Diversas pessoas, em todo o mundo, já viram o documentário intitulado “Uma verdade inconveniente” (An inconvenient truth, em inglês), disponível em qualquer locadora, ali na esquina. O apresentador é o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.
Vai uma grande distância entre “ver” e “entender”.
Devido ao nível da abordagem adotada pelo apresentador, que pretende atingir governantes, cientistas e pessoas com determinado nível educacional, essa importante mensagem vai passar ao largo da ignorância de grande parte do povo brasileiro, infelizmente. E de outros países, também, certamente.
O documentário nos dá uma visão realista do futuro do planeta e nos alerta para um perigo real e imediato: o aquecimento global.
Cada um de nós – e isso inclui você, leitor – tem que assumir seu papel na preservação do planeta, para que as catástrofes previstas para 2050 (todas elas endossadas pelos maiores cientistas de todo o mundo) não aconteçam, ou sejam mais amenas do que deverão ser.
A famosa filosofia do “e eu com isso?”, tão presente na maioria dos ambientes que costumamos freqüentar, poderá nos tornar – pela omissão – algozes de nossos próprios netos, a quem delegaremos um planeta comprometido, inviável, mortal.
Sim, se nos mantivermos à margem dos fatos, estaremos matando, todos e cada um, nossos próprios netos, entregando a eles água contaminada, escassez de alimentos, temperaturas elevadas que gerarão furacões e outros cataclismos em todo o mundo. E não adianta contemporizar, pois as medidas para evitar tais fatos devem ser tomadas aqui e agora.
Há pessoas que já viram o documentário e tiveram reação do tipo “isso só acontece em outros países”, pois estão acostumados a ver catástrofes “lá fora”. Mas, os mapas feitos por cientistas mostram o Brasil sendo igualmente atingido por todos os “cavaleiros do Apocalipse” mostrados na apresentação de Al Gore, e com a mesma intensidade.
Aqui mesmo, na América Latina, uma enorme geleira do Peru virtualmente desapareceu do mapa, em menos de dez anos. Lagos dos Andes secaram e diversos rios brasileiros têm seus leitos reduzidos, ano a ano.
Sensacionalismo? Os cientistas consultados e os dados retirados de trabalhos científicos são de muita credibilidade.
O que faremos, então? O documentário traz uma pequena lista de atitudes para impedir o aquecimento global... e salvar nossos netos e os filhos deles. São elas: troque uma lâmpada por outra mais econômica, dirija menos, recicle mais o seu lixo, revise seus pneus, use menos água quente, evite produtos com muitas embalagens, ajuste seu termostato (ar condicionado doméstico e de escritório), plante uma árvore, desligue os aparelhos eletrônicos quando não em uso, faça parte da solução.
O documentário de Al Gore quebra mitos e apresenta gráficos inteligentes, bem didáticos, além de fotos impressionantes.
Vá até a sua locadora, alugue o vídeo “Uma verdade inconveniente”, reúna crianças e adultos da família, passe o vídeo e, no final, confira o grau de entendimento – e de comprometimento – de cada um.
Ou vá se sentindo culpado, desde já, de ter entregado um planeta inviável, letal, aos seus queridos netinhos, e aos bisnetos também, mesmo que você não esteja aqui para conhecê-los.
Como diz o Al Gore, faça parte da solução. Seus netos agradecerão!
