros publicados!&lt;br /&gt;Sábado passado fui a um sarau em casa de amigos e conheci a Blímia, uma senhora de 95 anos, que surpreendeu a todos os presentes declamando versos, com ênfase e sem perder a rima. Encantou com seu charme e com sua surpreendente memória. Uma amostra de que a idade não representa, necessariamente, o fim daquilo que nos prende à vida.&lt;br /&gt;Sempre há os idosos que, ao verem surgir uma deficiência, buscam contornar os problemas decorrentes, de alguma forma.&lt;br /&gt;Um amigo meu, o Luiz, é quase um deficiente auditivo. Renega o uso constante de aparelho de surdez, usando-o apenas quando vai a alguma reunião planejada. Ele contou que encontrou um casal amigo, no supermercado, e que o marido tinha voz nada audível. Um quase mudo falando para um quase surdo. O que fez o Luiz? Prestou atenção aos gestos do outro. Quando o seu interlocutor mostrou o relógio, o Luiz logo comentou: “É! Está ficando tarde mesmo!”. Mais adiante, quando o outro fez um gesto indicando uma altura em relação ao solo, o Luiz emendou: “Tudo isso? É bastante!”. E assim passaram uns 40 minutos conversando. O Luiz sempre prestando atenção à comunicação gestual do outro. Chegando em casa, o quase mudo comentou com a esposa que gostava de conversar com o Luiz, pois ele tinha sempre uma opinião formada sobre qualquer assunto. &lt;br /&gt;Só um idoso esperto saberia manter esse tipo de diálogo! Idade não é sinônimo de ignorância...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-8105198828351716687?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/8105198828351716687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=8105198828351716687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8105198828351716687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/8105198828351716687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/ser-velho.html' title='Ser velho'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-6398123902588703849</id><published>2011-04-18T16:03:00.002-03:00</published><updated>2011-04-18T16:04:52.055-03:00</updated><title type='text'>A lingugem dos jalecos</title><content type='html'>Tenho observado, há algum tempo, o que está escrito nos jalecos profissionais, desses usados pelos funcionários para atender ao público em determinados lugares.&lt;br /&gt; Todavia, nem sempre a informação corresponde à realidade. &lt;br /&gt; Dou alguns exemplos. &lt;br /&gt; Numa agência bancária aqui de Barão Geraldo, tem uma mocinha que atende os clientes e veste um jaleco onde se lê: Aprendiz. O certo seria “Aprendiza”, feminino para as mocinhas. Bem, se ainda é aprendiz,  não deveria estar trabalhando, pois segundo o dicionário, não tem experiência. Como uma pessoa sem experiência poderá nos informar sobre qualquer assunto ligado ao banco? Acho o termo indevido, pois poderá nos criar a falsa ilusão de que o banco nada tem a oferecer aos seus clientes, salvo a inexperiência de um aprendiz. Na prática, a citada mocinha dá conta do recado, pois é esperta. Mas fica a dúvida do termo em seu jaleco vermelho.&lt;br /&gt; Em outra loja, vi um funcionário com um jaleco onde se lia “Fale comigo”, em letras garrafais. Fui até ele e o cumprimentei. Ele respondeu. Perguntei se era casado e ele disse apenas que sim. “Para que time você torce?”, indaguei. Seco, ele respondeu: Ponte. “Filhos?”. Não. Casa própria? Não. Ao fim de uns 10 minutos, ele achou uma desculpa e se afastou. Eu atendi o que estava escrito no jaleco: falei com ele. Mas não era o que ele queria. Outro jaleco descabido!&lt;br /&gt; Numa farmácia, todos os vendedores estavam usando o mesmo tipo de jaleco, onde se lia: “Tenho a solução para suas dores”. Fui até um deles, que me pareceu ser o mais simpático, e perguntei: “Eu tenho um sentimento de dor muito grande quando penso que meu filho mora em outro país. O que você me recomenda?”. Ele me olhou um tanto surpreso e disse que não sabia o que recomendar. Eu insisti: “Mas aí em seu peito está escrito que você tem a solução para minha dor!” Olhou para mim como quem olha para um deficiente mental. E eu apenas quis testar o peso da frase do jaleco! &lt;br /&gt; Numa empresa financeira da cidade, talvez de propriedade de algum evangélico, no jaleco da recepcionista está escrito: “Peça e receberá”. Entrei e pedi dinheiro emprestado a longo prazo e sem juros. Ela disse que não era possível, pois tinham que cobrar os juros. Contra-argumentei: “Mas em seu jaleco diz que basta pedir e receber, nada fala sobre pedir, receber e adicionar juros sobre o empréstimo”. Ela ficou calada. Mais um jaleco sem sentido!&lt;br /&gt; Já naquela padaria conhecida, os jalecos de alguns balconistas têm a frase: Pão quente a toda hora. Entrei na fila e, quando fui atendido, a mocinha de gorro branco me disse: “Acabou o pão! Agora só dentro de umas duas horas para sair nova fornada!”. Fui direto: “Mas aí em seu jaleco está escrito que tem pão quente a toda hora, porque devo esperar duas?”. Outra vez a mesma cara de surpresa. Outra vez um jaleco mentiroso!&lt;br /&gt; Se algum dia, os autores de frases em jaleco decidirem escrever apenas a verdade, nada mais que a verdade, certamente as frases acima serão revisadas.  A aprendiz do banco terá um novo jaleco com a palavra  DOUTA, o vendedor vestirá um jaleco com a frase: PERGUNTE LOGO, os da farmácia receberão um jaleco do tipo MEDICAMENTOS PARA DORES FÍSICAS. Já a financeira trocará o atual jaleco por outro onde se lerá PEÇA E EMPRESTAREMOS COM JUROS. &lt;br /&gt; Finalmente, a padaria trocará os jalecos por novos, estes com a frase, agora correta: PÃO QUENTE EM HORÁRIOS IMPREVISTOS.&lt;br /&gt; O recém-falecido Armando Nogueira, jornalista emérito e homem inteligente, já dissera que a palavra não morre nunca. Ela sempre viverá. Mas que viva dentro da verdade, ao menos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-6398123902588703849?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/6398123902588703849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=6398123902588703849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6398123902588703849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6398123902588703849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/lingugem-dos-jalecos.html' title='A lingugem dos jalecos'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5233600997196099768</id><published>2011-04-18T16:03:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T16:03:28.595-03:00</updated><title type='text'>A Lei da Palmada</title><content type='html'>O Laboratório de Estudos da Criança (Lacri), ligado à USP, criou a Campanha “A palmada deseduca”.  Até aí, tudo bem. &lt;br /&gt;É interessante quando vejo citar países como Noruega, Dinamarca, Suécia e Israel a título de referência, considerando que lá a palmada foi abolida há algum tempo. &lt;br /&gt;Sempre que vejo iniciativas de implantação de novas atitudes aqui no nosso amado Brasil, lá vem a comparação com países que nada têm a ver com a brava gente brasileira.&lt;br /&gt;O alto desenvolvimento educacional dos países-referência, a inexistência da pobreza absoluta, os programas eficientes de governo provendo saúde a todos, sem distinção, o baixo índice de criminalidade nas ruas, a ausência de favelas, tudo isso cria um fosso colossal que impede, à luz da razão, um paralelo com a situação da sociedade brasileira como um todo.&lt;br /&gt;Um descendente de italianos, amigo nosso, teve dez filhos e, a todos, educou - com sucesso - dando aquela palmadinha no bumbum, quando necessário. Ele, que tem bom humor, logo criticou a campanha “A palmada deseduca”, substituindo-a, em família, para “A palmada dez educa”, uma vez que todos os seus dez filhos tiveram sucesso, hoje adultos muito bem educados. Nunca se cita, em artigos sobre o tema “palmada”, a Itália como referência. Lá, segundo consta, ainda é considerada muito educativa a palmada leve, no traseiro da criança, para mostrar a ela quem é que manda no pedaço, e que a todo erro cometido pode corresponder uma palmadinha corretiva. &lt;br /&gt;A palmada na criança pode mostrar a ela que não há crime sem castigo, desde tenra idade. A mocidade de hoje não tem mais os mesmos parâmetros de obediência aos pais e, não por mera coincidência, não se vê pais jovens tirando a poeira dos bumbuns rebeldes, com a palma da mão.&lt;br /&gt;Não lembro de pais, em supermercados da década de 80, arrastando filhos que gritam, choram e se recusam a obedecer. Hoje isso é comum, banal. Uma palmadinha resolveria o falso histerismo da criança, que usa esse artifício para conseguir - e quase sempre consegue - o que quer dos pais, seja um doce, uma bola de futebol ou uma boneca.&lt;br /&gt;Há uma teoria antiga que diz que “toda criança é inteligente e se vale das fraquezas dos pais para conseguir o que quer”. Já adulta, a criança acostumada ao sucesso através do drama do choro descobre que o mundo não cede às pressões ensaiadas, falsas. E, aí sim, vai buscar um meio talvez pior para atingir seus objetivos. &lt;br /&gt;Os psicólogos de plantão vão criticar o que aqui menciono, pois as teorias sobre o perigo da palmada se acumulam e estão virando moda. Além disso, não sou psicólogo. Mas, sou pai de sucesso e usei, eventualmente, as palmadinhas no bumbum do meu filho PhD, e da minha filha Vice-Presidente de multinacional. Filhos bons, dedicados, bem sucedidos, eles estão aí para negar essas teorias passageiras sobre a palmadinha. &lt;br /&gt;Os grandes vilões da história universal talvez não tiveram mães e pais que usaram as palmadinhas na dose e no momento certo.&lt;br /&gt;“Adolf! Se você não parar de matar pessoas eu vou, um dia, perder a paciência e lhe dar uma palmada, você sabe onde!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5233600997196099768?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5233600997196099768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5233600997196099768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5233600997196099768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5233600997196099768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2011/04/lei-da-palmada.html' title='A Lei da Palmada'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-9110214424506905123</id><published>2009-07-23T16:08:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T16:10:13.343-03:00</updated><title type='text'>O defunto era maior</title><content type='html'>Uma empresa funerária sediada em Colúmbia, Estados Unidos, foi fechada, por decisão judicial, ao cometer um ato eminentemente prático, mas que fere os valores da sociedade.&lt;br /&gt; Essa empresa simplesmente cortou parte das pernas de James Hines, considerando que o mesmo media 2,01 metros mas o ataúde disponível era menor do que a estatura do falecido.&lt;br /&gt; A justificativa do proprietário foi clara: resolveu o problema de forma eficiente, mas não avisou a viúva para não causar mais sofrimentos aos familiares.&lt;br /&gt; Considerando que, atualmente, muitos preferem ser incinerados, e sendo bem objetivo na avaliação do fato, parece não ter havido necessariamente um ato doloso para obter resultado criminoso. A incineração transforma todo o corpo do falecido em praticamente nada. Então, porque a amputação foi considerada uma atitude criminosa?&lt;br /&gt; Trazendo o fato para o ambiente familiar, aí tudo muda.&lt;br /&gt; Podemos imaginar a pobre viúva de James Hines, ao saber, cinco anos após o falecimento de seu marido, que o mesmo fora para a vida eterna sem os terminais de suas longas pernas. &lt;br /&gt; O conceito de vida eterna, embora muito claro para os que cultivam o espírito, não é assim tão absoluto para os descrentes.&lt;br /&gt; Se o James era um cidadão probo, respeitador das leis divinas, as pernas não farão falta, pois no Paraíso não irá necessitar delas. As almas, ao que consta, não se valem das pernas para circular no éden. &lt;br /&gt; Porém, se o James fora um político desses que temos aqui mesmo, vivos, em nosso Congresso, em sua breve passagem pela terra, a ida ao Paraíso, certamente, estaria comprometida. Muitos desses políticos gozam as delícias da impunidade ainda em vida - um verdadeiro éden terrestre - mas, como pecadores não arrependidos, irão descer às profundezas, após a morte.&lt;br /&gt; Lá chegando, imagino, haverá necessidade de ter as pernas completas, sempre prontas para fugir dos afiados garfos demoníacos, instrumentos de punição eterna para os corruptos.&lt;br /&gt; Como não sabemos sobre o destino final do James, só nos cabe refletir sobre o fato.&lt;br /&gt; Outro aspecto a ser considerado é o fato de que não havia caixão para a estatura do pobre James, justamente no país onde a estatura média costuma ser bem elevada, se comparada, por exemplo, com a estatura dos japoneses. &lt;br /&gt; Isto mostra o despreparo da funerária para atender defuntos acima da estatura média. Merecia ser fechada, por falta de itens adequados em seu estoque de embalagens fúnebres. &lt;br /&gt; A viúva deve ter sentido as dores da serra amputando as pernas de seu companheiro de longa data. Quando um casal é muito unido, um sente as dores do outro, embora os maridos nunca sintam as dores do parto, como se sabe. &lt;br /&gt; Os filhos do James, já adultos, devem ficar relembrando a imagem do pai acompanhando os meninos em jogos de baseball (aqui seriam de futebol), correndo ao redor do campo, rebatendo as bolas arremessadas pelos filhos. Então, lembram da amputação e, tristes, lamentam o crime cometido contra o “nosso velho”. &lt;br /&gt; Notícias publicadas em jornais em geral se fixam no fato, sem, necessariamente, avaliar as consequências projetadas sobre os demais envolvidos. Sempre é bom ir além, mesmo que não se publique, pois há cicatrizes que ficam para sempre.&lt;br /&gt; James, que suas semipernas não lhe façam falta, e que sua família saiba administrar a dor de ter um pai que foi para a vida eterna sem a firmeza de seus enormes pés.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-9110214424506905123?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/9110214424506905123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=9110214424506905123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9110214424506905123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9110214424506905123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/07/o-defunto-era-maior.html' title='O defunto era maior'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-9086382515177298085</id><published>2009-07-23T16:05:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T16:07:25.820-03:00</updated><title type='text'>A nova aliança nupcial</title><content type='html'>Na Alemanha, um grupo de cientistas liderado por Sigurd Hofmann,conseguiu, finalmente, que fosse aceito oficialmente na tabela periódica, o seu centésimo décimo segundo elemento. Essa tabela consiste em um ordenamento dos elementos conhecidos de acordo com suas propriedades e foi proposta pelo químico russo Dmitri Ivanovich Mendeleyev.&lt;br /&gt; Há, entretanto, um problema que ainda não foi resolvido: o nome desse elemento. &lt;br /&gt; O nome de batismo “provisório” não é muito elegante: Ununbium. Assim mesmo, com n antes do b, o que já começa contrariando o nosso léxico nacional. &lt;br /&gt; Além disso, nome complicado não pega, aqui entre nós! Salvo se for jogador de futebol, como Kerryson, Maikeljakison e por aí em diante... Logo vai aparecer, num time qualquer, um jogador Ununbium da Silva. É questão de tempo.&lt;br /&gt; Descoberto há mais de uma década, o ununbium é superpesado e altamente instável. Ele existe por incríveis milionésimos de segundo antes de se desfazer.&lt;br /&gt; Ao ler sobre tal descoberta, não consegui evitar o paralelo entre as características do ununbium e os casamentos dos dias atuais.&lt;br /&gt; Fui além. Imaginei alianças de noivado sendo produzidas com o ununbium, mas tive o cuidado de desprezar a exatidão científica, nessas considerações.&lt;br /&gt; Como o elemento existe apenas por alguns segundos, seria o componente ideal das alianças de noivado, considerando que a média de vida matrimonial tem baixado muito. &lt;br /&gt; Desfeitas as alianças, os casamentos veriam igualmente o seu fim, posto que elas representam estes. E este seria o aspecto mais forte para justificar o uso do ununbium. Os casamentos moderninhos também são instáveis, pois são feitos às pressas, sem um bom e longo relacionamento prévio para permitir que um conheça o outro. A ilusão do namoro, do noivado e do pedido de casamento se tornou desnecessária.&lt;br /&gt; Como se abrevia a etapa do conhecimento, os problemas começam a aparecer no casamento, pois não foram previstos com antecedência. O peso dos problemas, tal como o ununbium, é motivo para o desgaste do dia a dia, da intolerância, das brigas por futilidades.&lt;br /&gt; Assim, os casamentos contemporâneos - a exemplo do elemento usado nas alianças, aqui propostas - duram pouco.&lt;br /&gt; Há aspectos do casamento que são superpesados. A interferência dos familiares de ambos os lados, por exemplo, na vida do casal.&lt;br /&gt; Tais interferências nem sempre buscam gerar conflitos entre os recém-casados, mas podem, perfeitamente, ser a forma encontrada para correção de rota do novo casal, que não é devidamente maduro para saber qual o melhor caminho para o bom entrosamento.&lt;br /&gt; Adotadas as alianças de ununbium, os padres e pastores teriam que abreviar - e muito - as suas falas nas cerimônias matrimoniais, sob o risco de não haver a tão icônica troca de alianças. O ununbium se volatiliza muito rapidamente.&lt;br /&gt; Não há, no mundo científico, qualquer notícia sobre a futura estabilidade desse elemento. Mas, pode-se imaginar que, um dia, isso seria possível.&lt;br /&gt; Até que esse dia chegue, e com a estatística mostrando a queda na durabilidade dos casamentos, talvez não vejamos a necessária virada da vida a dois moderna, quando as alianças seriam eternas enquanto durarem, como diria o Vinicius de Moraes.&lt;br /&gt; As noivas sonhadoras não veriam em suas alianças de pouca duração o nome do príncipe encantado gravado na parte interna. Quantos casais mais velhos se pegam, não raramente, olhando suas alianças, já riscadas pelo tempo, com os nomes nelas gravados, trazendo gratas recordações do namoro, do noivado, do dia da entrega das alianças. O calor dessas recordações mantém, certamente, o amor que vem atravessando o tempo. O ouro não se volatiliza em frações de segundos, como o ununbium.&lt;br /&gt; Vejo, entretanto, uma falha nessa idéia de usar o novo elemento em alianças. &lt;br /&gt; Nenhuma moça se sentiria à vontade ao explicar para os pais o motivo da escolha do novo elemento para fazer as alianças. Os pais não aceitariam um casamento desfeito por antecipação.&lt;br /&gt; Melhor deixar tudo como está: alianças de ouro, duradouras, que podem ser empenhadas ali na esquina, quando terminar o casamento de curto prazo. O ununbim não é metal precioso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-9086382515177298085?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/9086382515177298085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=9086382515177298085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9086382515177298085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9086382515177298085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/07/nova-alianca-nupcial.html' title='A nova aliança nupcial'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-9121775753203939138</id><published>2009-06-09T19:24:00.001-03:00</published><updated>2009-06-09T19:28:02.818-03:00</updated><title type='text'>Quando um R faz a difereça</title><content type='html'>A recente revogação judicial do alvará que permitia uma criança de 7 anos participar de programa do SBT chamou a atenção da imprensa e, de certa forma, de muitos brasileiros.&lt;br /&gt; A menina impedida de trabalhar naquele canal de televisão se chama Maisa Silva, quase uma homônima de nossa primeira dama, Marisa Silva.&lt;br /&gt; Mas, essa quase semelhança nominal contém uma colossal diferença entre os perfis das duas mulheres - uma, criança e a outra já bem mais madura, em seus 59 anos.&lt;br /&gt; Nossa primeira dama é de pouca - ou nenhuma palavra - mesmo nas ocasiões onde o cerimonial abre espaço e ela deveria se fazer ouvir. Nada! &lt;br /&gt; Já a menina Maisa esbanja comunicação, com palavreado e sintaxe observada bem acima do que se espera em sua pouca idade. Ela prende a atenção de um auditório repleto e, certamente, de muitas famílias que, aos domingos, a assistem na longa tarde. Maisa improvisa suas falas, o que, é evidente, deixa os produtores de seu programa em situações nem sempre confortáveis, pois a criança-prodígio está se lixando, como diria aquele político, para a opinião pública, e de seus redatores em especial.&lt;br /&gt; A dama Marisa viaja pelos quatro continentes, sai nas fotos oficiais ao lado do marido -esse sim, um falastrão, que despreza o vernáculo e fala em rede de televisão como se estivesse nas gerais de um campo de futebol, onde seu time predileto está em campo. Talvez isto complete o casal, um mudo e outro loquaz. Mais que isso, a primeira dama não sai pela cidade visitada, seja Kinshasa ou Paris, para conhecer obras assistenciais, entidades voltadas para crianças ou centros de pesquisa educacionais. Se saísse, teria que falar, e isso ela não faz, em hipótese alguma. &lt;br /&gt; Um paralelo com a inesquecível Ruth Cardoso é quase inevitável. Nesta, a cultura vazando em obras assistenciais, em declarações inteligentes, compatível com a formação pessoal e a do marido. Na outra, o mutismo próprio de quem nada tem a dizer, sobre coisa alguma, ainda que as mais óbvias.&lt;br /&gt; A menina Maisa Silva tem pouca - ou nenhuma - chance de se tornar primeira dama de nosso sofrido país. Nada nos impede, porém, de imaginar como seria. &lt;br /&gt; Sua fala inteligente, criativa, aperfeiçoada com a idade e o estudo superior, permitiria expor seus pensamentos sobre diversos aspectos da vida do Brasil, influenciando opiniões, catalisando as atenções dos políticos para aprovação de leis de efetivo interesse nacional. Sua imensa simpatia, que desde já se faz presente, despertaria um novo ícone na presidência da nação, o que serviria de calço para as ações do marido-presidente.&lt;br /&gt; Desde já a menina não se alinha com o linguajar popularesco - e, por vezes, despudorado - de seu atual patrão, outro apedeuta que veio das calçadas, onde era mascate, para a direção de um pequeno império de comunicações. Talvez a primeira dama quase homônima não se importasse com isso, mas a pequena notável, versão atual da saudosa Shirley Temple do cinema americano, se sentiu agredida com as frases pouco inteligentes de seu patrão, com quem divide o programa dominical, e saiu de cena chorando. Como se fosse apenas uma criança de sete anos.&lt;br /&gt; No cenário do “tudo por dinheiro”, pode-se entender, mesmo que não se aceite, pais de parcos recursos explorando uma inteligência infantil capacitada a fazer o aporte de recursos que eles - os pais - não conseguiriam, por vias normais. Mas não se consegue admitir a isenção dos pais no caso da agressão pública sofrida pela filha menor. &lt;br /&gt; Embora um tanto tardiamente, se fez justiça nesse quadro vulgar, de pouco ou nenhum aspecto cultural, onde um marmanjo de voz empolada usa sua larga experiência na argumentação vazia para causar o choro na menor. &lt;br /&gt; No dia 22 de maio passado, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão enviou ofício ao Ministério das Comunicações indagando das medidas contra o programa onde o ex-mascate pressiona com perguntas impróprias a menina prodígio. &lt;br /&gt; Não se tem notícia, ainda, do pronunciamento do Ministério envolvido, embora o prazo de resposta seja convencionado em apenas cinco dias.&lt;br /&gt; Enquanto isso, o iletrado gato poderoso vai continuar brincando com o pobre camundongo infantil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-9121775753203939138?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/9121775753203939138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=9121775753203939138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9121775753203939138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9121775753203939138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/06/quando-um-r-faz-difereca.html' title='Quando um R faz a difereça'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-2349745046780273967</id><published>2009-03-23T20:08:00.001-03:00</published><updated>2009-03-23T20:17:36.977-03:00</updated><title type='text'>Estudar para que?</title><content type='html'>O mundo moderno abriu perspectivas novas para pessoas iletradas, sem qualquer estudo.&lt;br /&gt; O caso mais comum, aqui no Brasil, é  de jogadores de futebol, que ganham muito, mas muito mesmo, dinheiro e pouco, ou nada, têm de estudo, ainda que básico. Um médico, que estuda mais de 30 anos para chegar ao um doutorado, pode jamais ganhar rendimentos comparáveis ao de um jogador de futebol, mesmo que esse não seja um Ronaldinho Gaúcho, por exemplo.&lt;br /&gt; Um professor universitário tem rendimento mensal médio que apenas chega aos dez por cento do que ganha um ator de televisão, embora muitos destes jamais tenham frequentado uma universidade.&lt;br /&gt; Deputados Federais recebem quantias astronômicas, entre salários, benefícios, auxílios complementares, alimentação, moradia e outros que-tais pouco ou nada justificáveis. E muitos deles jamais completaram a escola secundária, sequer. &lt;br /&gt; O nosso presidente da república não terminou a escola primária, embora tivesse oportunidade de completar seus estudos, pois há 30 anos não tem trabalho que absorva seu tempo, impedindo-o de buscar as letras. Poderia chegar ao doutorado, nesse tempo, se tivesse vontade.&lt;br /&gt; Mas, num país de tantos iletrados como o nosso, o povo associa títulos de cultura à "elite dominante", como se, hoje, estivéssemos vendo essa tal elite avançando no patrimônio público. O que se vê, em termos de orgia de desvio do erário público, nada tem a ver com elites, ou diplomas, pois safadezas não escolhem lado para se pronunciarem.&lt;br /&gt; Vamos nos colocar na posição de um adolescente de escola pública, sem boa condição financeira familiar, estudando a noite, e trabalhando durante o dia em uma indústria afastada de seu domicílio. Pode chegar o dia em que ele raciocine sobre seu esforço e as compensações que poderão advir dele, e chegue à triste conclusão de que seu estudo em nada irá minorar suas penúrias financeiras e de sua família.&lt;br /&gt; Por outro lado, verá jogadores de futebol dirigindo carrões importados, artistas de tevê passando férias na Europa e morando em mansões e deputados se locupletando com dinheiro ilegalmente conseguido, através de arranjos escusos, negociatas em licitações, em tráficos de influência.&lt;br /&gt; Não será preciso ser muito esperto para concluir que estudar não garante absolutamente nada, nesse mundo globalizado que tanto enfatiza as glórias efêmeras do esporte, da novela ou do circo de Brasília.&lt;br /&gt; Falta, todavia, uma visão mais abrangente, quantitativa, das exceções de ricos iletrados na população ampla de um país. Para milhares de adolescentes jogando futebol em campos de várzea, um apenas se tornará um craque e ganhará milhões de reais a cada ano.  Artistas famosos de televisão compõem um grupo muito restrito de pessoas, quando comparados com o grupo dos que tentam se projetar e nada conseguem. Muitos se candidatam a cargos eletivos na  política local e apenas pouco mais de 500 chegarão ao Senado, ou à Câmara, para fazer jus ao mais que bem remunerado salário, completado com adicionais de natureza duvidosa.&lt;br /&gt; Deve, pois, se cultivar o culto ao iletrado? Certamente que não!&lt;br /&gt; Mesmo quando o presidente da república afirma que (sic) ler é pior que fazer exercícios em esteira, temos que manter no jovem o espírito da busca da leitura, do saber.&lt;br /&gt; Não se conhece, na história da democracia mundial, um caso de grande estadista sem instrução, embora, como contraponto, se conheça muitos estadistas fracassados com boa cultura. Nosso presidente visita diversos países sem ler as notas resumidas sobre o país a ser visitado. E, assim, incorre em erros grosseiros, como quando incluiu a Bolívia entre os países que não têm fronteiras com o Brasil.&lt;br /&gt; Mas, é verdade, fica muito difícil convencer um jovem rebelde e pouco amigo dos livros a estudar se ele vê, no topo, um dignitário que mal sabe garatujar algumas poucas palavras corretas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-2349745046780273967?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/2349745046780273967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=2349745046780273967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2349745046780273967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2349745046780273967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/03/estudar-para-que.html' title='Estudar para que?'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-3432534996707288045</id><published>2009-03-23T20:02:00.000-03:00</published><updated>2009-03-23T20:08:09.332-03:00</updated><title type='text'>Mãe, o que é CPI?</title><content type='html'>Com essa pergunta simples, o Juquinha colocou a mãe em situação difícil.&lt;br /&gt; Pesquisa recente mostrou que a maioria dos brasileiros que vivem na periferia das cidades grandes não sabe exatamente o significado dessa sigla tão em moda, na mídia atual.&lt;br /&gt; - "Bem, filho! CPI é... é... é... um monte de gente tentando resolver problemas!"&lt;br /&gt; - "Como no vestibular que meu irmão fez e não passou em matemática?"&lt;br /&gt; - "Não exatamente, Juquinha! No vestibular os problemas podem ficar sem solução, e quem se prejudica é apenas o mau aluno,  mas nas CPIs não. É o país inteiro que fica prejudicado!".&lt;br /&gt; O garoto não se deu por satisfeito.&lt;br /&gt; - "Mas, se prejudica todo mundo no Brasil, porque demora tanto a resolver o problema das CPIs?".&lt;br /&gt; A mãe virou o bife na frigideira, abaixou a chama no bico de gás do fogão, e pressentiu que a conversa seria complicada.&lt;br /&gt; - "Demora porque tem gente que fica repetindo as mesmas perguntas que outros já  fizeram, usando o celular, conversando com outros na mesma sala, lendo revistas, ou simplesmente olhando para as paredes, sem participar!".&lt;br /&gt; O Juquinha fez cara de quem estava pensando, enquanto a mãe tirava o bife frito da frigideira e punha outro em seu lugar.&lt;br /&gt; - "Mas, se esses que ficam lá, sem falar nada, ou falando besteiras, só atrapalham, porque o dono da CPI não põe para fora da sala, como faz a Tia Nair, na minha escola, quando algum colega não presta atenção?".&lt;br /&gt; - "Filho! CPI não é como escola! Não se pode mandar sair uma pessoa que faz parte da CPI. Eles são adultos, e não alunos, como você!".&lt;br /&gt; - "Mas se estão atrapalhando a aula, quer dizer, a CPI, estão atrapalhando o Brasil, não é, mãe?".&lt;br /&gt; O segundo bife foi retirado da frigideira.&lt;br /&gt; - "Estão, filho! Mas essas pessoas têm um prazo para resolver os problemas. Então, devem deixar tudo prontinho dentro desse prazo".&lt;br /&gt; - "Mas a tv disse que a CPI do ... como é mesmo? ... mensalão, tem que terminar hoje os seus trabalhos e tudo ainda está atrasado. E se não der tempo?".&lt;br /&gt; Agora foram as batatinhas para a frigideira. Cortadas à francesa, com um pouco de manteiga, cebolinha e orégano, para dar mais gosto.&lt;br /&gt; - "Se não der tempo, fazem um relatório – um papel escrito, explicou – com o que acham que seria a solução dos problemas. Se esse papel não for aceito, tudo termina e fica como está. Ou seja, de nada valeu tudo isso!".&lt;br /&gt; As batatinhas foram mexidas, para não pegar no fundo da frigideira e dourar por igual.&lt;br /&gt; - "E a diretora não vai mandar todo mundo embora desse lugar onde ninguém decide nada? Se fosse na minha escola, os professores seriam trocados por outros".&lt;br /&gt; - "É, filho! Mas lá em Brasília as coisas não são tão simples como em sua escola. Eles fazem o que querem, não são postos para fora da sala nem mandados para a Diretoria, os professores continuam dizendo o que querem, atendendo o celular... tudo igual!"&lt;br /&gt; - "E o que a senhora vai fazer para acabar com isso, mãe?"&lt;br /&gt; As batatinhas foram colocadas sobre um papel absorvente, para retirar o excesso de óleo. Estavam lindas, apetitosas!&lt;br /&gt; - "Eu só posso não votar mais nesses que ficam falando no celular, ou conversando. Eu consigo reconhecer a cara deles, na tv. E, assim, eles não ficam mais lá na sala de CPIs enganando a gente, quando deveriam resolver os problemas".&lt;br /&gt; Os bifes e as batatinhas foram levados para a mesa da copa.&lt;br /&gt; - "E eu, mãe. Posso não votar neles, também?".&lt;br /&gt; - "Não filho. Embora você, que ainda é uma criança, já tenho percebido o que é uma CPI, não tem idade para votar. Mas, vai lembrar dessa nossa conversa, quando for eleitor, certamente!"&lt;br /&gt; - "Mãe, e se...".&lt;br /&gt; - "Chega filho. O almoço está na mesa e vai esfriar. As CPIs podem esperar. Vamos!"&lt;br /&gt; Durante o almoço, o menino estava triste, ensimesmado, olhar distante. Alguém, nesse imenso país, estava preocupado com as CPIs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-3432534996707288045?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/3432534996707288045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=3432534996707288045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3432534996707288045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3432534996707288045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/03/mae-o-que-e-cpi.html' title='Mãe, o que é CPI?'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-596147223073451350</id><published>2009-03-23T20:00:00.000-03:00</published><updated>2009-03-23T20:01:37.831-03:00</updated><title type='text'>Protegendo o nosso meio</title><content type='html'>O pessoal do Greenpeace tem conseguido diversas vitórias em sua luta contra os que não respeitam o meio ambiente. E todo mundo aprova tais objetivos, pois os entendemos como necessários para a preservação de nosso planeta.&lt;br /&gt; Assim, quando lutaram pela suspensão da pesca da baleia, houve uma reação em todo o mundo e tal atividade foi extinta, ou muito minimizada.&lt;br /&gt; Uma nova investida do Greenpeace, entretanto, nos leva a rever a seriedade de seus propósitos. O conhecido movimento acaba de hastear a bandeira pela... acreditem... suspensão da produção de papel higiênico macio!&lt;br /&gt; Se olhado apenas pelo ângulo purista dos integrantes do grupo ambientalista, haverá muita gente que apoiará a supressão do papel higiênico macio de seus banheiros residenciais e profissionais. Esse tipo de papel exige o emprego de mais cloro para garantia de sua brancura perfeita e não pode usar papel reciclado, pois estes são ásperos, podendo irritar a superfície de nossa mais recôndita superfície intima. &lt;br /&gt; Mais cloro, mais poluição, segundo o Greenpeace. &lt;br /&gt; Tudo bem, entendemos isso, mas... e ela, a parte afetada, raspada com papel reciclado de segunda linha, vilipendiada em nome do meio ambiente, embora também seja, em si, um meio a considerar?&lt;br /&gt; Quem lutará por ela? De nome nunca pronunciado em mídia que se preze, a vítima de tal perseguição não poderá ser, simplesmente, abandonada à sua própria sorte! &lt;br /&gt; Temos que reabilitar seus direitos ao macio, ao agradável, ao confortável contato, ainda que efêmero, com um papel de duas - talvez três - camadas brancas, superpostas para nosso conforto e proteção dela, a coitada.&lt;br /&gt; Mas, como faremos sua defesa? Foto dela, ampliada, na mídia, em close frontal, mostrando os vergões gerados pelos reciclados... nem pensar! Os pudicos responderiam com uma contra-ofensiva pesada, atacando os meios de comunicação como devassadores da intimidade dos castos.&lt;br /&gt; Entrevistas em programas de grande audiência na televisão, onde representantes de diversas classes sociais mostrariam para as câmeras o péssimo estado “delas”, e acusando os reciclados, além do Greenpeace, como os geradores de tanto sofrimento? A censura não permitiria, embora os próprios censores, ao assinar o ato de veto, fossem obrigados a apor seus nomes em pé, sem poder sentar, igualmente vítimas dos reciclados.&lt;br /&gt; Uma campanha oficial, do Ministério da Saúde, mostrando os sulcos avermelhados criados pelos reciclados e descrevendo possíveis desenvolvimentos de efeitos colaterais, como inflamações generalizadas, dificuldade no andar (coitado do Juscelino, nosso eficiente carteiro!), e outros possíveis danos? Não consigo imaginar o ministro da pasta, todo engravatado, como sempre, mostrando no modelo vivo, ao lado, tudo isso que foi dito como coisa ruim. O modelo até poderia ser um artista global, para chamar a atenção dos que estiverem pensando em apoiar o Greenpeace, mas que, certamente, desistiriam ao ver o Cauã todo arranhado, com cara de sofredor, lágrimas nos olhos - talvez falsas - mas nem por isso menos convincente. Acho que o sistema de autocensura não aprovaria, mesmo que ela, a focalizada, fosse a do Cauã.&lt;br /&gt; Nos Estados Unidos, a nova empreitada do Greenpeace não colou. Lá há papéis higiênicos de até três camadas e, como se pode prever, elas, as escondidas, devem estar felizes e satisfeitas, sem arranhões de reciclados, sentindo-se prestigiadas por saber que seus donos as respeitam e as querem bem tratadas.&lt;br /&gt; Aqui, em nosso país, temo que surja algum programa oficial, o Papel-Família, que distribua apenas e tão somente papéis higiênicos totalmente reciclados, muito ásperos e desagradáveis, mas entregues gratuitamente aos trabalhadores em todos os postos de saúde. O lema do programa, que podemos imaginar, seria algo do tipo: “Arranha, mas limpa!”&lt;br /&gt; Elas que se cuidem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-596147223073451350?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/596147223073451350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=596147223073451350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/596147223073451350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/596147223073451350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/03/protegendo-o-nosso-meio.html' title='Protegendo o nosso meio'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-460558191579155513</id><published>2009-03-23T19:46:00.001-03:00</published><updated>2009-03-23T19:56:28.816-03:00</updated><title type='text'>A chacina dos corruptos</title><content type='html'>Ele acordou bem cedo, ainda de madrugada. Devia ser umas 4 horas, no máximo.&lt;br /&gt; Sentou-se na beirada da cama, espreguiçou, olhou a mulher ao lado, ainda dormindo profundamente. Passou-lhe pela cabeça a idéia de voltar a dormir mais um pouco. Mas, logo a rejeitou. Tinha uma missão: iria atrás dos corruptos!&lt;br /&gt; Foi à cozinha, tomou um copo de leite de cabra, comeu um pedaço de pão amanhecido. Vestiu-se, pegou o casaco mais pesado para protegê-lo do frio.&lt;br /&gt; Saiu, e foi diretamente ao ponto de encontro com seus companheiros de caça aos corruptos. Já estavam quase todos lá, na esplanada central, meio impacientes. Faltava apenas o Delcídio, que consideravam, na hierarquia local, como "o chefe". &lt;br /&gt; Não demorou muito e Delcídio surgiu na esquina, com sua figura enorme, cabelos grisalhos, com jeito assim de Antonio Fagundes, mas sem o charme deste.&lt;br /&gt; Completado o grupo, seguiram, rua abaixo, em direção à esplanada. &lt;br /&gt; Mais além, ficava o local de trabalho, onde procuravam corruptos e os dizimavam. Não tinham problemas de consciência. Iam matando, um a um, cada corrupto que encontravam.&lt;br /&gt; Sentiam uma certa vaidade em sua profissão. E, ao mesmo tempo, um certo remorso.&lt;br /&gt;Sabiam que era função de cada um pegar tantos corruptos quantos pudessem. Mas, vez por outra, sentiam o peso dessa função.&lt;br /&gt; Enquanto a grande maioria do povo brasileiro ainda dormia, eles já estavam atrás de corruptos. Quando os jovens de amanhã acordassem, o Brasil teria muitos corruptos a menos. Tinham certeza disso e executavam seu trabalho para ter, a cada dia, mais eficiência, mais corruptos mortos, dizimados no local.&lt;br /&gt; Os corruptos iam sendo amontoados, ali mesmo, sobre a areia.&lt;br /&gt; O som era inconfundível. A cada nota surda, a cada som lembrando um gemido, um corrupto era exterminado. A madrugada ia se aproximando, aos poucos, de seu fim e alguns poucos sinais de aurora podiam ser notados, na linha afastada do horizonte.&lt;br /&gt; Ninguém falava. Entendiam-se pelo olhar, apenas. A comunicação não verbal era mais que suficiente para eles. Novo gemido, novo corrupto sacrificado. Um a menos.&lt;br /&gt; O sol teimou um pouco em aparecer. Mas, não tinha alternativa e, como sempre, acabou pondo a cara de fora, lá bem longe.&lt;br /&gt; O grupo, agora, era bem visível, cada fisionomia bem definida. Estavam todos cansados, percebia-se. O objetivo maior – a caça aos corruptos – os motivava a continuar.&lt;br /&gt; Algumas pessoas se aproximaram e passaram a acompanhar o trabalho deles. A cada corrupto sacrificado, uma expressão de repúdio surgia nas faces delas.&lt;br /&gt; Sabiam que era necessário caçar os corruptos, e que esse trabalho cabia ao grupo ali presente. Certamente, ninguém queria estar na pele daqueles caçadores.&lt;br /&gt; Os corruptos mortos, empilhados em praça pública, começavam a exalar um cheiro ruim, que lembrava a todos a morte, a curta existência em vida. Uma mulher jovem, grávida, se afastou do grupo de observadores e, não contendo sua ânsia, vomitou ali mesmo, ao sentir o cheiro de corruptos mortos.&lt;br /&gt; Os caçadores, pela longa prática no extermínio de corruptos, já estavam acostumados ao cheiro intenso. Apenas um deles, o Zé Dirceu, usava um lenço sobre o nariz e a boca – uma espécie de mordaça – para não sentir o cheiro de corruptos mortos. &lt;br /&gt; Dirceu tivera um emprego anterior, de maior importância, mas fora despedido por justa causa. Ninguém comentava o fato, para não atormentar o já tão triste Zé Dirceu. O grupo o aceitou, certa madrugada, naturalmente, sem alarde, como mais um que queria acompanhar a caça aos corruptos. Na verdade, Zé Dirceu pouco caçava, mais observava o desenrolar da caça.&lt;br /&gt; A manhã já ia a meio quando decidiram parar. A pilha de corruptos executados era enorme. Deram a missão daquele dia por cumprida. Zé Dirceu foi buscar o veículo que usavam para transportar os corruptos mortos. Todos ajudaram a colocar os extintos sobre o veículo.&lt;br /&gt; Mal olharam para a platéia que ainda estava por ali, acompanhando. Muitos, por sua ignorância, não apoiavam a caça aos corruptos e eles sabiam disso. Como explicar a necessidade de tal trabalho? Outros, ao contrário, exprimiam sua satisfação, com um leve sorriso no canto dos lábios. Sabiam que isso tinha que ser feito por alguém.&lt;br /&gt; O veiculo saiu, se arrastando em direção à esplanada central, seguido pelo olhar dos que se aglomeraram no local da chacina.&lt;br /&gt; Delcídio sabia que, na próxima madrugada, tudo recomeçaria. Era seu dever, sua missão. Outra pilha de corruptos surgiria, outros observadores acompanhariam.&lt;br /&gt; Era a rotina de quem caça corruptos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Nota: Há uma espécie de crustáceo, que vive nas profundezas da areia de determinadas praias do sul do Brasil, que são chamados vulgarmente de "corruptos". Os pescadores extraem os crustáceos da profundidade, usando uma bomba rudimentar, feita com canos de PVC, e os vendem como isca para pescadores profissionais ou amadores. O texto acima se refere à caça deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-460558191579155513?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/460558191579155513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=460558191579155513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/460558191579155513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/460558191579155513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/03/chacina-dos-corruptos.html' title='A chacina dos corruptos'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7453625848448666984</id><published>2009-03-23T19:42:00.001-03:00</published><updated>2009-03-23T19:46:06.292-03:00</updated><title type='text'>E tudo se acabar na quarta-feira</title><content type='html'>Não entendo o Carnaval. E olhe que já tentei - com afinco - compreender o que esse evento representa para o brasileiro médio.&lt;br /&gt; Digo “brasileiro médio” porque acredito que os brasileiros de cima, e os de baixo da pirâmide social do Brasil não são assim tão apaixonados por essa festa pagã de nosso calendário. Os ricos não precisam de data marcada para se divertir, pois os recursos para esse fim estão sempre à mão. E, os pobres, que vivem em situação de penúria, justamente por isso não têm acesso aos grandes desfiles, aos salões enfeitados, contentando-se com as imagens vistas na televisão. O Bolsa-família não dá direito a assento, nem nas arqui-bancadas. E nem permite comprar abadás para toda a família.&lt;br /&gt; Já o médio, esse sim, gasta, viaja, se junta, pula, dança, sua, grita e se acha realizado.&lt;br /&gt; O folclore do Carnaval coleciona histórias incríveis associadas a essa festa profana, que chega a este século vinda lá do período medieval. Em sua origem, ela se caracterizava pela alegria intensa, ausência de qualquer tipo de repressão e de censura, permitindo a liberdade de atitudes críticas e eróticas.&lt;br /&gt; Algumas dessas características medievais continuam a existir, em pleno século 21, sobrevivendo há mais de quinhentos anos. &lt;br /&gt; É comum se ver o advogado sério, de aspecto fechado, sair vestido de bailarina de can-can, com sua enorme saia rodada. Isto é liberdade, no entender do profissional. Ou, aquela diretora de escola pública que sempre se fez notar por ser intransigente com seus alunos e funcionários, ir para a avenida travestida de fada benfazeja, buscando o oposto para atingir um suposto equilíbrio. E ninguém a censura, é claro! &lt;br /&gt; Pior, ainda, o engenheiro com três graduações superiores, que se veste como Cinderela e, sob o véu discreto, passa desapercebido no meio da multidão.&lt;br /&gt; Sei de famílias que passam por momentos difíceis, por razões diversas, mas que não perderam uma noite de desfile em escolas de samba, como se o Carnaval tivesse um poder&lt;br /&gt;imenso de interromper os dramas pessoais e familiares - ao menos nesses dias de momo - &lt;br /&gt;para tudo retornar na quarta-feira! O que uma fantasia não faz naquele que sofre!&lt;br /&gt; Mas, tão certa quanta a alegria do Carnaval, chega a quarta-feira de cinzas. E, efetivamente, muitos foliões se encontram tão queimados que chegam até ela quase sob a forma de cinzas. Os problemas voltam a dominar as cabeças, até a pouco mascaradas, e com maior grau de intensidade, pois o sentimento de culpa é a ressaca da folia.&lt;br /&gt; Uma senhora octogenária declarou, na televisão, quando flagrada num bloco carnavalesco, que “essa era a maior felicidade de sua vida”. Não a conheço, mas imagino que tenha se casado com um marido corintiano, morado com a sogra por muitos anos, exercido o magistério em escola recheada de maus alunos, e se aposentado, já viúva, com uma pensão irrisória. Nesse caso, com certeza, o Carnaval seria a maior felicidade de sua vida.&lt;br /&gt; Há, todavia, algo que deveria ser mais bem observado, nos dias que antecedem o Carnaval. A expressão “deitar cinza nos olhos” tem o significado de iludir, de enganar.&lt;br /&gt; Então, os que sofrem com problemas familiares e pessoais, que estão no fundo do poço, descrentes da vida, angustiados, deveriam antecipar a quarta-feira de cinzas, deitando-as em seus olhos na semana anterior e, depois... cair na folia! Estariam iludidos durante o Carnaval, protegidos de seus males. &lt;br /&gt; O que é uma separação para um casal quando o Neguinho da Beija-Flor puxa um samba enredo, com refrão repetido por milhares de pessoas? O que é um filho na UTI quando os abre-alas da Império Serrano se apresentam em sincronia perfeita, arrancando aplausos da multidão? O que é uma ordem de despejo para um desempregado quando o mestre-sala e a porta-bandeira da Mangueira evoluem, graciosos, lindos e soltos, na avenida ensurdecida pela vigorosa bateria campeã?&lt;br /&gt; É. Eu realmente nada entendo de Carnaval...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7453625848448666984?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7453625848448666984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7453625848448666984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7453625848448666984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7453625848448666984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2009/03/e-tudo-se-acabar-na-quarta-feira.html' title='E tudo se acabar na quarta-feira'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5542652393614885692</id><published>2008-10-16T19:37:00.004-03:00</published><updated>2008-10-16T19:50:48.444-03:00</updated><title type='text'>Paris: derrubando mitos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/SPfFO9wj_eI/AAAAAAAAAB4/TWe7DE1qBwc/s1600-h/DSC00080.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/SPfFO9wj_eI/AAAAAAAAAB4/TWe7DE1qBwc/s320/DSC00080.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257887950865432034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fui a Paris, alguns dias atrás.&lt;br /&gt;Muita gente vai, eu sei. Mas, fui para tornar realidade um sonho de juventude.&lt;br /&gt;Doze anos em escola da colônia francesa em São Paulo (o Liceu Pasteur, na Vila Mariana), mais dois na Aliança Francesa, somados às dúzias de posters pendurados nas paredes de toda e cada sala de aula. Isso cria uma vontade doida de ir conhecer Paris, garanto!&lt;br /&gt;Sou do tipo que lê antes sobre o destino, compra guias, monta planos, otimiza tempo e recursos. E assim fiz. E curti muito.&lt;br /&gt;Logo que a viagem se concretizou, começaram a surgir os vendilhões de mitos. Coisa de gente que nunca foi, ou que foi mas não soube aproveitar, por desconhecimento cultural, à cidade-luz.&lt;br /&gt;Os mitos foram do ridículo ao improvável.&lt;br /&gt;Um ridículo: as ciganas vão te cercar, em praça pública e, enquanto vc não der uns trocados para elas, não terá um pingo de sossego. Este caiu por terra, estrondosamente. Não vi uma cigana sequer... e olhe que fui a muitos lugares!&lt;br /&gt;Outro ridículo: os franceses são sujos, não tomam banho, e andam mal-vestidos. Bastou sair, logo no primeiro dia à tarde, para ver como as mulheres (de todas as idades) e os homens são bem-vestidos, limpos, bonitos mesmos!&lt;br /&gt;As mulheres, desde crianças de pouca idade, até senhoras em idade avançada, têm seus cabelos cortados e penteados, usam (as mocinhas e as mais velhas) pintura sob os olhos, carmim nos lábios, unhas bem pintadas... Onde estão os sujos, os mal-vestidos? Só na mente dos que olham e nada vêem.&lt;br /&gt;Um improvável: os franceses hostilizam os turistas. Realmente, há uma hostilidade no ar, principalmente quando consideramos o sinônimo de hostil como sendo “provocante”. Veja no Aurélio, se tem dúvida.&lt;br /&gt;Há muitas formas de ser provocante: pela beleza externa, pela cultura, pela inteligência...&lt;br /&gt;além de outras. O francês é, realmente, hostil, pois nos provoca com seus sorrisos, com suas gentilezas, com seus comentários interessantes quando indicam um local, por sua elegância onipresente. Não consegui derrubar este mito, em minha interpretação aureliana da palavra hostil. Mas, o enterrei em sua acepção mais vulgar. Vulgaridade não combina com Paris, berço histórico da civilização e da cultura.&lt;br /&gt;Outro mito que me venderam, temporariamente, enquanto ainda em terras brasilienses: os hotéis não têm banheiro com água, pois não se toma banho em Paris. &lt;br /&gt;O hotel em que fiquei, embora de categoria turística simples, tinha um bom banheiro, com água quente a qualquer hora do dia ou da noite. Há quem tenha ido a hospedarias para estudantes - o velho problema de economizar os vinténs, que eu tanto abomino - e tenha sido privado de um bom banheiro. &lt;br /&gt;Mas, Paris é eminentemente cosmopolita e, portanto, apresenta aspectos comuns a vários países. Então, há que ter hospedarias sem banhos quentes, como São Paulo, Rio ou Curitiba. &lt;br /&gt;Julgar a cidade-luz por um detalhe menor é uma injustiça própria dos menores.&lt;br /&gt;O próprio conceito de mito explica porque há os maldizentes que buscam apontar, adrede, &lt;br /&gt;o que não conhecem, e não existem. &lt;br /&gt;No começo do livro sétimo da República, Platão explica o processo pelo qual a alma humana passa da ignorância à verdade. Esse processo, também conhecido como mito da caverna, em filosofia, relaciona, não por acaso, como o ser humano pode transformar em verdade o que sua ignorância aceita, mesmo que seja algo irreal.&lt;br /&gt;E tenho dito. Vive la France! Vive Paris!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5542652393614885692?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5542652393614885692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5542652393614885692' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5542652393614885692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5542652393614885692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2008/10/paris-derrubando-mitos.html' title='Paris: derrubando mitos'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/SPfFO9wj_eI/AAAAAAAAAB4/TWe7DE1qBwc/s72-c/DSC00080.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-1528247134217390837</id><published>2008-09-14T18:23:00.002-03:00</published><updated>2008-09-14T18:27:45.446-03:00</updated><title type='text'>Espero</title><content type='html'>Jurou: voltarei aos seus braços,&lt;br /&gt;E, juntos, seguiremos além!&lt;br /&gt;Partiu... Olho seus passos.&lt;br /&gt;Espero... Sei que não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumindo, ao longe, distante,&lt;br /&gt;No anil seu vulto confundo.&lt;br /&gt;Ai! Amor cruciante,&lt;br /&gt;Em mim, já sois moribundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado, lembro seus traços,&lt;br /&gt;(É só o que resta, porém...)&lt;br /&gt;Partiu... Olho seus passos.&lt;br /&gt;Espero... Sei que não vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-1528247134217390837?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/1528247134217390837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=1528247134217390837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/1528247134217390837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/1528247134217390837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2008/09/espero.html' title='Espero'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7751906895543676242</id><published>2008-09-14T17:48:00.002-03:00</published><updated>2008-09-14T18:03:30.977-03:00</updated><title type='text'>As covinhas de teu rosto</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Pertence o mais belo a ti:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;As covinhas de teu rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Com um só de teus sorrisos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Superas do grego a classe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Fídias, com planos precisos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nunca, talvez, te igualasse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;Quando a morte me chegar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Junto a ti, juro, me posto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Um consolo a suplicar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Dá-me um derradeiro gosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quero enterrado ficar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Nas covinhas de teu rosto!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;*&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt; 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431 a.C. &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Escultor e arquiteto grego. Amigo e protegido de Péricles é, sem dúvida, o artista culminante do classicismo grego. Diretor das obras da Acrópole.&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"   lang="PT"&gt;A sua obra costuma agrupar-se em dois grandes blocos: os relevos e as estátuas. Entre os relevos sobressaem os frisos do Parténon, que representam cenas mitológicas e que se encontram, na sua maioria, no Museu Britânico. Quanto às estátuas, não se conservam a monumental &lt;i style=""&gt;Atenea Promaco,&lt;/i&gt; que tem grande fama no mundo antigo, nem a &lt;i style=""&gt;Atenea Partenos;&lt;/i&gt; ambas estão no Parténon. São também famosas, embora delas apenas nos cheguem fragmentos ou cópias, a &lt;i style=""&gt;Atenea Lemnia,&lt;/i&gt; e o &lt;i style=""&gt;Zeus&lt;/i&gt; sentado do santuário de Olímpia.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7751906895543676242?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7751906895543676242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7751906895543676242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7751906895543676242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7751906895543676242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2008/09/as-covinhas-de-teu-rosto.html' title='As covinhas de teu rosto'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7388610217197038900</id><published>2008-04-23T16:39:00.003-03:00</published><updated>2008-04-23T17:01:38.341-03:00</updated><title type='text'>E porque não dissemos nada ...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;E porque não dissemos nada ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A Cidade Universitária é um contorno natural da Unicamp.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;            Assim, a quem trabalha ou estuda naquela universidade, nada mais natural que busque residir em suas proximidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Muitos professores e funcionários da Unicamp residem na Cidade Universitária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O bairro, originalmente pouco ocupado, sempre procurou manter seu ar bucólico, com suas árvores frondosas espalhando sombras pelas casas e calçadas, mas principalmente pela quietude noturna, tão buscada por todos os seus moradores. Isso tornava a Cidade Universitária um raro e invejado exemplo de harmonia entre a civilidade e a cidadania.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas, a universidade cresceu, aumentou as vagas para alunos e nosso bairro paga, hoje, um alto preço pelo sucesso da Unicamp em formar mais e mais alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O exemplo mais característico do alto preço que pagamos é a existência das assim chamadas “repúblicas”, residências do bairro cujos proprietários decidiram alugar para grupos de alunos da Unicamp.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em contraste com as moradias, habitações coletivas construídas especialmente para colher alunos em apartamentos individuais, as repúblicas não têm administração alguma, pecam pela limpeza e suas fachadas mostram o total desprezo de seus moradores pela ordem e disciplina: lixeiras vazias e lixo acumulado ao redor delas, garrafas de bebidas alcoólicas atiradas nas calçadas, ausência de cuidado com plantas e chão, em geral, imundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não se pode atribuir a culpa aos locadores, pois eles viram apenas uma oportunidade de obter recursos advindos do aluguel de seus imóveis. Todavia, alguns raros locadores passam em revista seus imóveis-repúblicas, fazem por sua conta a jardinagem, recolhem o lixo e prezam em retribuir ao bairro aquilo que o bairro deu a eles: a urbanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há casos de proprietários que solicitaram a devolução do imóvel, ao tomarem conhecimento da reviravolta que os alunos fazem, não apenas no imóvel, mas no bairro, como um todo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Algumas repúblicas, e são mais do que se pensa, promovem, em plena quinta-feira, festas que começam às 10 horas da noite e vão, madrugada adentro, com sons infernais, alunos quase em coma alcoólica, e drogas, inevitavelmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;            Instrumentos de percussão, como baterias, marcam cada segundo dessas noites infernais, perturbando o sono de vizinhos que têm que trabalhar no dia seguinte. Mães com crianças de colo sentem de perto a irritação dos bebês, que acordam e não mais conseguem dormir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um ou outro vizinho – mas são raros – chama a viatura de policiamento do bairro para denunciar a quebra da conhecida (ao menos pelos cidadãos de bem) lei do silêncio, que não permite ruídos de alto nível entre 22 horas de um dia e 6 horas do dia subseqüente. A viatura vem, conversa com os baderneiros universitários, constata a presença de irregularidades, mas tudo fica por aí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os policiais afirmam que não podem agir de outra forma, que lhes falta autoridade para enquadrar na lei os futuros bacharéis da famosa Unicamp.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E a cada dia, novas repúblicas surgem, várias se tornando, em curto prazo, outro centro de desrespeito agressivo aos nossos direitos, como cidadãos honrados, respeitadores de seus pares, e desejosos de manter o bairro dentro de seus padrões originais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O poeta russo Vladimir Maiakovski (1893-1930) escreveu:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;“&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim e não dizemos nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;u&gt;Na segunda noite já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão e não dizemos nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;u&gt;Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;u&gt;E, porque não dissemos nada, já nada podemos dizer&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; “.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Está retratada a situação na Cidade Universitária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas ainda podemos dizer alguma coisa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Podemos pedir à sub-prefeitura que ative o policiamento do bairro, mas dando a eles a força legal que precisam para conter o ímpeto dos futuros profissionais liberais formados pela prestigiada universidade. Podemos, mesmo, identificar os locatários das repúblicas incontidas e abrir processo de queixa por violação da lei do silêncio. Podemos ir até as repúblicas, em plena orgia romana, e solicitar que parem com o som altíssimo, que refreiem seus instintos de homens e mulheres das cavernas, interrompendo o socar de tambores, os gritos estridentes sem sentido, a orgia com vítimas do “efeito irmandade”, que faz com que jovens vindos de famílias sérias e honradas, se embriaguem noites e noites, até que se formem, para poder usufruir o direito de “ser um deles”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outros preferem se calar, compactuando, pela omissão, com as badernas estudantis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como diz o poeta russo, “... e porque não dissemos nada, já nada podemos dizer”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Este texto é um grito de alerta para quem quer – e precisa – do antigo “modus vivendi” da Cidade Universitária. Processar um aluno maior é mais fácil do que se imagina, e tem efeito maior do que se espera. É um direito do cidadão honesto (Código Civil, Dos Direitos de Vizinhança - Artigo 1277).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;            O Juizado de Pequenas Causas acolhe, sem custo financeiro, sem advogado. Mas, tudo deve começar com um Boletim de Ocorrência, feito ali na delegacia de Barão, atrás do Terminal de ônibus, mesmo durante a noite da orgia estudantil, e com um outro vizinho como testemunha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;                Há um posto do Juizado de Pequenas Causas no Liceu Na. Sra. Auxiliadora, funcionando às segundas-feiras à tarde, e outro no Supermercado Extra da Rua da Abolição, fone 3776-4030. Basta levar o endereço da "república". As ações têm que ser individuais, mas vários vizinhos podem entrar com a mesma ação, simultaneamente, o que angaria maior atenção dos juízes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7388610217197038900?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7388610217197038900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7388610217197038900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7388610217197038900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7388610217197038900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2008/04/e-porque-no-dissemos-nada.html' title='E porque não dissemos nada ...'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-2497692680562717551</id><published>2008-02-13T11:00:00.001-02:00</published><updated>2008-02-13T11:04:34.171-02:00</updated><title type='text'>Tirando do baú</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nosso idioma é muito rico em palavras, e isso faz com que algumas delas fiquem silenciosamente enfiadas no baú do esquecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alguns literatos gostam de ressuscitar velhas palavras, principalmente em poesias, acreditando, talvez, que isso valorize suas escritas, o que não é uma verdade absoluta. Há, entre eles, os literatiços de última hora, também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, todos os que escrevem, sempre tentam trazer à luz algumas palavras de sua preferência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu, por exemplo, deixei crescer barba e bigode.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até aí, nada de novo. Muitos fazem isso por algum motivo qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas eu vi, nisso, meio sem querer, uma chance de acender uma luz sobre um verbo que fica anos e anos jogado no fundo do baú do idioma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Trata-se do verbo &lt;b style=""&gt;cofiar&lt;/b&gt;, sujo significado, segundo o Aurélio, é: alisar, afagar (a barba, o bigode, o cabelo), passando a mão por eles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ora, se não se tem barba e bigode, uma boa parte do campo de ação do verbo cofiar fica prejudicada, restando apenas o cabelo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cofiar o cabelo não tem o mesmo sabor, a mesa ênfase, a mesma magia de cofiar a barba, ou o bigode.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só quem tem barba longa e bigode sabe disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao cofiar, passamos a terceiros a imagem de pensador. Pois só um pensador tem esse gesto, quando se põe a meditar sobre algum assunto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao cofiar, passamos a imagem de sabedoria. A maioria dos filósofos antigos, e até alguns aí da Unicamp, têm barba e bigode que cofiam, sem perceber, quando estão a meio de um processo interno de pensar com sabedoria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os muito jovens, em grande parte ainda imberbes, ou com barba anunciada, mas não publicada, ainda não têm sabedoria acumulada, que vem com o tempo. Portanto, não cofiam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem querer abrir polêmica com as mulheres, muitas a quem atribuo um lato senso de profundidade e sabedoria, elas não cofiam, pois não foram beneficiadas com a dádiva da barba e do bigode.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Umas até têm certo buço, que as aflige. Mas, não é nada que se possa cofiar. Até procuram extirpá-los, pouco interessadas no apoio que poderiam dar a seus pensamentos mais complexos, ao cofiá-los, por menores que fossem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Começo a acreditar que os antigos pensadores tinham longas barbas e bigodes para poderem fervilhar suas idéias, enquanto as cofiavam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acredito ter trazido à luz o verbo cofiar, embora sua visita ao mundo externo do baú do esquecimento seja muito efêmera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-2497692680562717551?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/2497692680562717551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=2497692680562717551' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2497692680562717551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2497692680562717551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2008/02/tirando-do-ba.html' title='Tirando do baú'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-6756718931393497951</id><published>2008-01-29T14:18:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T14:20:59.276-02:00</updated><title type='text'>O marido não precisa saber</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;                Há fortes indícios de que as mulheres financeiramente independentes ainda se sentem na obrigação de prestar contas para seus maridos ou namorados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ou seja, todo o esforço de emancipação da mulher, desde algumas décadas, não conseguiu que, mesmo tendo sua própria renda, fruto de seu trabalho, elas se sintam descomprometidas com a opinião do homem de sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Algumas leitoras podem achar que estou inventando história e procurando chifres em cabeça de cavalos. Nada disso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O importante jornal americano New York Times entrevistou um grupo de mulheres com ganhos salariais significativos e uma nova realidade veio à tona.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As mulheres americanas estão pagando suas compras em dinheiro vivo como forma de evitar a desagradável sessão de satisfações a maridos ou namorados. Isto elimina, segundo elas, a discussão sobre o que comprou, porque comprou, quanto pagou e se o que foi comprado realmente era de extrema necessidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma das entrevistadas, de 50 anos, casada há 27, tem seu próprio negócio e manipula seu orçamento pessoal, além daquele da empresa. Disse sentir-se mais à vontade ao chegar em casa com muitas sacolas e sem ter deixado rastros nos cartões de créditos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A pesquisa aponta o fato de que tal tendência se verifica mais freqüentemente em lojas de artigos de luxo, com muitos itens acima de 10 mil dólares. Como as mulheres americanas representam 65% dos consumidores de artigos de luxo, mercado que cresce na taxa de 32% ao ano, pode-se imaginar o impacto desse novo hábito nos lares americanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A força de trabalho americana conta com 56% de mulheres, mas a grande maioria revelou &lt;span style="color: black;"&gt;que ainda tem necessidade de esconder do marido quanto gasta em itens pessoais, especialmente em roupas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;"&gt;Segundo a psicóloga Kathleen Gurney, entrevistada pelo New York Times, se a mulher sente a necessidade de esconder suas despesas, pagas com seus próprios recursos, isto pode ser considerado como ausência do sentimento de independência. Ela acredita que um diálogo aberto sobre as compras vai melhorar, e muito, o relacionamento marido-mulher.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na sociedade brasileira, onde o percentual de mulheres na força de trabalho tem aumentado significativamente, essa necessidade de diálogo pós-compras não se faz tão presente quando a mulher é financeiramente independente. Talvez o assim chamado “machismo brasileiro” seja neutralizado pela contribuição da mulher na receita doméstica. O marido vê a parceira como sócia e com certos direitos, na medida em que a figura do cabeça do casal fica diluída, se comparada a épocas passadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É evidente que sempre haverá exceções, mas a ausência de pesquisas não nos permite validar, de maneira extensiva, esse posicionamento da mulher brasileira, na comparação com a americana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- “Querido! Estou ligando para avisar que vou chegar bem mais tarde, hoje, para jantar. Vou comprar alguns itens que preciso na Daslu. Vá jantando com as crianças e não me espere tão cedo! Beijos!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-6756718931393497951?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/6756718931393497951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=6756718931393497951' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6756718931393497951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6756718931393497951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2008/01/o-marido-no-precisa-saber.html' title='O marido não precisa saber'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4011463742383558984</id><published>2007-11-19T16:29:00.000-02:00</published><updated>2007-11-19T16:48:15.172-02:00</updated><title type='text'>Banalização dos sentimentos</title><content type='html'>Sou um usuário da Internet desde que ela existe.&lt;br /&gt;Recebo, todos os dias diversos emails, vindos de amigos e conhecidos, com mensagens.&lt;br /&gt;Uns vêem com música de fundo, daquelas de elevador. Outras com frases que levam muito tempo para se formar na tela, girando, invertendo, piscando, até que se tornem legíveis.&lt;br /&gt;As mais melosas vêem com fotos de paisagens, a maioria de outros países, que vão se alternando até a última tela aparecer.&lt;br /&gt;No final, um tipo de frase que considero "comando", na maioria das vezes muito chatas, desagradáveis:&lt;br /&gt;-"Se você não passar esta mensagem para dez pessoas, a sua vida será castigada!"&lt;br /&gt;Ou: "Passe esta mensagem para seu melhor amigo, pois ele pode estar precisando de você!"&lt;br /&gt;Ainda acho que o telefone é mais eficiente. Ou uma visita, melhor ainda!&lt;br /&gt;Entre fechos de textos com ameaças e outros com insinuações de desgraças, eu passei a não achar mais nada neles!&lt;br /&gt;É a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;banalização dos sentimentos&lt;/span&gt;, via mensagens.&lt;br /&gt;Os menos cultos ficam babando diante de fotos lindas e dão pouca importância ao objetivo de cada texto.&lt;br /&gt;Os mais cultos já sabem, logo na primeira tela, o que virá depois, considerando a obviedade de todos eles.&lt;br /&gt;Assim, quem precisa de mensagem melosa, com fotos lindas, com musiquinha de elevador?&lt;br /&gt;Eu acho que, pela saturação atual, ninguém mais precisa.&lt;br /&gt;Tenho vontade de responder aos que me mandam tais mensagens, usando uma abordagem direta, seca, e real:&lt;br /&gt;-"Olha, meu amigo! Esta é a décima segunda ameaça que você me faz enviando textos padrão de mensagens melosas, impróprias para quem tem diabetes (não é o meu caso, felizmente!), e me dando comandos para eu obedecer, ao final! Chega disso, por favor! Não sou tão ignorante para chorar a cada mensagem, tão carente para me emocionar, tão ruim para mudar de vida, tão necessitado de que alguém me diga o que fazer. Chega!".&lt;br /&gt;Pena que a maioria dos meus "amigos com musiquinhas de elevador" não lerão este texto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4011463742383558984?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4011463742383558984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4011463742383558984' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4011463742383558984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4011463742383558984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/11/banalizao-dos-sentimentos.html' title='Banalização dos sentimentos'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-9214090142009385247</id><published>2007-11-19T15:57:00.000-02:00</published><updated>2007-11-19T23:31:50.087-02:00</updated><title type='text'>Pegos pela palavra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A expressão do título é, geralmente, empregada quando alguém se pronuncia, de forma enganosa, sobre determinado assunto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas, há outras formas de ser "pego" pela palavra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Recentemente, uma quadrilha de assaltantes foi identificada e presa antes que consumasse mais um ato criminoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A quadrilha foi "pega pela palavra".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O plano era invadir um condomínio de classe alta, simulando um atendimento de chamado de assistência técnica, o que permitiria ao bando passar pela guarita sem ser detido, e sem chamar a atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Para emprestar maior veracidade ao suposto atendimento técnico, a quadrilha usou um furgão, o qual ficaria estacionado defronte o condomínio, de maneira visível, para tirar qualquer dúvida que o porteiro pudesse ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Foram além: criaram uma empresa fictícia e escreveram o nome dela, com adesivos, nas laterais do furgão. Sob o nome da empresa, um endereço na Internet. Tudo bem planejado e convincente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas, a polícia, que já andava de olho nos bandidos, acompanhou a operação à distância e só tiveram certeza absoluta da data da ação criminosa quando viram o tal furgão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Lendo o nome da empresa, viram a palavra “Impório” escrita assim mesmo, com o “i” inicial. A mesma palavra se repetia no site, abaixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Os policiais logo viram que um erro daquele jamais seria cometido por uma empresa real.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Desconfiados, detiveram o furgão, já na porta do condomínio-alvo do crime e, assim, encontraram toda a quadrilha prontinha para a ação final: um apartamento onde o proprietário estava ausente, situação levantada pela quadrilha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Esse foi um caso em que toda uma quadrilha “foi pega pela palavra”, certamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Talvez o responsável pela escrita seja algum aluno de segundo grau, desses que escrevem errado, mas, ainda assim, passam de ano. O mau aluno de português acaba, um dia, sendo pego pela palavra. Geralmente, no vestibular, mas, no caso aqui citado, foi num crime banal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-9214090142009385247?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/9214090142009385247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=9214090142009385247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9214090142009385247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/9214090142009385247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/11/se-perdeu-pela-palavra.html' title='Pegos pela palavra'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4296900993565829183</id><published>2007-10-26T22:40:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T18:39:49.699-02:00</updated><title type='text'>As fotos de céu que faltaram</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkqaDuOAI/AAAAAAAAABY/L9AHL3aQzn8/s1600-h/No+Tempo096.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkqaDuOAI/AAAAAAAAABY/L9AHL3aQzn8/s320/No+Tempo096.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125770005613262850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkdqDuN_I/AAAAAAAAABQ/Tgu11k2Vwhg/s1600-h/No+Tempo090.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkdqDuN_I/AAAAAAAAABQ/Tgu11k2Vwhg/s320/No+Tempo090.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125769786569930738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkSKDuN-I/AAAAAAAAABI/A2qtqNXRHUw/s1600-h/Junho15021.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkSKDuN-I/AAAAAAAAABI/A2qtqNXRHUw/s320/Junho15021.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125769589001435106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkCKDuN9I/AAAAAAAAABA/FZd_bEeKDqg/s1600-h/ceu25.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkCKDuN9I/AAAAAAAAABA/FZd_bEeKDqg/s320/ceu25.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125769314123528146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJja6DuN8I/AAAAAAAAAA4/J34ePhWIdTc/s1600-h/ceu24.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJja6DuN8I/AAAAAAAAAA4/J34ePhWIdTc/s320/ceu24.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125768639813662658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não consegui colocar mais de uma foto no post anterior.&lt;br /&gt;Fui tentando e agora inseri as fotos nesse novo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4296900993565829183?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4296900993565829183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4296900993565829183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4296900993565829183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4296900993565829183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/10/no-consegui-colocar-mais-de-uma-foto-no.html' title='As fotos de céu que faltaram'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyJkqaDuOAI/AAAAAAAAABY/L9AHL3aQzn8/s72-c/No+Tempo096.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4483721336664689107</id><published>2007-10-26T21:59:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T18:39:49.810-02:00</updated><title type='text'>Céus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyIvqaDuN5I/AAAAAAAAAAg/pRVhBgsibvk/s1600-h/ceu13.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyIvqaDuN5I/AAAAAAAAAAg/pRVhBgsibvk/s320/ceu13.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125711731496990610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando o ser humano se sente abandonado, sem o apoio de alguém, olha logo para cima. Para o céu. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É lá que deve estar Deus&lt;/span&gt;, pensa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Como o globo terrestre é redondo, e não para de girar, dentro de um mesmo dia poderemos estar olhando para “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;céus&lt;/span&gt;” diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Num momento de reflexão, podemos olhar o céu de maneira variada. Ora, observando um infinito colorido, cheio de nuvens. Ora, tentando entender o que realmente significa o universo, em sua dimensão infinita (se é que existe “dimensão infinita”, pois dimensão é medida concreta, real, finita).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Coloco aqui algumas fotos de céus que eu mesmo fotografei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Não pretendo que sejam apreciadas por seu conteúdo, mas gostaria que os seres mais “mundanos”, desses que só olham para baixo, adquirissem o hábito de levantar os olhos e ver o céu com carinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Ali, nada se pode controlar. A chuva forte que inunda, o ciclone que arrasa, os raios que queimam florestas. Tudo acontecendo à revelia, sem que possamos alterar um mínimo aspecto. É a grandiosidade de um espetáculo sempre novo, sempre diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4483721336664689107?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4483721336664689107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4483721336664689107' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4483721336664689107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4483721336664689107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/10/cus.html' title='Céus'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyIvqaDuN5I/AAAAAAAAAAg/pRVhBgsibvk/s72-c/ceu13.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-1974933145109240583</id><published>2007-10-25T13:48:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T18:39:50.036-02:00</updated><title type='text'>Quero ir embora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyDFDKDuN4I/AAAAAAAAAAY/iuszZ3eNhwg/s1600-h/VanGogh1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyDFDKDuN4I/AAAAAAAAAAY/iuszZ3eNhwg/s320/VanGogh1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125313033977870210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Se indagados sobre quais os requisitos principais para a genialidade de uma pessoa, provavelmente diríamos: inteligência, estudo, disciplina. Alguns acrescentariam a sorte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;É bem verdade que esses atributos podem definir a genialidade de muitos que se destacaram na história da humanidade. E até entendemos isso. Einstein é um dos muitos exemplos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas, há um contingente de gênios que não se enquadraram nos atributos citados. Ao contrário, literalmente fugiram deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;É o caso de Vincent Van Gogh, ilustre pintor, considerado um dos mais geniais pintores da história e que demonstrou, por seus atos e por sua vida, não ter a inteligência que preserva o ser humano, o estudo que o faz evoluir nos conhecimentos, e a disciplina que o permite alcançar o sucesso e a glória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Van Gogh foi um gênio que correu na contra-mão da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Nunca foi constante em nada a que se propôs fazer, desistindo de tudo aquilo que lhe faria ter uma visão mais ampla da vida e das pessoas que o cercaram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Em certa fase crítica – se é que houve alguma que não fora crítica – decide ser pastor evangélico. Mas, não tinha o dom da palavra, não se comunicava bem com as pessoas e chegava até mesmo a despertar certa aversão em alguns de seus fiéis. Em determinada igreja, os membros chegam a pedir o seu afastamento, por considerá-lo inadequado à posição de pastor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Precisando de recursos para se sustentar, Van Gogh se emprega na Casa Goupil, importante galeria de arte, na matriz de Bruxelas onde se dedica ao trabalho, mas seu comportamento estranho logo o torna indesejável e ele é transferido para a filial de Paris. Nesta filial, acaba sendo despedido por mau desempenho das tarefas que lhe eram destinadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Ora, uma pessoa inteligente, que precisa de recursos, procura se esmerar no trabalho, busca uma promoção, faz carreira. Tudo isso traz a compensação econômica e uma vida mais tranqüila. Não para Van Gogh. Onde está o fator inteligência que se supõe presente na genialidade? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Em 1877, o pai de Van Gogh, um pastor evangélico, reúne a família e, de comum acordo, decidem enviar Vincent à Universidade de Amsterdã. Pouco mais de um ano após iniciar naquela Universidade, Van Gogh decide abandonar seus estudos e voltar para casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Ora, uma pessoa genial procura estudar, e nunca abandona um curso superior apenas por se sentir torturado pela rotina da Universidade. Outro fator da composição da genialidade que não se faz presente na vida de Vincent Van Gogh.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Ele tentou fazer tantas e tantas coisas diferentes, morou em diversos países, foi apadrinhado para conseguir bons estudos, bons empregos e vivia de mesada enviada por seu irmão Theodore, intimamente chamado de Theo, a partir de certa etapa de sua vida errática. Nunca fez nada por completo, exceto seus desenhos e pinturas, demonstrando não ter disciplina para levar a cabo qualquer tarefa, mesmo que essa fosse imprescindível à sua sobrevivência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Van Gogh só conseguiu vender um quadro, ainda em vida, o que mostra a mais absoluta ausência do fator sorte em sua busca por algo que nem ele mesmo conseguia definir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Em resumo, o grande gênio Vincent Van Gogh não demonstrou ter uma inteligência razoável, abandonou oportunidades de estudo e não tinha qualquer noção – nem a mais básica – de disciplina. E a sorte sempre passou ao largo de sua vida, de seus planos, de suas buscas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Isto derruba a tese levantada no primeiro parágrafo, acima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Um gênio não tem fórmulas, condutas e objetivos baseados em fatores da vida comum que estamos acostumados a ver. Nem mesmo o próprio gênio entende a sua vida, conhece bem as molas propulsoras de sua genialidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Assim, só nos cabe admirar as obras de Vincent Van Gogh, um gênio da pintura, que nunca viveu de seus quadros e acabou se suicidando, num ato de loucura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;No hospital, após dar um tiro em si mesmo, já sem esperança de vida, ele balbucia suas últimas palavras: “Quero ir embora!”. E, só então, vai experimentar a tranqüilidade, nada mais tendo para correr em busca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-1974933145109240583?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/1974933145109240583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=1974933145109240583' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/1974933145109240583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/1974933145109240583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/10/quero-ir-embora.html' title='Quero ir embora'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Qnl9aUFIHpQ/RyDFDKDuN4I/AAAAAAAAAAY/iuszZ3eNhwg/s72-c/VanGogh1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4264637109806392677</id><published>2007-09-12T18:31:00.000-03:00</published><updated>2007-09-12T19:18:01.711-03:00</updated><title type='text'>Vergonha de ser brasileiro</title><content type='html'>Hoje, fato raro, estou com vergonha de ser brasileiro.&lt;br /&gt;Explico: acabo de ver a absolvição do senador Renan Calheiros, aquele que leva a esposa ao senado para dizer que a traiu e teve uma filha com a amante, a quem nomeia, de público.&lt;br /&gt;Aquele que manipula documentos falsos para se defender.&lt;br /&gt;Aquele que se locupleta às custas de favores envolvendo dinheiro público para empreiteiras desonestas.&lt;br /&gt;Aquele que a mídia provou, com documentos probos, ser desonesto, ter sonegado impostos à Receita Federal em suas declarações, que favoreceu a Schincariol numa transação mais que safada.&lt;br /&gt;Bem... aquele safardana que todo o Brasil conhece e não mais respeita.&lt;br /&gt;Hoje foi fechado o Senado Federal, nos dizeres de um dos raros senadores honestos, Cristovam Buarque.&lt;br /&gt;Amanhã o Brasil nascerá sem uma de suas instituições que deveria ser um exemplo para todo o país, mas se afogou no mar de lama da votação secreta, no caso Renan.&lt;br /&gt;Os senadores petistas Aloizio Mercadante e Ideli Salvatti foram os articuladores para a criação do pântano onde se afundariam os 40 senadores cegos, coniventes, mau caráter, que votaram pela absolvição.&lt;br /&gt;Pobre Senado! Pobre Brasil!&lt;br /&gt;Não há mal que sempre dure, diz um velho ditado. Mas, esse governo está durando além do que a decência permite.&lt;br /&gt;Pior! Nada podemos fazer!&lt;br /&gt;Então, escrevo em meu blog para registrar meu nojo pessoal pelos senadores que absolveram, por puro corporativismo, ou por ter o rabo preso, o pior de todos os senadores, vergonha do Brasil.&lt;br /&gt;Esse foi o nosso nine/eleven político.&lt;br /&gt;Aviões da infâmia foram sequestrados por políticos terroristas e se chocaram com as duas torres do Senado de Brasilia.&lt;br /&gt;Que pena! Que nojo! Que vergonha de ser brasileiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4264637109806392677?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4264637109806392677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4264637109806392677' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4264637109806392677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4264637109806392677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/09/vergonha-de-ser-brasileiro.html' title='Vergonha de ser brasileiro'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5344394176689605335</id><published>2007-08-19T16:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-19T16:53:52.345-03:00</updated><title type='text'>Vamos matar nossos netos?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;                   Diversas pessoas, em todo o mundo, já viram o documentário intitulado “Uma verdade inconveniente” (&lt;i style=""&gt;An inconvenient truth, &lt;/i&gt;em inglês), disponível em qualquer locadora, ali na esquina. O apresentador é o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;        Vai uma grande distância entre “ver” e “entender”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Devido ao nível da abordagem adotada pelo apresentador, que pretende atingir governantes, cientistas e pessoas com determinado nível educacional, essa importante mensagem vai passar ao largo da ignorância de grande parte do povo brasileiro, infelizmente. E de outros países, também, certamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;O documentário nos dá uma visão realista do futuro do planeta e nos alerta para um perigo real e imediato: o aquecimento global.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Cada um de nós – e isso inclui você, leitor – tem que assumir seu papel na preservação do planeta, para que as catástrofes previstas para 2050 (todas elas endossadas pelos maiores cientistas de todo o mundo) não aconteçam, ou sejam mais amenas do que deverão ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A famosa filosofia do “&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;e eu com isso?”,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; tão presente na maioria dos ambientes que costumamos freqüentar, poderá nos tornar – pela omissão – algozes de nossos próprios netos, a quem delegaremos um planeta comprometido, inviável, mortal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sim, se nos mantivermos à margem dos fatos, estaremos matando, todos e cada um, nossos próprios netos, entregando a eles água contaminada, escassez de alimentos, temperaturas elevadas que gerarão furacões e outros cataclismos em todo o mundo. E não adianta contemporizar, pois as medidas para evitar tais fatos devem ser tomadas aqui e agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há pessoas que já viram o documentário e tiveram reação do tipo&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “isso só acontece em outros países”&lt;/span&gt;, pois estão acostumados a ver catástrofes “lá fora”. Mas, os mapas feitos por cientistas mostram o Brasil sendo igualmente atingido por todos os “cavaleiros do Apocalipse” mostrados na apresentação de Al Gore, e com a mesma intensidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aqui mesmo, na América Latina, uma enorme geleira do Peru virtualmente desapareceu do mapa, em menos de dez anos. Lagos dos Andes secaram e diversos rios brasileiros têm seus leitos reduzidos, ano a ano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sensacionalismo? Os cientistas consultados e os dados retirados de trabalhos científicos são de muita credibilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O que faremos, então? O documentário traz uma pequena lista de atitudes para impedir o aquecimento global... e salvar nossos netos e os filhos deles. São elas: troque uma lâmpada por outra mais econômica, dirija menos, recicle mais o seu lixo, revise seus pneus, use menos água quente, evite produtos com muitas embalagens, ajuste seu termostato (ar condicionado doméstico e de escritório), plante uma árvore, desligue os aparelhos eletrônicos quando não em uso, faça parte da solução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O documentário de Al Gore quebra mitos e apresenta gráficos inteligentes, bem didáticos, além de fotos impressionantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Vá até a sua locadora, alugue o vídeo “Uma verdade inconveniente”, reúna crianças e adultos da família, passe o vídeo e, no final, confira o grau de entendimento – e de comprometimento – de cada um.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ou vá se sentindo culpado, desde já, de ter entregado um planeta inviável, letal, aos seus queridos netinhos, e aos bisnetos também, mesmo que você não esteja aqui para conhecê-los.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como diz o Al Gore, faça parte da solução. Seus netos agradecerão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5344394176689605335?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5344394176689605335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5344394176689605335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5344394176689605335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5344394176689605335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/08/vamos-matar-nossos-netos.html' title='Vamos matar nossos netos?'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4766652432440678909</id><published>2007-08-06T19:17:00.000-03:00</published><updated>2007-08-06T19:19:43.642-03:00</updated><title type='text'>Parabéns, Lula!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            O Pan 2007 não começou bem. Houve vaia na abertura, fato até hoje comentado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas, justiça seja feita, Lula foi brilhante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ele conseguiu montar sua equipe principal e fez as substituições quando achou que, em determinas áreas, as coisas não iam lá muito bem. Um verdadeiro líder!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nem sempre apareceu diante das câmeras de televisão, mas sabe-se de seu empenho, das exortações aos seus camaradas, nos bastidores. E lá vai sua equipe cumprir seu importante papel perante o público brasileiro, sob aplausos sinceros e efusivos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Vez por outra, incauto, deixa escapar um comentário mais duro para um determinado membro de sua equipe. E, geralmente, está certo, correto! O elemento alvo perdeu tempo na hora em que mais se precisava dele, e viu virar o jogo, para desespero de Lula.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando os problemas aumentavam, lá estava, sempre presente, o Lula para fazer o meio de campo funcionar, aparar arestas, garantir a continuidade de ação de seus preferidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Se o desafio de hoje fosse enfrentar outras nações, Lula não se apertaria. Ele já vinha estudando a política posta em jogo pelo outro povo, anotando tudo nos mínimos detalhes, preparando-se para o confronto, defendendo os seus pontos de vistas voltados para o interesse do nosso Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nos momentos cruciais, Lula – meio a contragosto – conclamava os membros de sua equipe para se afastarem do garrafão, pois sabe, por experiência própria, dos efeitos danosos da longa permanência junto a esse garrafão rasteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Houve momentos de hesitação, quando o seus subordinados se acharam em dúvida quanto ao caminho a seguir, principalmente quando a pressão atingia níveis muito altos. Nessa hora, Lula pedia um tempo com seus homens de confiança para rever táticas e encontrar soluções. A equipe voltava à luta com mais confiança, impulsionadas por Lula.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Durante o acidente aéreo, um assessor deu uma bola fora. Não se soube de alguma manifestação de Lula, que preferiu se manter em silêncio. Mas, ele bem sabia que bola fora faz parte do jogo, mesmo sendo indesejável, naquela altura do campeonato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E assim o Pan foi chegando ao fim. E, como era de se prever, devido à sua excelente eficiência, Lula ganhou uma medalha de ouro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Para quem, até esta altura, acreditou que falávamos de nosso presidente, errou!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estamos falando do técnico da seleção de basquete masculino, o Lula (ou Lulinha como prefere ser chamado, mas sem o epíteto “paz e amor”, de seu homônimo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ele demonstrou eficiência técnica, persistência na busca do melhor para o país, controlou os seus jogadores, soube substituir os que não estavam atuando a contento, escolheu cada homem por seu passado de conhecimento e mestria, criou um espírito de equipe que uniu a todos, e seus homens subiram ao pódio ovacionados por milhares de brasileiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Realmente, há muitas diferenças entre os dois homônimos. Infelizmente o sonho do Pan acabou, e o Lulinha se foi com ele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;    Agora, é agüentar o outro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4766652432440678909?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4766652432440678909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4766652432440678909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4766652432440678909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4766652432440678909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/08/parabns-lula.html' title='Parabéns, Lula!'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5078412263287132160</id><published>2007-07-24T16:46:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T16:48:16.365-03:00</updated><title type='text'>Correntes e suas pragas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;               Desde muito tempo existem as assim chamadas “correntes”, que nada mais são do que mensagens passadas de pessoa a pessoa, pedindo alguma coisa, ou informando sobre determinado assunto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Jornais antigos, aqui no Brasil, se consultados, vão mostrar inserções feitas por alguém solicitando algo e pedindo que, ao ler, o leitor passasse adiante o que ali se pedia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Lembro de certas correntes da época: mulher pedindo que o marido fujão voltasse para casa, mocinha jovem pedindo que o Fulano a pedisse para namorar (o atual “ficar”), mãe pedindo pela cura do filho. E, sempre se pedia que a mensagem fosse repassada a alguém. Daí o nome corrente, sendo cada leitor um elo dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nunca soube dos resultados dessas antigas correntes. E jamais passei qualquer uma delas adiante. Questão de princípio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas, aquela antiga corrente publicada nos classificados dos jornais se travestiu e, hoje, revigorada, domina a rede mundial denominada Internet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eu recebo algumas correntes diárias, vindas, em geral, de amigos ou conhecidos que têm, por algum motivo, o meu endereço de mensagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As correntes, hoje, são mais incisivas, exigentes, ameaçadoras. Ontem, recebi uma que solicitava uma “reza brava para eliminar mal olhado” posto por alguém no filho de um conhecido. E me ameaçava, no final: “se você não passar isso adiante, sua sogra virá morar com você, para sempre, infernizando a sua vida!”. Não me preocupei, é claro. Até porque minha sogra já faleceu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outra, recebida ano passado, contava a história de um homem que pediu dinheiro a um amigo e, no final, jogou uma praga – daquelas bem temidas – caso não fosse atendido, ou caso a mensagem não fosse repassada para 100 pessoas. Sempre, é claro, tendo ele como beneficiado. É, o desemprego vem obrigando alguns a usar mais da criatividade. E, se eu não repassasse, meu terceiro filho ficaria doente. Tenho apenas dois filhos, logo estou isento de pragas desse tipo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma professora conhecida me enviou uma corrente onde pede que determinados alunos sejam atingidos por meus pensamentos e mudem de escola. Se eu não fizer isso, meus filhos não terminarão os estudos. Os meus já estão formados há muito tempo, logo estou imune a essa praga. Os alunos de hoje não se emendam, nem com corrente desse tipo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Acho incrível como pessoas – que reputo inteligentes e saudáveis – acreditam em correntes pela Internet, repassando as que recebem, temerosas de seus efeitos fatais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É de se supor que esses “correntistas” realmente acreditam nas conseqüências da interrupção da corrente e, assim, despejam em nossas telas os seus temores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não vi ainda, entretanto, corrente para pressionar senadores corruptos a entregarem seus mandatos, corrente para donos de empreiteiras que fraudam licitações públicas perderem suas empresas ou corrente para punir os que superfaturam obras públicas. Se, realmente, as pragas contidas nas correntes da Internet funcionassem, alguém já teria enviado alguma dessas correntes aqui citadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Enquanto isso, vou continuar abrindo indesejáveis correntes diárias, enviadas por amigos ou conhecidos. Uma praga que a Internet roubou dos classificados de jornais e para a qual ainda não há defensivo conhecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5078412263287132160?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5078412263287132160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5078412263287132160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5078412263287132160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5078412263287132160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/07/correntes-e-suas-pragas.html' title='Correntes e suas pragas'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-4932396043151862055</id><published>2007-07-05T12:59:00.000-03:00</published><updated>2007-07-05T13:18:01.301-03:00</updated><title type='text'>Pan! Pan! E bala perdida...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;            A poucos dias da abertura dos Jogos Pan-americanos, mais conhecidos por seu apelido Pan, temo pelos 5.662 atletas que deles participarão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há, hoje, uma operação de guerra na Favela do Alemão onde 1.350 homens vêm lutando contra bandidos ligados ao tráfico de drogas. E, após 57 dias desde o início da operação, a força-tarefa avançou única e tão somente 3 quilômetros, a partir do local definido como sendo a entrada da citada favela. Um resultado pífio, se considerarmos que o armamento usado pelos homens da lei é pesado em termos de efeitos, e que ainda não conseguiram prender os líderes do tráfico local.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Foram contados 19 mortos, em levantamento recente, mas esse número poderá subir a patamares maiores quando se entrar efetivamente no cerne da favela. E, muito provavelmente, a maioria dos mortos será composta por moradores sem ligação com o crime organizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pode-se imaginar uma cidade com disputas esportivas, de um lado, e policiais de outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Lendo matéria sobre os “bandidos de elite” que massacraram a doméstica trabalhadora na Barra da Tijuca, na mesma cidade do Pan, fiquei sabendo que um dos “rapazes-carrascos”, o Rodrigo, recém chegado de uma temporada de sete meses na Austrália, onde estudou inglês, está selecionado para trabalhar na equipe de apoio do Pan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É evidente que quem o selecionou não sabia de seus instintos criminosos, embora ele pertença a um grupo de “homens” que atacam mulheres, nas noites cariocas. Mas, a verdade é que, se não fosse preso pelo massacre da Sirlei, este jovem lá estaria para apoiar os atletas do Pan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Surge a natural pergunta: e se houver outros “rodrigos” infiltrados no Pan?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Coitados dos atletas que estão chegando, sem nada saber sobre o que corre nos bastidores da assim chamada “cidade maravilhosa”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os fundistas talvez tenham que correr velozmente dos motoqueiros que atiram nos policiais. As varas para saltos poderão manter os punguistas afastados dos bolsos dos atletas. Martelos poderão ser arremessados contra crianças e adolescentes que fazem os “arrastões” nas praias de Copacabana e Ipanema. A equipe de caratê poderá enfrentar os marmanjos de plantão nas portas dos estádios, à espera de oportunidades para o saque do momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A equipe de esgrima poderá se valer de seus floretes pontiagudos. A de natação se valerá das águas da Lagoa Rodrigo de Freitas, ou do mar, para uma fuga oportuna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A Daiane dos Santos terá que, em plena rua, dar um de seus famosos saltos mortais duplos carpados, passando sobre gangues de pivetes com estiletes em punho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A equipe de hipismo, mais privilegiada para saídas estratégicas, galopará sem freios pelas ruas vizinhas do Complexo Esportivo Deodoro, onde deveriam estar apenas competindo com outros atletas, e não com a bandidagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já o Tiro com Arco não poderá se defender das armas de fogo de última geração, trazidas do Paraguai sob fardos de feno inocentes, em caminhões de aparência séria. Vamos orar por eles!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É! Acho que muitas equipes não terão facilidade em se livrar dos momentos de insegurança durante o Pan. Algumas apenas poderão ouvir o pan! pan! pan! dos tiros da polícia e dos bandidos do Alemão, enquanto competem pelo primeiro lugar em suas modalidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O esporte – privilégio de poucos – apresentando no palco do Pan o que tem de melhor, e tendo como pano de fundo a violência – privilégio de muitos - cada um em seu campo de ação, tal como no esporte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-4932396043151862055?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/4932396043151862055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=4932396043151862055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4932396043151862055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/4932396043151862055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/07/pan-pan-e-bala-perdida.html' title='Pan! Pan! E bala perdida...'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7131794746671104141</id><published>2007-06-19T12:33:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T12:36:48.686-03:00</updated><title type='text'>Essas crianças tão impertinentes</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No dia 9 de setembro de 2003, quase quatro anos passados, a assessoria de imprensa do Congresso Nacional divulgou uma “invasão” de crianças àquela casa, “num ato para reivindicar ações mais efetivas no combate ao trabalho infantil doméstico”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Foi montado um gigantesco cata-vento defronte o Congresso, símbolo mundial de luta pela erradicação do trabalho infantil.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;E lá estava, toda sorridente, a senadora Patrícia Saboya Gomes do PPS do Ceará, na qualidade de Coordenadora da Frente Popular pelos Direitos da Infância e da Adolescência, que recebeu as crianças de braços abertos.&lt;span style=""&gt;                                                                                                      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Frente ao Presidente da Câmara na época, o Deputado João Paulo Cunha do PT de São Paulo, as crianças entregaram àquele político a Carta de Cartagena, um compromisso assinado por 13 países da América Latina para a luta contra o trabalho infantil doméstico.&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A citada senadora Patrícia Saboya Gomes comentou, na época, que “o documento apresentando nesse encontro mostra que o que essas meninas e meninos mais querem é ter o direito de ser feliz e viver a infância. São coisas tão simples de resolver, mas é triste perceber que ainda não conseguimos saldar essa dívida”.&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pois não é que no dia 14 de junho de 2007, o Jornal Nacional mostra que um outro grupo de crianças e adolescentes repete o ato de 2003, e nas portas do Congresso Nacional, pedem, como se fora por vez primeira, o mesmo que pediram antes: o fim do trabalho infantil.&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E foram recebidos pela mesma sorridente senadora Patrícia Saboya Gomes, agora mudada, de mala e cuia, para o PSB do Ceará. Desta feita, a eficiente senadora declarou: "Se o depoimento de uma criança não é ouvido, eu não sei mais o que pode ser ouvido nesse País". &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em 2003, o IBGE informou que 494 mil crianças e adolescentes abaixo de 17 anos trabalhavam, no Brasil, segundo levantamento feito em 2001.&lt;span style=""&gt;                                    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Agora, fala-se em 3 milhões de crianças trabalhando.&lt;span style=""&gt;                                                             &lt;/span&gt;Deixando de lado qualquer erro estatístico, a verdade é que a senadora citada aí acima parece ter memória muito curta, ou ser o que se convencionou denominar de “cara de pau”, pois não mexeu uma palha para fazer valer a sua Frente Popular pelos Direitos da Infância e da Adolescência, nesses quase quatro anos que medeiam as duas manifestações das crianças, e ainda tem o despudor de achar que o depoimento de uma criança não é ouvido, quando a ela caberia ser o maior ouvidor delas.&lt;span style=""&gt;                                                                                             &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não são apenas os grandes figurões do planalto que se empenham em dizer frases de efeito na frente das câmeras de televisão, sem ter qualquer compromisso com o que dizem. Começou a “era das patricinhas” na capital federal.&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                           &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Todos nós, brasileiros, sabemos que temos memória curta, mas a Internet nos permite acesso, a qualquer tempo e em qualquer lugar, aos arquivos de grandes jornais e revistas. Assim, nada mais fácil do que confrontar as duas “invasões” para se chegar à conclusão que as pobres crianças invadiram um reino de papelão, onde muros e castelos são apenas fachadas para esconder a verdade. Não há ninguém preocupado com os 3 milhões de crianças que trabalham.&lt;span style=""&gt;                              &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                          &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se a “invasão” dos infantes for um fenômeno cíclico, em 2011 teremos nova ação e, provavelmente, a mesma senadora Patrícia Saboya, talvez bandeada para um terceiro partido, com outra frase bombástica para a televisão.&lt;span style=""&gt;           &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt; O sorriso será o mesmo, assim como os resultados práticos de sua ação parlamentar: &lt;b style=""&gt;nada!&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;                                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                               &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pobres crianças trabalhadoras! Mobilização geral a cada quadriênio para ver um sorriso fictício na face de um senador da república que, certamente, continuará nada fazendo por elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7131794746671104141?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7131794746671104141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7131794746671104141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7131794746671104141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7131794746671104141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/06/essas-crianas-to-impertinentes.html' title='Essas crianças tão impertinentes'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-185233483481326963</id><published>2007-06-19T12:30:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T12:31:45.050-03:00</updated><title type='text'>As férias de julho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Vai acabando o mês de junho e as cidades – principalmente as grandes – vão se acalmando, aos poucos. É o prenúncio das férias escolares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A química do cidadão urbano muda no mês de julho. Comece a notar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O trânsito, principalmente defronte as escolas – e em especial no Rio Branco, aqui de Barão – caótico por natureza, nos períodos letivos, chega a ficar ridiculamente fraco. Nada de mães que, em suas "vans" poderosas, deixam as 4 portas do veículo abertas, no meio da rua, enquanto arrumam a gola do uniforme do filho menor, fecham a lancheira da filha do meio e dão um dinheiro trocado para o mais velho pagar os lanches, na hora do recreio. Enquanto essa insólita cena doméstica se desenrola, dezenas de outros carros, sempre pilotados por mães apressadas, buzinam, exigindo que aquela "van" saia do caminho. Até parece que não lembram de ter feito o mesmo, alguns metros mais atrás!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As academias, outra fonte de problemas de trânsito, ficam meio às moscas, pois as adolescentes, e os candidatos a adultos do sexo masculino, já foram&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;para as montanhas, ou para as praias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os shoppings, nos primeiros dias de julho, ainda apresentam um certo movimento. Nem todos viajam logo no início do mês. Mas, à medida que o mês avança, vão ficando tranqüilos, sem aquele ruído de "adolescentessauros" característico dos meses letivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sim, não há nada melhor que férias em cidades grandes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas, como nada é perfeito, ficam os que não viajam e só perturbam as quietas ruas dos bairros. É a "pelada" sob nossa janela, as guitarras mal tocadas nas garagens dos vizinhos (já notaram que nunca é na nossa?), as festinhas com "rock pauleira" em alto som, os cachorros, antes acostumados a dormir cedo, latindo e uivando, como pano de fundo dessa colorida festa de férias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Professores se queixam de que os alunos voltam para as aulas, em agosto, sem um pingo de educação. Mais um efeito colateral das férias, para o qual ainda não se descobriu um remédio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Talvez o gozo exagerado da suposta liberdade das férias escolares, faça com que os alunos voltem aos bancos de ensino com o conceito de que "o mundo é deles". Portanto, tudo podem fazer, inclusive perturbar as aulas e os professores:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- "Carlinhos, pare de falar e preste atenção à minha aula!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;- "Dá, não, tia Bia! Ainda não voltei de férias. Tem que dar um tempo para eu me acostumar!"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A contrapartida do sossego relativo nas grandes cidades, durante as férias de julho, é a confusão generalizada nas cidades praianas. Você já foi a Ubatuba em julho? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Bares, restaurantes e lanchonetes abarrotados de cravos, espinhas, acnes, bermudão no meio da canela, camisetas regatas, tatuagens de gosto relativo, pulseirinhas de prata, óculos escuros colossais, saídas de praia, biquínis reduzidos, e sabe mais lá o quê!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Carros andando sem destino, à média de 15 quilômetros por hora. De Fuscas azul-calcinha (nem todos são ricos, mas todos vão à praia), a BMWs emprestados pelo pai, que dorme, em casa, o sono dos justos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Carrinhos de camelôs às centenas, vendem de tudo, da bijuteria ao chá espanta-espinha, muito procurado por jovens de caras marcadas. Os preços variam, conforme as tendências de mercado. Explicando: são altos, no início de julho e despencam nos últimos dias do mês. Camelô não precisa de MBA para agir segundo a demanda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Praias com todos os tipos de lixo social, desses criados pela nossa despreparada sociedade urbana. Pets, latas de refrigerantes e de cervejas, canudos e copos de plástico, coco natural vazio, sandálias havaianas esquecidas, fraldas usadas e com seu conteúdo conhecido, dentaduras, lenços de papel, marmitex, e... centenas de outros itens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Crianças ingênuas nadando – ou tentando nadar – sob as placas de aviso que o lugar é perigoso. Terceira idade roncando sob guarda-sóis antigos, com os dizeres: &lt;b style=""&gt;Diretas Já&lt;/b&gt;, ou &lt;b style=""&gt;Hepacholam Xavier&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Cães de raça e outros vira-latas circulam sobre a areia, felizes pelo aumento eventual de seus banheiros domésticos. Agora podem fazer de tudo, sólido ou líquido, em toda aquela beleza de praia imensa, sem que seus donos os amolem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Senhoras de cintura avolumada simulam corrida, quase que justificando, para os que estão na praia, ter consciência de suas barriguinhas mas que já estão cuidando para reduzi-las. Siliconadas desfilando seus últimos enxertos, fazendo inveja às amigas que ainda não tiveram coragem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É. O melhor mesmo é ficar na cidade grande. Curtir o mês de julho, tomar um chope geladinho naquele bar sempre lotado durante as aulas, ir ao shopping e ter tempo para olhar vitrines, escolher o que quer, estacionar próximo a uma porta de entrada, entrar numa livraria e ler uma "Paris Match", o "Le Nouvel Observateur", ou mesmo uma "Newsweek".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Viva o mês das férias!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-185233483481326963?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/185233483481326963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=185233483481326963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/185233483481326963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/185233483481326963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/06/as-frias-de-julho.html' title='As férias de julho'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-2377591463604311249</id><published>2007-06-02T17:11:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T17:12:40.149-03:00</updated><title type='text'>Lavando as escadarias de Brasília</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;           Todo ano os soteropolitanos católicos vão lavar as escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim. Dizem os historiadores que o ato de lavar representa um agradecimento dos fiéis por graças alcançadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Religiões à parte, o ato de lavar tem uma conotação um pouco diferente quando se trata de algum problema ligado à honra, ou à justiça. Lavar a honra, por exemplo, significa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;reconstituir a imagem de alguém atingido por alguma infâmia, de expurgar possíveis nódoas indevidas na vida de alguém. Em termos de justiça, embora não conste como termo legal, lavar pode significar reabilitar, voltar ao estado anterior a alguma injúria ou difamação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com o termo lavar em mente, vamos até Brasília, nossa capital federal, de ruas e avenidas com linhas bem traçadas, mas que, nem por isso faz com que todos andem na linha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A cada semana lemos, na mídia, um novo escândalo ligado a políticos ou a funcionários do primeiro escalão do governo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A Polícia Federal nunca neste país – parafraseando alguém da cúpula – prendeu tanta gente envolvida em atos supostos de corrupção, e a justiça, nunca neste país, soltou tantos presos envolvidos em escândalos de uso indevido do dinheiro público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E é justamente esse vai-e-vem de mandos e desmandos que deixa a todos surpresos e não entendendo mais o que seja a lei e a justiça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Está na mente do brasileiro que a lei tem que ser cumprida – e assim entende a Polícia Federal – e que a justiça tem que ser feita, sem discriminação, pela aplicação da lei. Ora, se a Polícia Federal prende e a justiça solta, com alegações nem sempre justificadas, ou entendidas pelos brasileiros, há um flagrante desacerto entre as duas casas que, juntas, deveriam zelar pelos bons costumes, punindo os crimes contra o Estado, como o desvio de verbas vultuosas manipuladas por lobistas junto a homens do governo e junto a políticos influentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao abrir uma revista semanal, já no final da manhã de cada sábado, deparamos com novos e novos fatos ligados à corrupção dentro do governo. Ministros são afastados, Juízes entram em licença para tratamento de saúde quando acusados, começa o agito das prisões, anda a enorme fila de carros negros com o PF estampado em cada porta, descem deles donos de empreiteiras e lobistas, carregam-se inúmeros computadores, há sacos de dinheiro em reais, e outros em dólares, todos ficamos chocados com isso, e aí vem a justiça e manda soltar diversos presos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Está ficando cada vez mais complicado ser um brasileiro comum. Temos que acompanhar de perto cada novo escândalo e, ainda assim, corremos o risco de nada entender, de se achar menos inteligente por não conseguir aceitar os atos conflitantes vindo do mesmo governo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um ministro japonês, apanhado em flagrante caso de corrupção, se suicidou. Na &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;China há casos de execução sumária de pessoas que fraudaram algum documento, ou desviaram algum recurso público em benefício próprio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não queremos a pena de morte, queremos apenas voltar a ser brasileiros comuns. Queremos ver culpados punidos e presos, em curto espaço de tempo. Queremos ver ações do governo no sentido de escolher melhor os seus ministros, para não vê-los, pouco após a posse, envolvidos em casos de corrupção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O tempo se escoa, nada se vê de concreto em termos de punição, ouve-se comentários sobre a necessidade das reformas políticas e do judiciário, o segundo mandato já avança a passos largos e o Brasil não parece sentir vergonha de sua triste figura de país com tantos criminosos chafurdando na lama da desonestidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Por favor, autoridades deste país. Deixem-nos ser apenas brasileiros comuns. Lavem a lama das escadarias de Brasília e ficaremos muito gratos por essa graça alcançada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-2377591463604311249?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/2377591463604311249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=2377591463604311249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2377591463604311249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2377591463604311249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/06/lavando-as-escadarias-de-braslia.html' title='Lavando as escadarias de Brasília'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-2486956114311963091</id><published>2007-04-05T12:18:00.000-03:00</published><updated>2007-04-05T12:32:24.463-03:00</updated><title type='text'>Penduricalhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Nestas férias de início de ano fui parar, por engano, na República Dominicana. O que, a princípio, pareceu um drama, se converteu em experiência ímpar, da qual jamais esquecerei.&lt;br /&gt;A meta era Cancún, no México, mas por falta de vistos de entrada, trocamos de rota e fomos os três para a RD (eu, mulher e filha).&lt;br /&gt;Não vou falar aqui das surpresas todas. Apenas de uma: o super-hotel onde ficamos tinha uma praia onde se permitia o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;topless&lt;/span&gt;. Ao descobrir esse fato, não poderia deixar de registrar minhas impressões de novato, ali chegando sem aviso prévio.&lt;br /&gt;Achei que poderia tratar do assunto com certo apuro, sem descambar para a vulgaridade, e fiz uma crônica, que segue. Tive o cuidado de não mencionar qualquer dos substantivos que o povo usa para denominar o par de glândulas femininas que todos nós - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;os pudicos aí inclusos &lt;/span&gt;- vimos e usamos como alimento, após o nascimento.&lt;br /&gt;O título é o lá de cima "&lt;b&gt;Penduricalhos&lt;/b&gt;" e logo o leitor verá a que ele se refere. Leia.&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Duplos, maiores ou menores. Uns médios, outros quase sumindo. Em comum, a duplicidade e a lei da gravidade. Esta última, inflexível, aplicada a todos, por igual, embora alguns dela se valham mais que outros.&lt;br /&gt;Todos de olhares baixos, voltados para a areia escaldante da praia do Caribe, quietos, comportados, fingindo que ninguém os observava. Tímidos, talvez.&lt;br /&gt;Uns, orientais, se colocavam em seus devidos lugares, não ousando se destacar, mal se afastando do tórax, diminutos, mal apercebidos, compenetrados de seus DNAs seculares.&lt;br /&gt;Já outros, mais latinos, exuberavam, alegres, contentes com o tamanho garantido pela ascendência romana, que motivaram os Césares. Sofia, a Loren, ainda os tem como referência.&lt;br /&gt;A cada onda morrendo na praia, outro par se juntava ao bando ali exposto. Chegavam suarentos pela caminhada, desde os alojamentos distantes, pingos hesitantes em cair, se acumulando no topo, quais crianças em tobogãs da Disney, esperando sua vez de se projetar, ladeira abaixo.&lt;br /&gt;Outros pares, mais preguiçosos, se apoiavam nos abdômens avantajados, usando-os como amparo permanente. Nem se preocupavam em olhar para cima, limitando-se a contar conchas na areia branca da praia.&lt;br /&gt;Certos pares demonstravam haver um clima ruim no relacionamento. Isso ficava evidente quando se notava que um pendia para um lado, enquanto o outro ia para o lado contrário. Não se bicavam!&lt;br /&gt;O sol, inclemente, deixava alguns deles mais queimados, mal se percebendo que haviam passado tanto tempo embutidos em suas carapaças apertadas, curtindo a tonalidade branca leitosa que caracteriza tais duplas, quando em situação eminentemente urbana, em especial durante o inverno.&lt;br /&gt;Quando o objeto que os continha, humano ser, se prostrava em decúbito dorsal, sobre uma cadeira de praia ou esteira, a dupla se via comprimida, amargurada, tentando escapar pelas laterais, mas sem sucesso.&lt;br /&gt;Era visível a angústia de sentir tanto peso sobre o par nem sempre volumoso, nem sempre condizente com o peso a suportar.&lt;br /&gt;O alívio só vinha quando o humano girava, colocando o par voltado para o céu, cada um escorregando para seu próprio lado, ambos sabendo de sua condição de eternamente atados ao compromisso de ali estar, penduricalhos escravos.&lt;br /&gt;Em verdade, sentiam-se vulgares, pois não atraiam olhares cobiçosos dos que passavam, ou estavam na cadeira ao lado.&lt;br /&gt;Talvez um desses pares tenha discutido, na intimidade da alcova, se eram realmente necessários, ou porque viviam sendo alterados em seus volumes, para mais ou para menos, sem serem consultados previamente.&lt;br /&gt;Mas, lá estavam, confinados em praia reservada, pendurados, nús, seguindo seu destino!&lt;br /&gt;No inverno da vida, diminuiriam, secariam e as rugas tomariam conta de suas superfícies, igualmente.&lt;br /&gt;Um não seria diferente do outro.&lt;br /&gt;Unidos pelo destino para viverem uma vida a dois. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Triste sina...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-2486956114311963091?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/2486956114311963091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=2486956114311963091' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2486956114311963091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/2486956114311963091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/04/penduricalhos.html' title='Penduricalhos'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7579343783456260780</id><published>2007-03-27T18:45:00.000-03:00</published><updated>2007-03-27T18:48:18.535-03:00</updated><title type='text'>Herói à venda</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            A receita para fazer um herói é complicada, pois exige ingredientes nem sempre à mão, muita vez escassos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um herói pode não nascer herói, mas vai captando da vida o que esta tem de melhor e guarda em seu baú da personalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Algo acontece que agride a liberdade. O herói se faz, num estalar de dedos, e sai a combater os usurpadores, os ditadores. Alguém invade o que não é seu, se apossa do bem comum. Outro herói surge e se posta diante do invasor e o enfrenta como pode.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim foi Franklin Martins.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Saiu do nada, se formou, combateu a ditadura militar, foi exilado, voltou com um hábeas corpus e se bandeou para a clandestinidade, onde podia usar algumas das coisas que mantinha guardadas em seu baú da personalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Esteve atrás das grades junto com o Zé (o Dirceu de triste figura), &lt;span class="corpo"&gt;Luiz Travassos, Vladimir Palmeira, e Antônio Ribas, líder secundarista em São Paulo, morto na guerrilha do Araguaia. Muitos heróis viram o sol nascer quadrado e isso como mera conseqüência de seu idealismo, de suas crenças no que é bom, decente, honesto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como jornalista, já cobriu as CPIs do Collor e dos Anões do Orçamento. Suas palavras claras, precisas, muito contribuíram para formar a opinião pública. Direta, ou indiretamente, foi um dos autores intelectuais das marchas dos “caras pintadas”, que derrubaram a ditadura militar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando estouraram os mensalões, o valerioduto, e a chuva ainda caia durante o “delúbio” que emporcalhou a terra, Franklin Martins estava lá, firme, para levantar os pontos fracos, pedir decisões, divulgar as farsas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Há muito mais o que se falar de nosso herói Franklin Martins.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas, na caixinha de surpresas da vida, eis que nosso herói se pôs à venda e foi arrematado pelo governo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O mesmo governo que tanto criticou, mesmo antes da primeira eleição. O mesmo governo do qual disse: “O PT está fortemente atingido, vai ter dificuldades para se reequilibrar. A decepção do país é maior do que em outros momentos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não importa porque, mas ele fez isso. Demoliu, pedra por pedra, o monumento que nossa gratidão ergueu para honrar seu nome, pelo que fez pela pátria. Esvaziou o baú da personalidade, tornando-se apenas mais um. Um Hércules minúsculo que não mais irá limpar as cavalariças do rei Áugias, mas viver delas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O que faz um herói se vender? Ego, vaidade, necessidade ditada pela auto-estima?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não sei, e não me importo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="corpo"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas entristeço ao saber Franklin Martins como novo Ministro do governo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7579343783456260780?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7579343783456260780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7579343783456260780' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7579343783456260780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7579343783456260780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/03/heri-venda.html' title='Herói à venda'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-3325774432315922420</id><published>2007-03-16T13:01:00.000-03:00</published><updated>2007-03-16T13:07:53.717-03:00</updated><title type='text'>Uma história pouco real</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Era uma família comum, sem nada de especial: marido mulher e oito filhos, como muitas outras.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Poderiam ter vivido no oriente alto, ou no baixo, mas, modestos, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;preferiram o oriente médio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;O pai, típico árabe, tinha uma tenda para fabricar albornoz, burka e outras peças do vestuário. Sua freguesia era constante, e permitia manter a família, com certo conforto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;O patriarca resolvera que todos os filhos homens teriam o primeiro nome &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al&lt;/span&gt;, e o segundo nome seria decidido após o nascimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ele mesmo, por decisão de seu pai, se chamava &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Faiat.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ao nascer o primeiro filho, ainda durante o parto, e após alguma discussão com a mulher que gemia, o pai o denominou &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Nasser&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Veio, após um ano, o segundo filho e foi chamado de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Arife&lt;/span&gt;. Mais tarde, acabou se dedicando à construção civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;O tempo passou, mas não sem que novo filho, o terceiro, viesse ao mundo. O pai o chamou de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Kova&lt;/span&gt;. Por ser prematuro, passou muito tempo trancado no quarto, sob os cuidados da mãe. Na puberdade, se revelou tímido, não saia da cama, pouco falava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas, a natureza reservava uma surpresa para aquele pai dedicado. O quarto filho veio com pele branca, olhos claros e cabelo totalmente branco. Uma falha genética. O pai o chamou de&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Al Bino&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Veio o quinto filho. Al Faiat teve uma premonição de que esse seria o continuador de sua loja, aprendendo com o pai o ofício de costura, e mantendo o estabelecimento de família, mesmo após sua morte. O chamou de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Finet&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Por decisão comum, mulher e marido decidiram dar um tempo na geração de filhos. Ficaram quase dois anos sem ter um parto em casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;A tradição oriental falou mais alto. E veio o sexto filho. O nome obedeceu à tradição e foi chamado de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Vissarar&lt;/span&gt;. A boa notícia de seu nascimento correu a pequena cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ano seguinte, veio &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Kali&lt;/span&gt;, que, quando adulto, se formou em Química. E no outro ano, veio &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Al Voross&lt;/span&gt;. Este último cresceu e sempre me metia em confusões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Não se sabe a situação atual da família, mas isso se faz desnecessário, pois ninguém se interessa por famílias inexistentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-3325774432315922420?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/3325774432315922420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=3325774432315922420' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3325774432315922420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3325774432315922420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/03/uma-histria-pouco-real.html' title='Uma história pouco real'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-3524061770813182541</id><published>2007-03-13T14:30:00.000-03:00</published><updated>2007-03-18T19:00:14.714-03:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sentado em meu canto, observei o andar de uma prosopopéia em direção a uma roseira.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Suas inúmeras pernas se alternavam, ora um lado, ora outro, na marcha contínua, definida, em busca de um objetivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;          Mais além, atrás de um imenso pé de sidônio, ainda consegui ver os últimos vestígios da passagem de uma mesóclise, talvez adulta, deixando um rastro meio gelatinoso.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;       A tarde era quieta, calma, como todas as daqui. Nada acontece de repente, tudo vem aos poucos. No horizonte, um mesófilo pairava, asas bem abertas, sobre a colina verdejante, no esplendor da tarde de verão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Tudo convidava ao ensimesmamento.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Os problemas ficavam de fora, sem acesso autorizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Mas, aquela dolina meio esbranquiçada insistia em chamar minha atenção. No começo, fingi que não a vira. Ela, talvez sentindo meu desprezo, revoou diversas vezes ao meu redor. Acabou indo embora, batendo as pequenas asas, em fuga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Voltei ao meu retiro intelectual. O dolicópode, aos meus pés, esparramado pela borda do canteiro, começava a florir, meio tardiamente, posto que o verão ia alto. As folhas mais altas, talvez por receber mais luz solar, estavam meio desbotadas, de um verde-limão passado. As inferiores, porém, resplandeciam na cor intensa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Lembrei de meus pais. Os tempos que passamos juntos, os lugares, os ensinamentos. Agora, uns doradídeos mais acolá, na parte afastada do canteiro, se enroscavam na árvore mais próxima, exibindo flores pequenas, delicadas, com textura parecida ao linho. Impossível deixar de vê-los.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Meu pai, professor emérito, sempre tinha algo a nos dizer, interessante, cuidadoso com as palavras. Evitava as esparganiáceas em sua fala, para que melhor o entendêssemos. Claro e preciso, sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sentava-se, por vezes, sobre um humuleno antigo, que tínhamos no terraço, à frente da casa, e, aos poucos, ia abordando diversos assuntos, sem pressa. Lembro-me quando nos ensinou que a hussita prejudica o desenvolvimentos dos jovens, e que devíamos, a todo custo, evitá-la. Nenhum dos três irmãos jamais a experimentou, mesmo após sua morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Uma folha se deslocou um pouco, sobre a grama, e pude ver uma objurgatória.escura, devorando a dita folha pelas bordas, apressada, antes que, em sua cadeia alimentar, aparecesse algum otim esfaimado e a levasse em seu bico afilado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Voltei aos meus pais. Minha mãe, muito dedicada, nos aconselhava energicamente a tomar diariamente o seu famoso suco de paronímia, que fazia como ninguém. Ai do filho que esquecesse seu copo, ainda cheio, sobre a pia. Ela ia atrás e trazia, pela orelha, até que a última gota fosse ingerida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         Minha irmã, a primogênita, sempre preferiu se dedicar à música, passando horas com seu precórdio antigo, herança de família, no colo, dedilhando suas cordas, algumas ainda originais, outras trocadas por modelos de nylon, mais modernos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Meu irmão, o caçula, era mais agitado. Sempre estava com sua Slivovitz novinha em folha, com assento de couro preto, para passear no bairro, mostrando o que ganhara naquele Natal, o último antes de perdermos nosso pai querido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                 &lt;/span&gt;A tarde começou a ir embora, no horizonte, quando me dei conta do tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Descobri que muitas pessoas lêem textos, e criam seus próprios significados para as palavras, sem se preocupar com o que o autor quis dizer, realmente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Quer um exemplo? Você pode ter lido esta crônica até aqui sem ter percebido quantas palavras foram usadas num sentido, mas que realmente têm outro significado. Veja, no final, as palavras empregadas erroneamente, para parecer um texto normal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;É assim, mesmo. O importante é a fluência do texto, não o seu conteúdo. Parece, mas não é!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eis o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:100%;" &gt;sentido real&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; das palavras acima usadas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p style="font-family: arial;"&gt;               &lt;/o:p&gt;&lt;strong style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;prosopopéia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; = Figura pela qual se dá vida e, pois, ação, movimento e voz, a coisas inanimadas, e se empresta voz a pessoas ausentes ou mortas e a animais; personificação, metagoge. &lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;sidônio= &lt;/strong&gt;De, ou pertencente ou relativo a Sídon, cidade da Fenícia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;mesóclise&lt;/strong&gt;= Intercalação de pronome átono em um verbo. Ex.: dir- te- ei, amá- lo- ia, contar- vo-lo- ia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;mesófilo&lt;/strong&gt;= Diz-se do que só cresce em condições específicas de temperatura e de umidade, como plantas florestais dos trópicos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;        dolina &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;= Depressão afunilada, produzida pela dissolução em regiões calcárias ou pelo desmoronamento resultante de tais dissoluções.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;                     &lt;/span&gt;dolicópode&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; = Que tem patas grandes.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;    doradídeos&lt;/strong&gt;= Família de peixes cipriniformes, siluriformes, que reúne pequenos bagres dos rios da América do Sul&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;                    esparganiáceas&lt;/strong&gt;= Família de plantas monocotiledôneas caracterizadas pelas flores com perianto de três a seis peças, tendo as masculinas três a seis estames&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;    humuleno&lt;/strong&gt;= Sesquiterpeno cíclico que contém três ligações duplas, e cujo esqueleto é como o do humulano e que ocorre no lúpulo&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;hussita&lt;/strong&gt;= Adepto da doutrina de Jan Huss (1369-1415), reformista tcheco, pela qual as boas obras eram indiferentes para a salvação eterna.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;objurgatória&lt;/strong&gt;= Ato de objurgar; censura; repreensão violenta; objurgatória.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;otim&lt;/strong&gt;= cachaça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;paronímia&lt;/strong&gt;= Qualidade de parônimo.Parônimo =Diz-se das palavras que têm som semelhante ao de outras; paronímico:descrição e discrição; onicolor e unicolor; vultoso e vultuoso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;precórdio&lt;/strong&gt;= Área anterior ao coração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;                 &lt;/span&gt;Slivovitz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:9;"  &gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt; = Aguardente de ameixa, feita sobretudo na Romênia, no N. da Itália, e numa região da antiga Iugoslávia.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-3524061770813182541?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/3524061770813182541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=3524061770813182541' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3524061770813182541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/3524061770813182541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/03/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-5952637284320343486</id><published>2007-03-08T16:38:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T16:42:27.359-03:00</updated><title type='text'>Um novo ciclo de vida</title><content type='html'>Recebi de um amigo um texto em inglês e tomei a liberdade de traduzir e publicar, pois achei interessante. O título que adotei (em inglês era I'll drink to this) me pareceu mais razoável, em português.&lt;br /&gt;Aí vai:&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Um novo ciclo de vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Eu penso que o ciclo da vida está errado, tal como se apresenta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Você deveria começar morto e levantar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Em seguida, você acordaria numa antiga casa e iria se sentindo cada dia melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Você estaria curtindo o fato de ter muita saúde; iria até o banco e receberia a sua pensão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Então, quando começasse a trabalhar, iria ganhar um relógio de ouro logo em seu primeiro dia de trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Aí, você trabalharia por quarenta anos até que ficasse jovem o suficiente para curtir sua aposentadoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Você beberia álcool, iria a festas, se tornaria um tanto promíscuo e ficaria prontinho para entrar no curso secundário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Em seguida, após algum tempo, você iria para a escola primária, se tornaria um garotinho, brincaria, não teria qualquer responsabilidade, depois viraria um bebezinho e então...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Você gastaria os últimos 9 meses de sua vida boiando pacificamente como se estivesse num luxuoso spa: aquecimento central, serviço de quarto permanente, amplo apartamento, até que, de repente, você desapareceria num orgasmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;E assim terminariam os seus dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-5952637284320343486?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/5952637284320343486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=5952637284320343486' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5952637284320343486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/5952637284320343486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/03/um-novo-ciclo-de-vida.html' title='Um novo ciclo de vida'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-6645497696487752198</id><published>2007-03-05T15:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-05T16:05:10.666-03:00</updated><title type='text'>Compondo  um texto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Muitos (os que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; escrevem, principalmente) não conseguem avaliar o prazer de escrever.&lt;br /&gt;Cada escolha de palavra, uma simples vírgula, ou dois pontos, tudo é emoção para o redator. À medida em que o texto vai sendo composto, uma certa vibração toma conta do cérebro do autor, e o compele a ir além, a buscar idéias, a harmonizar cada parágrafo com o anterior, cada enfoque novo com a raiz básica do texto.&lt;br /&gt;Por certo não me refiro a textos convencionais, comerciais, ou relatórios de CPIs. Esses são movidos por interesses menores.&lt;br /&gt;Falo dos bons textos, como os de Reynaldo Azevedo, colunista da revista Veja, ou os de Roberto Pompeu de Toledo, Editor Especial da mesma revista.&lt;br /&gt;Há outros? Claro que há! Mas cada um, tal como os santos, tem seus devotos.&lt;br /&gt;O recurso do paralelismo é sempre bem-vindo, em especial quando o redator é dos bons. Aborda-se um assunto e se usa algo similar para complementar a compreensão e enriquecer o discurso. O Roberto é um especialista nisso. Veja seu ensaio na Veja de 07 de março de 2007.&lt;br /&gt;Não faço a apologia de determinada mídia, como pode alguém pensar, mas fico altamente motivado quando leio uma boa revista, mesmo sendo de outros países.&lt;br /&gt;A riqueza do texto está na alma de quem escreve, no olhar atento de quem lê e no cuidado de quem publica.&lt;br /&gt;Já vi boas obras sendo relegadas a meros pasquins, e textos pobres publicados em boas mídias.&lt;br /&gt;Há que se louvar os editores, nem sempre tão conhecidos, mas os responsáveis pela adequação de bons textos com boas mídias.&lt;br /&gt;Infelizmente, a leitura não é incentivada como deveria, em escolas públicas. Há jovens, terminando o segundo grau, que lêem mas não entendem o que leram. criando-se um abismo  que, provavelmente, jamais será vencido.&lt;br /&gt;Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-6645497696487752198?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/6645497696487752198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=6645497696487752198' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6645497696487752198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6645497696487752198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/03/compondo-um-texto.html' title='Compondo  um texto'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-6271821872099918154</id><published>2007-03-02T12:06:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T12:15:17.109-03:00</updated><title type='text'>Não comecei bem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quando se começa um blog, nem tudo são flores. Tem coisas não muito claras, que você tem que descobrir aos poucos.&lt;br /&gt;Não adianta contar com a Laurinha, claro! Ela deve estar metida em cursos, pesquisas, trabalhos, lá em Sevilha e nem deu bola para meus emails pedindo socorro.&lt;br /&gt;Mas, de tanto clicar aqui, ali e acolá, acabei achando esta tela onde se escreve o novo texto.&lt;br /&gt;Todo internauta tem que ser persistente, curioso, batalhador.&lt;br /&gt;De agora em diante, vai ser mais fácil.&lt;br /&gt;Ainda estou longe de escrever, aqui, o que pretendia. Os problemas funcionais do blog me deixaram meio confuso.&lt;br /&gt;Prometo, porém, a mim mesmo, que, doravante, só escreverei o que tenho vontade de escrever.&lt;br /&gt;Nada de ficar tateando, no escuro.&lt;br /&gt;Obrigado, Laura, por seu comentário (único, até hoje) sobre meu primeiro texto.&lt;br /&gt;Eu citei você, acima, mas foi mais para te provocar uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-6271821872099918154?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/6271821872099918154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=6271821872099918154' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6271821872099918154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/6271821872099918154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/03/no-comecei-bem.html' title='Não comecei bem'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2313365189028003255.post-7242636988890760137</id><published>2007-02-27T14:58:00.000-03:00</published><updated>2007-02-27T15:06:22.952-03:00</updated><title type='text'>Apenas começando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Bem, quando se depara com uma novidade, anda-se mais devagar.&lt;br /&gt;O terreno não é minado, não obstante, a precaução se justifica.&lt;br /&gt;Tem muita coisa rolando por aí com as quais não me identifico.&lt;br /&gt;Então, todo cuidado é pouco.&lt;br /&gt;Fui na cola da Laura e criei algo que não sei no que vai dar.&lt;br /&gt;Mas, estou confiante. Suponho que terei um espaço para escrever&lt;br /&gt;o que desejar, sem ter os grilhões dos livros onde fui ghost writer,&lt;br /&gt;dos editoriais onde os donos de jornais vetam o que de melhor&lt;br /&gt;penso e escrevo, ou das matérias não assinadas, feitas com a&lt;br /&gt;censura de alguém que tem medo de ser processado.&lt;br /&gt;Claro que não irei me exceder, nem desrespeitar eventuais comentaristas.&lt;br /&gt;Se nada acontecer, ainda assim, terei meu espaço livro.&lt;br /&gt;Acho que vale a pena tentar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2313365189028003255-7242636988890760137?l=jolac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jolac.blogspot.com/feeds/7242636988890760137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2313365189028003255&amp;postID=7242636988890760137' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7242636988890760137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2313365189028003255/posts/default/7242636988890760137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jolac.blogspot.com/2007/02/apenas-comeando.html' title='Apenas começando'/><author><name>José Lacerda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01222103500723345178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
