domingo, 19 de agosto de 2007

Vamos matar nossos netos?

Diversas pessoas, em todo o mundo, já viram o documentário intitulado “Uma verdade inconveniente” (An inconvenient truth, em inglês), disponível em qualquer locadora, ali na esquina. O apresentador é o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

Vai uma grande distância entre “ver” e “entender”.

Devido ao nível da abordagem adotada pelo apresentador, que pretende atingir governantes, cientistas e pessoas com determinado nível educacional, essa importante mensagem vai passar ao largo da ignorância de grande parte do povo brasileiro, infelizmente. E de outros países, também, certamente.

O documentário nos dá uma visão realista do futuro do planeta e nos alerta para um perigo real e imediato: o aquecimento global.

Cada um de nós – e isso inclui você, leitor – tem que assumir seu papel na preservação do planeta, para que as catástrofes previstas para 2050 (todas elas endossadas pelos maiores cientistas de todo o mundo) não aconteçam, ou sejam mais amenas do que deverão ser.

A famosa filosofia do “e eu com isso?”, tão presente na maioria dos ambientes que costumamos freqüentar, poderá nos tornar – pela omissão – algozes de nossos próprios netos, a quem delegaremos um planeta comprometido, inviável, mortal.

Sim, se nos mantivermos à margem dos fatos, estaremos matando, todos e cada um, nossos próprios netos, entregando a eles água contaminada, escassez de alimentos, temperaturas elevadas que gerarão furacões e outros cataclismos em todo o mundo. E não adianta contemporizar, pois as medidas para evitar tais fatos devem ser tomadas aqui e agora.

Há pessoas que já viram o documentário e tiveram reação do tipo “isso só acontece em outros países”, pois estão acostumados a ver catástrofes “lá fora”. Mas, os mapas feitos por cientistas mostram o Brasil sendo igualmente atingido por todos os “cavaleiros do Apocalipse” mostrados na apresentação de Al Gore, e com a mesma intensidade.

Aqui mesmo, na América Latina, uma enorme geleira do Peru virtualmente desapareceu do mapa, em menos de dez anos. Lagos dos Andes secaram e diversos rios brasileiros têm seus leitos reduzidos, ano a ano.

Sensacionalismo? Os cientistas consultados e os dados retirados de trabalhos científicos são de muita credibilidade.

O que faremos, então? O documentário traz uma pequena lista de atitudes para impedir o aquecimento global... e salvar nossos netos e os filhos deles. São elas: troque uma lâmpada por outra mais econômica, dirija menos, recicle mais o seu lixo, revise seus pneus, use menos água quente, evite produtos com muitas embalagens, ajuste seu termostato (ar condicionado doméstico e de escritório), plante uma árvore, desligue os aparelhos eletrônicos quando não em uso, faça parte da solução.

O documentário de Al Gore quebra mitos e apresenta gráficos inteligentes, bem didáticos, além de fotos impressionantes.

Vá até a sua locadora, alugue o vídeo “Uma verdade inconveniente”, reúna crianças e adultos da família, passe o vídeo e, no final, confira o grau de entendimento – e de comprometimento – de cada um.

Ou vá se sentindo culpado, desde já, de ter entregado um planeta inviável, letal, aos seus queridos netinhos, e aos bisnetos também, mesmo que você não esteja aqui para conhecê-los.

Como diz o Al Gore, faça parte da solução. Seus netos agradecerão!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Parabéns, Lula!

O Pan 2007 não começou bem. Houve vaia na abertura, fato até hoje comentado.

Mas, justiça seja feita, Lula foi brilhante.

Ele conseguiu montar sua equipe principal e fez as substituições quando achou que, em determinas áreas, as coisas não iam lá muito bem. Um verdadeiro líder!

Nem sempre apareceu diante das câmeras de televisão, mas sabe-se de seu empenho, das exortações aos seus camaradas, nos bastidores. E lá vai sua equipe cumprir seu importante papel perante o público brasileiro, sob aplausos sinceros e efusivos!

Vez por outra, incauto, deixa escapar um comentário mais duro para um determinado membro de sua equipe. E, geralmente, está certo, correto! O elemento alvo perdeu tempo na hora em que mais se precisava dele, e viu virar o jogo, para desespero de Lula.

Quando os problemas aumentavam, lá estava, sempre presente, o Lula para fazer o meio de campo funcionar, aparar arestas, garantir a continuidade de ação de seus preferidos.

Se o desafio de hoje fosse enfrentar outras nações, Lula não se apertaria. Ele já vinha estudando a política posta em jogo pelo outro povo, anotando tudo nos mínimos detalhes, preparando-se para o confronto, defendendo os seus pontos de vistas voltados para o interesse do nosso Brasil.

Nos momentos cruciais, Lula – meio a contragosto – conclamava os membros de sua equipe para se afastarem do garrafão, pois sabe, por experiência própria, dos efeitos danosos da longa permanência junto a esse garrafão rasteiro.

Houve momentos de hesitação, quando o seus subordinados se acharam em dúvida quanto ao caminho a seguir, principalmente quando a pressão atingia níveis muito altos. Nessa hora, Lula pedia um tempo com seus homens de confiança para rever táticas e encontrar soluções. A equipe voltava à luta com mais confiança, impulsionadas por Lula.

Durante o acidente aéreo, um assessor deu uma bola fora. Não se soube de alguma manifestação de Lula, que preferiu se manter em silêncio. Mas, ele bem sabia que bola fora faz parte do jogo, mesmo sendo indesejável, naquela altura do campeonato.

E assim o Pan foi chegando ao fim. E, como era de se prever, devido à sua excelente eficiência, Lula ganhou uma medalha de ouro.

Para quem, até esta altura, acreditou que falávamos de nosso presidente, errou!

Estamos falando do técnico da seleção de basquete masculino, o Lula (ou Lulinha como prefere ser chamado, mas sem o epíteto “paz e amor”, de seu homônimo).

Ele demonstrou eficiência técnica, persistência na busca do melhor para o país, controlou os seus jogadores, soube substituir os que não estavam atuando a contento, escolheu cada homem por seu passado de conhecimento e mestria, criou um espírito de equipe que uniu a todos, e seus homens subiram ao pódio ovacionados por milhares de brasileiros.

Realmente, há muitas diferenças entre os dois homônimos. Infelizmente o sonho do Pan acabou, e o Lulinha se foi com ele.

Agora, é agüentar o outro!