terça-feira, 27 de agosto de 2013

Deixe de dengue, Sarney!

O termo foi caindo em desuso, ao longo do tempo, mas ainda se ouve, aqui e acola, alguém mais maduro usando a expressão: "deixe de dengue!".
O significado da palavra, nesse contexto, era melindre, trejeitos afetados.
Quando alguém se mostrava hesitante em face de uma nova decisão a ser tomada, sempre alguém dizia o "deixe de dengue e vá fazer a sua obrigação!".
Pois não é que o nosso conhecido Senador da República José Sarney está em tratamento de dengue aguda e com quadro de pneumonia bacteriana?
Todo político tem sempre seus ataques de dengue. Não a doença, mas o ato de hesitação diante de decisões a serem tomadas, para o bem do povo brasileiro.
Portanto, temos um senador com o vírus da dengue permanente. Quando não é a doença, é o pouco caso com assuntos de interesse geral.
Há, também, um ator que está com dengue, desta vez significando trejeitos afetados. É o Mateus Solano, que faz o papel de Felix na novela Amor à vida, da tevê Globo.
Por se gay, retirado do armário pelo pai durão, ele é todo cheio de trejeitos afetados, como manda o figurino e o roteiro do autor. A sua dengue está embutida no olhar, no gargalhar forçado, nos gestos feitos com as mãos. Perfeito!
Outro tipo de dengue familiar é aquela reação dos filhos quando os pais, acertadamente, os punem por algum ato fora do contexto. Se adolescentes, então, a coisa se complica. Há muitas meninas e meninos que param de estudar, pioram o desempenho escolar, não comem, ficam trancados em seus quartos pouco ou nada iluminados.
É a conhecida "dengue da puberdade" e muitas famílias passam por ela. É parte da puberdade, dizem os psicólogos profissionais. E os pais, psicólogos do lar, concordam e esperam a crise passar. Há raros casos de jovens enviados para a UTI, quando se tornam cheios de dengue dentro da família. Em geral, a UTI escolhida pelos pais, para recuperar o filho cheio de dengue é a Disneyworld, em Orlando.
Mas, nem todos podem internar seus filhos na UTI da Disneyworld, pois envolve custo razoável com passagens e hotéis. O SUS, Sistema Único de Saúde brasileiro, poderia criar um plano especial para permitir que pessoas com baixa renda enviassem seus filhos à casa do Pato Donald, da Minnie, do Pluto.
Sugiro que esse plano se chame SDS (Sistema Disney de Saúde).
Todos os jovens voltariam recuperados, achando que seus pais são o máximo, e a paz voltaria a reinar, ao menos por algum tempo, em cada lar.
Tenho plena certeza de que os jovens que lerem esta coluna vão apoiar minha sugestão e até poderão sair às ruas com faixas "Queremos a SDS já!". Mas... nada de assaltar lojas, bancos e atirar coquetéis nos policiais!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Uma sugestão para punir políticos desonestos

Num momento de insatisfação com as notícias publicadas na mídia, resolvi criar uma alternativa para punir aqueles Deputados Federais e Senadores desonestos, que desviam o dinheiro público, participam de negociatas escusas, empregam parentes despreparados e continuam impunes.
Eles sabem que a grande maioria dos eleitores é ignorante, não lê jornais e revistas, e acha que aquele líder do PT, o barbudo de voz rouquenha, é o salvador da pátria.
Então, fiz um slideshow, em PowerPoint, e estou divulgando, graciosamente, aos interessados.
Deixe seu endereço neste meu blog e lhe envio um arquivo com uma sugestão para punir tais políticos. Ou envie seu pedido de cópia para meu endereço jlacerda10@gmail.com
O arquivo é "O destino de muitos políticos brasileiros.ppsx", e roda em qualquer PC.
Vamos lá! Confira e divulgue, se concordar.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O português entrou em coma

O idioma nacional esta sendo, aos poucos, sacrificado.
Logo, logo, morrerá, se nada fizermos para evitar.
E nossa presidente deu o pontapé inicial no processo de falência do português adotado aqui no Brasil.
A paródia abaixo é oportuna:


Ó presidenta porque estás tão triste,
O que é que foi que te aconteceu?

"Foi o idioma que caiu do galha,

Deu dois suspiras e, depois, morreu!"



Vem presidenta,

Vem meu terror.

Não fique trista por que o mundo é todo teu

Esse mundo mais bonita que o idioma que morreu.

domingo, 23 de junho de 2013

Caras cobertas

Há uma grande diferença entre os "caras pintadas", movimento estudantil brasileiro, realizado no ano de 1992, e os protestos que estão acontecendo em todo o país, hoje, por supostos estudantes de "caras cobertas".
A afirmação de que esses protestos são realizados por estudantes carece de provas, pois o que se vê, nas reportagens da televisão, são pessoas que escondem suas faces para permanecerem seguras e não serem detidas ao praticarem crimes, como os atos de vandalismo.
O que tem um banco a ver com o aumento das passagens de ônibus? Ou lojas de pequeno porte que são obrigadas a cerrarem suas portas, perdendo receita, para não serem saqueadas pelos que se auto intitulam defensores do povo?
A depredação de ônibus é, quando vista com olhares frios, um ato contra os próprios participantes dos movimentos, pois são os principais usuários de veículos coletivos, para ir à escola (os que realmente são estudantes) ou para trabalhar.
Uma incoerência que não se explica, pois invade o direito constitucional de ir e vir dos que não participam dos movimentos de rua, e deixa um rastro de destruição não aceitável, qualquer que seja o idealismo que os motive.
O direito de um cidadão termina quando começa o direito de outro cidadão. Assim, o suposto direito de depredar um museu, colide frontalmente com o direito daqueles que tiveram a oportunidade de adquirir cultura e sabem o valor histórico de um museu.
Não há registro de atos de vandalismo praticados pelos "caras pintadas". Os tempos eram outros, dirão alguns jovens atuais, os "caras cobertas". Mas, ainda assim, um cidadão que tenha consciência de sua obrigação com a comunidade, jamais pensará em destruir algo que pertence a todos.
Mesmo que haja alguma similaridade entre as pretensões dos movimentos de 1992 e os de 2013, em termos de objetivos, há uma colossal diferença entre os efeitos colaterais de um e de outro.
Não por acaso, os criminosos comuns cobrem suas caras para não serem reconhecidos por policiais. Os "caras pintadas" tinham a face desnuda, pois as cores verde e amarelo de nossa bandeira não conseguiriam, jamais, esconder malfeitores, destruidores de museus e de propriedades privadas.
Vamos ver como isso vai evoluir. A imagem do Brasil já está sendo comparada, no exterior, com a de países onde reinam a instabilidade, a destruição, as mortes diárias. E isso trará consequências sobre nossa economia, possivelmente exigindo aumentos de preços para equilíbrio do país.
Ou seja, a pressão para baixar 20 centavos na passagem de ônibus poderá gerar aumentos generalizados -e muitos mais elevados- em muitos e muitos outros itens da sociedade brasileira.
Como estaremos na época dos grandes eventos nacionais, no futuro imediato?




segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma forma objetiva de protestar

Ao mesmo tempo em que grupos de supostos estudantes saem às ruas das grandes cidades para protestar, praticam atos de vandalismo, destroem peças raras de museus e provocam a polícia, outros protestam de forma objetiva e clara.
Nada de vandalismo!
Sem confrontar a polícia, mas dizendo o que pensa.
Esse vídeo aqui indicado foi feito pela Carla Dauden e merece ser visto.
Clique no endereço abaixo.
Parabéns, Carla!

Endereço: 
http://youtu.be/ZApBgNQgKPU

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A pobreza da comunicação digital


A língua portuguesa passou por um processo que durou mais de dois séculos até atingir a condição de idioma oficial do Brasil.
Todavia, tudo leva a crer que os brasileiros atuais, salvo os que precisam se comunicar com qualidade, não estão preocupados em manter idioma nacional em seus padrões de qualidade.
O advento de novos meios de comunicação motivou, sem dúvida, um significativo aumento na intensidade de uso do idioma, mas, infelizmente, em nível muito pobre em termos de qualidade.
Muito volume, pouco cuidado. É isto que se vê nas redes sociais atuais, cheias de participantes.
O Facebook, um dos mais presentes nas redes sociais, é um triste exemplo do descaso com a qualidade do que se escreve e com a forma dessa escrita.
Basta abrir um endereço qualquer no Facebook e ver o que ali está escrito.
Um dos piores exemplos se vê na forma como os participantes expressam alegria quando leem algo digno de riso. São os famosos rsrsrsrsrsrsrsr,  ou HUHSUAHSH UHSUAHS HUH SUAHSHUHSUAHSHUHSUAHSHUHSUAHSHU. Não há endereço no Facebook onde não proliferem os grotescos formatos de riso, como se nada houvesse que os substituísse.
Mas, a deturpação do idioma não para por aí. Palavras estranhas surgiram do nada, e foram adotadas por milhares de pessoas, todas despreocupadas na manutenção dos padrões oficiais da língua pátria.
Cito alguns exemplos mais frequentes, e entre parêntesis, coloco a forma correta da mesma palavra: ta (está), bein (bem), komo (como), kiridu (querido).
Ou frases com erros grosseiros de concordância: Só faltou os carneiros e eu ai? (faltaram). Entrem lá e da um bizu no nosso blog !! (Entrem lá e deem uma olhada em nosso blog!). É nóis di novu aki (Somos nós aqui novamente).
As inúmeras aulas de Português, assistidas durante o curso secundário, parece que foram esquecidas. E isso não deixa de ser uma forma de desrespeito àquilo que temos de mais representativo, o nosso idioma.
Mesmo pergaminhos escritos na antiguidade, e encontrados mais recentemente, procuraram observar as regras de escrita da época, por mais simples que estas fossem.

Estamos no limiar de um novo mundo, cheio de recursos digitais, mas que se afasta, aos poucos, do modelo esperado, daquele que faz a pátria ser reconhecida mundialmente, e respeitada.

O cão nosso de cada dia

O cão é o maior amigo do homem, já dizia um antigo ditado.
Realmente, o cão se alegra com comida, água e carinho, e nada mais pede. Está sempre em busca da companhia do homem, junto ao qual se sente bem e dorme pesado.
Por outro lado, não me lembro de ter lido qualquer publicação que traçasse um paralelo entre o que um cão faz, em nossos lares, e nossos amigos, em situação semelhante.
Todo cão, por melhor que seja treinado, sempre acaba destruindo algo importante em nossas casas. Por exemplo, o telefone sem fio, um ou mais controles remotos de televisão, chaveiros que trouxemos do exterior, chinelos e sapatos, brinquedos de crianças e outros tantos objetos que pretendemos conservar ou usar.
Imagino um amigo chegado, adentrando nossa casa, e, num repente, começando a mastigar a antena do telefone sem fio, enquanto conta sua última pescaria.
Seu filho mais velho, um jovem pré-universitário, que veio à sua casa com o pai amigo, toma o controle remoto de sua tevê de 50 polegadas e, com naturalidade, pisoteia o mesmo e o arrasta para o fundo do quintal.
A esposa do amigo vai até o apoiador da sala de visita, pega alguns porta-retratos e os mastiga, arranca as fotos, dilacera aquela uma que tanto orgulho lhe dá de sua filha recém-nascida.
Não acredito que você ficaria impassível, olhando os fatos acontecerem e buscando uma boa justificativa para aquela família amiga assim agir. Imagino o seu comentário direto de condenação à liberdade tomada, mas não concedida, a cada um dos visitantes, até mesmo usando a conhecida frase: "onde vocês pensam que estão?".
Então, vem a pergunta: se aceitamos que o cão de estimação proceda às destruições diárias, e o desculpamos por ser um "animal irracional", porque reagiríamos com nossos amigos destruidores?
E o cão que vem se colocar sobre seus sapatos, quando você lê seu livro, ou jornal, ali na sala de estar? Você também o aceita e ainda lhe dá um afago amigo. Fosse o filho do vizinho!
E as frutas roubadas de nossa fruteira pelo cão amigo?
Realmente, o ser humano é muito mais tolerante com o cão da casa do que com outros seres humanos. Mesmo que sejam os melhores amigos!

E parece que todo cão sabe disso... E abusa!